O engenheiro agrônomo Luciano Piovesan, diretor-executivo da Fusermann, indústria de biodiesel instalada em Barbacena (MG), está preocupado com o cronograma de um projeto que é a menina dos olhos da empresa: o Projeto Jatropha.
O engenheiro agrônomo Luciano Piovesan, diretor-executivo da Fusermann, indústria de biodiesel instalada em Barbacena (MG), está preocupado com o cronograma de um projeto que é a menina dos olhos da empresa: o Projeto Jatropha.
Iniciado em 2005 com 1.030 hectares de pinhão-manso, e ampliado neste ano com outros 1.800 hectares plantados, o projeto deve ganhar mais 5 mil hectares por ano a partir de 2008 até chegar a 25 mil em 2011. Isso se a empresa puder comprar, legalmente, as sementes necessárias para aumentar a área plantada nos 16 municípios que integram a iniciativa.
“Estamos fomentando o plantio de pinhão-manso junto ao produtor”, explica Piovesan. “Fazemos a muda, fornecemos para o agricultor, damos assistência técnica, tudo gratuitamente.” Além disso, segundo Piovesan, a empresa faz contratos de garantia de compra por oito anos, com preço mínimo fixado. “O produtor está colocando na propriedade mais uma atividade, ele não está substituindo aquilo que já faz”, acrescenta. “Quem está correndo o risco todo é a própria indústria”, ressalta.
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Mas já que ainda não se sabe quando o comércio de sementes da Jatropha será liberado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a Fusermann corre o risco de ver atrasar sua meta de levar as plantações de pinhão-manso a 50 municípios na região da Zona da Mata e Vertentes de Minas Gerais – em um raio de 400 quilômetros da fábrica.
Segundo Piovesan, a indústria investiu até agora R$ 1 milhão em recursos próprios nos primeiros mil hectares do projeto e aplica outro R$ 1,5 milhão nos 1.800 hectares plantados neste ano. “Se nós não acreditássemos na cultura, não estaríamos rasgando notas de cem”, frisa.
Apesar de tantos aportes em jogo, na Fusermann a decisão do MAPA de fiscalizar com rigor o comércio de sementes de pinhão-manso é vista com equilíbrio. “O Ministério precisava ter feito isso porque tinha um monte de picareta no negócio”, avalia Piovesan. “A ação foi positiva, mas ao mesmo tempo tem de haver um processo de regulamentação para que as pessoas que trabalham de forma responsável não sejam prejudicadas.”
Raquel Marçal
BiodieselBR.com
Iniciado em 2005 com 1.030 hectares de pinhão-manso, e ampliado neste ano com outros 1.800 hectares plantados, o projeto deve ganhar mais 5 mil hectares por ano a partir de 2008 até chegar a 25 mil em 2011. Isso se a empresa puder comprar, legalmente, as sementes necessárias para aumentar a área plantada nos 16 municípios que integram a iniciativa.
“Estamos fomentando o plantio de pinhão-manso junto ao produtor”, explica Piovesan. “Fazemos a muda, fornecemos para o agricultor, damos assistência técnica, tudo gratuitamente.” Além disso, segundo Piovesan, a empresa faz contratos de garantia de compra por oito anos, com preço mínimo fixado. “O produtor está colocando na propriedade mais uma atividade, ele não está substituindo aquilo que já faz”, acrescenta. “Quem está correndo o risco todo é a própria indústria”, ressalta.
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Mas já que ainda não se sabe quando o comércio de sementes da Jatropha será liberado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a Fusermann corre o risco de ver atrasar sua meta de levar as plantações de pinhão-manso a 50 municípios na região da Zona da Mata e Vertentes de Minas Gerais – em um raio de 400 quilômetros da fábrica.
Segundo Piovesan, a indústria investiu até agora R$ 1 milhão em recursos próprios nos primeiros mil hectares do projeto e aplica outro R$ 1,5 milhão nos 1.800 hectares plantados neste ano. “Se nós não acreditássemos na cultura, não estaríamos rasgando notas de cem”, frisa.
Apesar de tantos aportes em jogo, na Fusermann a decisão do MAPA de fiscalizar com rigor o comércio de sementes de pinhão-manso é vista com equilíbrio. “O Ministério precisava ter feito isso porque tinha um monte de picareta no negócio”, avalia Piovesan. “A ação foi positiva, mas ao mesmo tempo tem de haver um processo de regulamentação para que as pessoas que trabalham de forma responsável não sejam prejudicadas.”
Raquel Marçal
BiodieselBR.com
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