O Brasil deve produzir este ano cerca de 267 milhões de litros de glicerina em função do mercado de biodiesel
As usinas de biodiesel produziram em 2009 um total de 171,82 milhões de litros de glicerina. O número representa 10,68% de toda a produção de biodiesel no ano passado, que foi de 1,6 bilhão de litros. Os dados foram divulgados pela ANP no Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2010.
O Centro-Oeste foi a região que mais gerou o produto no ano passado, com 68,73 milhões de litros. Em segundo lugar foi a região Sul, com 44,27 milhões de litros, seguida do Sudeste (35,06) e Nordeste (16,89). O Norte do país produziu apenas 6,85 milhões de litros.
As indústrias de cosmético, alimentícia e farmacêutica têm uma demanda anual de 35 a 40 mil toneladas de glicerina, segundo a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). Porém, o que elas consomem é a glicerina bidestilada de grau farmacêutico, com 99,5% de glicerol, para a qual já existe um parque industrial capaz de fabricar em torno de 60 mil toneladas ao ano.
A glicerina loira resultante do processo produtivo de biodiesel, com 80% de glicerol, tem um mercado mais restrito, e por isso seu preço é mais desvalorizado. Algumas usinas exportam o excedente do produto, outras consumem internamente na forma de energia. A China é hoje o país que mais absorve o co-produto das usinas.
A produção de biodiesel este ano deve ficar em torno de 2,5 bilhões de litros, gerando em torno de 267 milhões de litros de glicerina. Um mercado que poderá absorver todo esse excedente e incrementar a receita das usinas é o de ração animal. Recentemente o Ministério da Agricultura regulamentou o uso da glicerina do biodiesel para este fim. Segundo os especialistas, o produto pode ser adicionado de forma segura em até 10% na dieta de ruminantes e não-ruminantes.
Alice Duarte – BiodieselBR.com
As usinas de biodiesel produziram em 2009 um total de 171,82 milhões de litros de glicerina. O número representa 10,68% de toda a produção de biodiesel no ano passado, que foi de 1,6 bilhão de litros. Os dados foram divulgados pela ANP no Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2010.
O Centro-Oeste foi a região que mais gerou o produto no ano passado, com 68,73 milhões de litros. Em segundo lugar foi a região Sul, com 44,27 milhões de litros, seguida do Sudeste (35,06) e Nordeste (16,89). O Norte do país produziu apenas 6,85 milhões de litros.
As indústrias de cosmético, alimentícia e farmacêutica têm uma demanda anual de 35 a 40 mil toneladas de glicerina, segundo a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). Porém, o que elas consomem é a glicerina bidestilada de grau farmacêutico, com 99,5% de glicerol, para a qual já existe um parque industrial capaz de fabricar em torno de 60 mil toneladas ao ano.
A glicerina loira resultante do processo produtivo de biodiesel, com 80% de glicerol, tem um mercado mais restrito, e por isso seu preço é mais desvalorizado. Algumas usinas exportam o excedente do produto, outras consumem internamente na forma de energia. A China é hoje o país que mais absorve o co-produto das usinas.
A produção de biodiesel este ano deve ficar em torno de 2,5 bilhões de litros, gerando em torno de 267 milhões de litros de glicerina. Um mercado que poderá absorver todo esse excedente e incrementar a receita das usinas é o de ração animal. Recentemente o Ministério da Agricultura regulamentou o uso da glicerina do biodiesel para este fim. Segundo os especialistas, o produto pode ser adicionado de forma segura em até 10% na dieta de ruminantes e não-ruminantes.
Alice Duarte – BiodieselBR.com
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