O chefe da Embrapa Agroenergia, Frederico Ozanan Machado Durães, fez uma
proposta polêmica durante a palestra que proferiu na Conferência
BiodieselBR
O chefe da Embrapa Agroenergia, Frederico Ozanan Machado Durães, fez uma proposta polêmica durante a palestra que proferiu na Conferência BiodieselBR: “onde se produz a matéria-prima, se consome”. Durães chamou a atenção para o desequilíbrio no balanço energético do combustível quando o óleo ou gordura é usado na produção de biodiesel. “É uma visão absolutamente conservadora que pode sofrer uma crítica severa dos senhores, mas eu aceito”, disse. Para o pesquisador, é preciso “integrar a visão agrícola com a visão industrial e pensar nos arranjos produtivos para o Brasil continental”, completou.
“A questão para nós não é terra. Provavelmente esses arranjos são a equação necessária para viabilizar a diversificação da matéria-prima do biodiesel. E diversificar é entender que 80% dos óleos produzidos no mundo são de apenas quatro espécies”, continuou. Durães diz que o Brasil precisa trabalhar sob a perspectiva de que a soja vai continuar a ser responsável pela viabilização do programa de biodiesel nos próximos dez anos.
Para que no longo prazo outras misturas se viabilizem, ele recomenda o investimento em oleaginosas cujo processo tecnológico já é dominado pelo Brasil, caso do algodão, da canola e do dendê. “O Brasil tem tecnologia, tem produtividade para o dendê. Tem um híbrido que tem produção e é resistente a pragas. Há uma grande aposta genética para expandir a produção de dendê”, adiantou.
Outra oleaginosa promissora, destacou, é a macaúba. “Temos um programa para constituir uma espécie dentro da cultura de macaúba que permita o cultivo comercial. É uma espécie com grande potencial de óleo. A estratégia é a domesticação dessas espécies. Já avançamos nesse programa de melhoramento, mas não temos o domínio tecnológico”, disse.
“A soja será a realidade nos próximos tempos. Entendemos que soja ainda será a realidade nos próximos cinco ou dez anos. O Marco Regulatório tem que entender isso e negociar a estratégia correta com isso”, opinou. Durães defendeu que a iniciativa privada trabalhe pela viabilização de outras culturas. “Naquelas espécies que já tem um certo domínio tecnológico é preciso fazer programas dirigidos para desenvolver, como por exemplo a canola. Os programas privados que atuam nessa direção potencializam a cultura”, completou.
Para o pesquisador, o investimento continuado vai ser um fator de renovação. “Isso que irá alavancar uma nova curva de aprendizagem para esse biodiesel que estamos construindo”, defendeu.
Rosiane Correia de Freitas - BiodieselBR.com
O chefe da Embrapa Agroenergia, Frederico Ozanan Machado Durães, fez uma proposta polêmica durante a palestra que proferiu na Conferência BiodieselBR: “onde se produz a matéria-prima, se consome”. Durães chamou a atenção para o desequilíbrio no balanço energético do combustível quando o óleo ou gordura é usado na produção de biodiesel. “É uma visão absolutamente conservadora que pode sofrer uma crítica severa dos senhores, mas eu aceito”, disse. Para o pesquisador, é preciso “integrar a visão agrícola com a visão industrial e pensar nos arranjos produtivos para o Brasil continental”, completou.
“A questão para nós não é terra. Provavelmente esses arranjos são a equação necessária para viabilizar a diversificação da matéria-prima do biodiesel. E diversificar é entender que 80% dos óleos produzidos no mundo são de apenas quatro espécies”, continuou. Durães diz que o Brasil precisa trabalhar sob a perspectiva de que a soja vai continuar a ser responsável pela viabilização do programa de biodiesel nos próximos dez anos.
Para que no longo prazo outras misturas se viabilizem, ele recomenda o investimento em oleaginosas cujo processo tecnológico já é dominado pelo Brasil, caso do algodão, da canola e do dendê. “O Brasil tem tecnologia, tem produtividade para o dendê. Tem um híbrido que tem produção e é resistente a pragas. Há uma grande aposta genética para expandir a produção de dendê”, adiantou.
Outra oleaginosa promissora, destacou, é a macaúba. “Temos um programa para constituir uma espécie dentro da cultura de macaúba que permita o cultivo comercial. É uma espécie com grande potencial de óleo. A estratégia é a domesticação dessas espécies. Já avançamos nesse programa de melhoramento, mas não temos o domínio tecnológico”, disse.
“A soja será a realidade nos próximos tempos. Entendemos que soja ainda será a realidade nos próximos cinco ou dez anos. O Marco Regulatório tem que entender isso e negociar a estratégia correta com isso”, opinou. Durães defendeu que a iniciativa privada trabalhe pela viabilização de outras culturas. “Naquelas espécies que já tem um certo domínio tecnológico é preciso fazer programas dirigidos para desenvolver, como por exemplo a canola. Os programas privados que atuam nessa direção potencializam a cultura”, completou.
Para o pesquisador, o investimento continuado vai ser um fator de renovação. “Isso que irá alavancar uma nova curva de aprendizagem para esse biodiesel que estamos construindo”, defendeu.
Rosiane Correia de Freitas - BiodieselBR.com
Tags
Biodieselbr10