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Conheça os planos da ADM para o dendê

Conheça os planos da ADM para a sua primeira unidade de processamento de palma no mundo
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Conheça os planos da ADM para a sua primeira unidade de processamento de palma no mundo

O investimento da ADM em produção de óleo de palma no Brasil tem um alvo definido: abastecer o mercado interno de alimentos. No entanto, a gigante americana processadora de grãos não descarta a possibilidade de produzir biodiesel de palma em sua usina em Rondonópolis (MT).

Na semana passada a companhia anunciou seus planos de fomentar a produção de 12.000 hectares da oleaginosa no Estado do Pará, bem como de construir uma fábrica de processamento prevista para operar em 2016. “Nada impede que no futuro esta planta também seja fornecedora de óleo para biodiesel”, diz Gustavo Vazquez, gerente comercial de biodiesel e palma da ADM no Brasil.

Esta será a primeira planta de processamento de palma da ADM no mundo – até então a companhia detinha apenas uma pequena participação em uma fábrica na China. Em mais de 240 plantas de processamento, a soja, o milho e o trigo sempre foram os carros-chefe no portfólio de matérias-primas da companhia. Em relação à palma, a ADM trabalhava apenas com o refino do óleo bruto em plantas nos Estados Unidos e Alemanha. Mas o ritmo de crescimento na demanda por alimentos – na última década o consumo do óleo de palma mais que dobrou – fez da oleaginosa uma commodity cobiçada pela companhia. “Esse momento é muito positivo para todos os agentes do mercado, não só para as empresas que estão investindo na palma no Brasil, mas para os agricultores, o Estado e toda a região. Eu vejo o país com um excelente potencial para se tornar um grande produtor desta commodity”, diz Vazquez.    

A ADM trabalhará em parceria com aproximadamente 600 famílias de agricultores, fornecendo assistência técnica e sementes.  Graças ao programa de biodiesel e ao selo Combustível Social, a empresa vai ter incentivos fiscais por comprar matéria-prima da agricultura familiar. O benefício é dado mesmo para as usinas que não utilizam as oleaginosas para produzir biodiesel (que compram e revendem no mercado).

O foco hoje, segundo Vazquez, é trabalhar em parceria com os produtores locais, mas a empresa também está avaliando a possibilidade de produzir em terras próprias.  O plantio deve começar a partir do final deste ano e a empresa já importou parte das sementes. “Nós estamos na primeira fase do projeto, então as coisas podem mudar. Logicamente a gente prefere incentivar a produção local de sementes, em convênio com a Embrapa”, diz. Para esta primeira etapa, segundo Vazquez, a empresa não está tendo dificuldades para encontrar sementes no mercado. 

Alice Duarte – BiodieselBR.com
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