Dados apresentados pelo diretor de suprimento da Petrobras
Biocombustíveis (PBio), Janio Rosa, mostram que houve avanços
significativos nos projetos da estatal.
O uso da mamona como matéria-prima de biodiesel está evoluindo no Brasil. Dados apresentados pelo diretor de suprimento da Petrobras Biocombustíveis (PBio), Janio Rosa, mostram que houve avanços significativos nos projetos da estatal. “A mamona é um exemplo. Houve evolução na produtividade. Em testes com 30% de mamona e 70% de girassol e houve melhora no ponto de entupimento”, disse. Segundo Rosa, a produtividade era de pouco mais de 600 quilos por hectare na safra 2007 e já passou de 800 quilos por hectare este ano. A previsão é que a planta chegue a produzir 2,2 mil quilos por hectare no longo prazo.
Além dos bons resultados no campo, a PBio aponta que houve evolução no produto. Testes com 10% de biodiesel de mamona e 90% de biodiesel de soja mostraram que a mistura atende a especificação. “A mamona é viável sim e tem potencial, a empresa tem tecnologia para isso”, defendeu. O desafio agora, avisou, é aumentar a produção para reduzir o preço.
A lógica por trás dos investimentos da PBio é a de desenvolvimento de estratégias regionais. “Nossa posição é de investir no semi-árido brasileiro. Esse é o grande desafio”, apontou. Além da mamona, a estatal também investe no desenvolvimento do girassol, do pinhão-manso e a macaúba. “Estamos trabalhando para criar uma metodologia consistente para que quando nossos agricultores entrarem num programa de 25 anos saibam que não estão entrando numa aventura”, disse.
O resultado dos investimentos da PBio se reflete em números. São 63 mil agricultores familiares contratados e 165 mil hectares plantados. Foram adquiridas 73 mil toneladas de mamona e 3 mil de girassol plantadas com sementes certificadas. Isso significa, informou Rosa, R$ 74 milhões em investimento.
O programa da Pbio inclui convênios com o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste para crédito do Programa Nacional de Agricultura Familiar. “Não tem ninguém ajudando ninguém. Todo mundo está se ajudando. É preciso apoio do governo federal principalmente no Nordeste”, afirmou. Rosa reconhece que as metas da estatal são ambiciosas. “São grandes os compromissos que nós assumimos. Temos clareza, entusiasmo com o compromisso de ter uma produção que seja sustentável. Temos em nossas mãos uma grande ferramenta de inclusão social e desenvolvimento regional, que é o programa nacional de biodiesel”, concluiu.
Rosiane Correia de Freitas - BiodieselBR.com
O uso da mamona como matéria-prima de biodiesel está evoluindo no Brasil. Dados apresentados pelo diretor de suprimento da Petrobras Biocombustíveis (PBio), Janio Rosa, mostram que houve avanços significativos nos projetos da estatal. “A mamona é um exemplo. Houve evolução na produtividade. Em testes com 30% de mamona e 70% de girassol e houve melhora no ponto de entupimento”, disse. Segundo Rosa, a produtividade era de pouco mais de 600 quilos por hectare na safra 2007 e já passou de 800 quilos por hectare este ano. A previsão é que a planta chegue a produzir 2,2 mil quilos por hectare no longo prazo.
Além dos bons resultados no campo, a PBio aponta que houve evolução no produto. Testes com 10% de biodiesel de mamona e 90% de biodiesel de soja mostraram que a mistura atende a especificação. “A mamona é viável sim e tem potencial, a empresa tem tecnologia para isso”, defendeu. O desafio agora, avisou, é aumentar a produção para reduzir o preço.
A lógica por trás dos investimentos da PBio é a de desenvolvimento de estratégias regionais. “Nossa posição é de investir no semi-árido brasileiro. Esse é o grande desafio”, apontou. Além da mamona, a estatal também investe no desenvolvimento do girassol, do pinhão-manso e a macaúba. “Estamos trabalhando para criar uma metodologia consistente para que quando nossos agricultores entrarem num programa de 25 anos saibam que não estão entrando numa aventura”, disse.
O resultado dos investimentos da PBio se reflete em números. São 63 mil agricultores familiares contratados e 165 mil hectares plantados. Foram adquiridas 73 mil toneladas de mamona e 3 mil de girassol plantadas com sementes certificadas. Isso significa, informou Rosa, R$ 74 milhões em investimento.
O programa da Pbio inclui convênios com o Banco do Brasil e o Banco do Nordeste para crédito do Programa Nacional de Agricultura Familiar. “Não tem ninguém ajudando ninguém. Todo mundo está se ajudando. É preciso apoio do governo federal principalmente no Nordeste”, afirmou. Rosa reconhece que as metas da estatal são ambiciosas. “São grandes os compromissos que nós assumimos. Temos clareza, entusiasmo com o compromisso de ter uma produção que seja sustentável. Temos em nossas mãos uma grande ferramenta de inclusão social e desenvolvimento regional, que é o programa nacional de biodiesel”, concluiu.
Rosiane Correia de Freitas - BiodieselBR.com
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