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Padronização mundial será o maior desafio para o biodiesel

Para o palestrante belga Ignace Debruyne, a padronização está baseada em quatro aspectos tecnológicos.
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Para o palestrante belga Ignace Debruyne, a padronização está baseada em quatro aspectos tecnológicos:
 
Teve início nesta terça-feira (09-04), no Rio de Janeiro, o curso “Biodiesel – Mercados, tendências, química e produção”, atividade que antecede a programação oficial do Seminário Internacional Soja – Recurso renovável para usos industriais não alimentares, promovido pela Embrapa Soja com realização no dia 12 de abril.

Segundo o coordenador do curso, Sefa Koseoglu, o Brasil possui um tremendo potencial para incrementar a produção mundial de biodiesel. “Por isso estamos reunindo os mais renomados profissionais para discutir tecnicamente o processo de produção e a necessidade de uma padronização futura”, afirmou.

Para o palestrante belga Ignace Debruyne, a padronização está baseada em quatro aspectos tecnológicos: o processo de adição ao diesel, as tecnologias adotadas pelas indústrias automotivas, os equipamentos de injeção eletrônica e o tipo de matéria-prima usada para produzir o vegetal.

“O que foi feito até agora no Brasil não é suficiente”, ponderou Osvaldo Cândido Lopes, professor da FEAGRI/Unicamp. Conforme Lopes, o debate sobre a produção de biodiesel tem que se tornar ainda mais estratégico, por isso, no campo político, ele defende a criação de uma agência nacional. Para ele, preço e superação de alguns entraves tecnológicos também são alguns dos alguns dos desafios a serem superados no Brasil. “Usando parte da produção atual de soja, incrementando a área de girassol e aproveitando melhor as áreas de pastagens para agricultura, o Brasil poderia se transformar, já em 2008, no maior produtor mundial de biodiesel“, defendeu.

As informações são da assessoria de imprensa da Embrapa.
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