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Grupo transfere investimento de Rondonópolis para Alto Araguaia

Conheça os motivos da mudança, o valor do investimento, quando iniciam as construções e mais.
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Depois de anunciar a construção de uma fábrica de biodiesel em Rondonópolis, o Grupo mudou de idéia e transferiu o investimento para o município de Alto Araguaia (198 quilômetros de Rondonópolis).

Conheça os motivos da mudança, o valor do investimento, quando iniciam as construções e mais.
Depois de anunciar a construção de uma fábrica de biodiesel em Rondonópolis, o Grupo Agrenco, da Holanda, mudou de idéia e transferiu o investimento para o município de Alto Araguaia (198 quilômetros de Rondonópolis). O projeto terá a parceria do grupo japonês Marubeni Corporation e vai empregar 120 pessoas de forma direta na cidade.

Em setembro do ano passado, quando a empresa divulgou a implantação de três empreendimentos de biocombustível no Brasil, o presidente do Grupo, Antonio Iafelice, afirmou que as obras de uma das usinas, que funcionaria anexo a uma unidade de esmagamento de soja, teriam início em janeiro deste ano no município (210 quilômetros ao Sul de Cuiabá).

A Agrenco informa, por meio da assessoria de imprensa, que o projeto foi direcionado para Alto Araguaia por uma questão de logística ferroviária. A empresa disse ainda que a outra cidade possui terras mais adequadas para o plantio de biomassa. O volume de produção de soja, matéria-prima que será usada pela usina, e a distância entre o Estado e as principais refinarias de biocombustível do país também chamaram a atenção da empresa. Além de Alto Araguaia, os municípios de Caarapó (MS) e Céu Azul (PR) também receberão os investimentos do Grupo, que está apostando no segmento de biocombustível.

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Rondonópolis, Elio Rasia, diz que a Agrenco chegou a cogitar a possibilidade de instalar a usina de biodiesel em Rondonópolis, mas lembra que a proposta nunca foi oficializada e que desde o início a empresa previa a instalação do empreendimento em Alto Araguaia. Segundo ele, a negociação entre a prefeitura e o Grupo não avançou por questões de logística, uma vez que a Agrenco tinha interesse no terminal da ferrovia Senador Vicente Vuolo (conhecida como Ferronorte), instalado no município que faz fronteira com Goiás.

De acordo com informações contidas na carta-consulta apresentada à Secretaria de Indústria, Comércio, Minas e Energia do Estado (Sicme), a Agrenco vai investir R$ 175 milhões na contrução da usina de biodiesel de Alto Araguaia. As obras devem ter início ainda no primeiro semestre deste ano e a previsão é de que as operações começem no ano que vem. A usina deverá produzir anualmente 165,7 mil toneladas de biodiesel, 171 mil toneladas de óleo de soja bruto e 8,1 mil toneladas de lecitina de soja, entre outros subprodutos derivados da oleaginosa.

O superintendente de Indústria e Comércio da Sicme, José Juarez Pereira de Faria, destaca que a instalação da usina da Agrenco em Mato Grosso é importante para agregar valor à matéria-prima produzida no Estado. Com a unidade, ele acredita que parte da soja que antes era comercializada in natura, como grão, agora poderá ser vendida na forma de um produto acabado, seja como óleo vegetal ou como biodiesel. “Isto representa mais capital para Mato Grosso e uma maior movimentação da economia local”, frisa.

Segundo Faria, a fábrica da Agrenco faz parte da política de desenvolvimento regional empregada no Estado. “É importante a interiorização dos investimentos para que Mato Grosso possa crescer de forma harmônica”, avalia. Ele lembra que, além de contribuir para a fixação do homem no campo, por meio do reforço ao mercado consumidor de grãos, a construção da usina vai movimentar toda a cadeia produtiva. “Uma empresa de grande porte como essa movimenta fornecedores e pequenas indústrias que vão girar em torno da usina”.

ANELIZE MORENO
Diário de Cuiabá - MT

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