Membros do governo divulgaram um balanço das ações em uma coletiva em Belém (PA).
O presidente Lula se reúne hoje às 14h com representantes do governo para acompanhar os resultados dos primeiros meses de vigência do Programa de Produção Sustentável da Palma de Óleo, lançado em maio. Ontem (13), às 15h, membros do governo divulgaram um balanço das ações em uma coletiva para a imprensa em Belém (PA).
Entre as principais ações apresentadas está o lançamento comercial da nova cultivar híbrida de dendê, desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa): a BRS Manicoré, registrada há um ano no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A cultivar é uma mistura da palma africana (Elaeis guineensis Jacq.) com o dendê-do-pará (Elaeis oleifera (Kunth) Cortés), espécie que tem ocorrência nas Américas Central e do Sul.
A palma africana tem produtividade maior que sua irmã americana, mas verificou-se que nos cultivos em regiões muito úmidas, como o Norte do país, a planta sofria de uma doença chamada de amarelecimento fatal. A doença dizimou plantações na década passada e levou ao encerramento das atividades de processamento de óleo da Denpasa, que chegou a gerar até 1.000 empregos diretos no Pará. A nova cultivar da Embrapa apresenta produtividade semelhante a da palma africana, com a vantagem de ser mais resistente à doença.
No Registro Nacional de Cultivares (RNC) há outra espécie híbrida, registrada em 2006 pela Marborges Agroindústria S.A., mas segundo Denílson Ferreira, coordenador-geral de Agroenergia do Mapa, esta não apresentou bom rendimento no Brasil.
A Embrapa está ampliando sua capacidade de produção de sementes e a expectativa é gerar 1 milhão de mudas em 2011. “Um dos grandes gargalos para expandir a cultura no país era a oferta de mudas”, diz Ferreira.
Outro assunto que será apresentado amanhã ao presidente Lula é a regularização fundiária na Amazônia Legal. O Programa de Produção de Palma está sendo articulado junto com o Programa Terra Legal, criado para titular a propriedade de terras públicas na Amazônia ocupadas por posseiros. A prioridade do governo é legalizar as áreas já foram zoneadas para o cultivo do dendê na região. Ferreira diz que a questão fundiária é peça chave para a expansão do cultivo de palma na Brasil. “Sem isso os agricultores não têm acesso a crédito, nem tem como assinar contratos com as empresas”, diz. Segundo Marco Antônio Viana Leite, coordenador de biocombustíveis do Ministério de Desenvolvimento Agrário, a meta é chegar a 4.800 propriedades regularizadas até setembro de 2011.
O MDA diagnosticou até agora 4.500 agricultores familiares do Pará e de Roraima como aptos a participar do programa. O ministério concluiu a capacitação de 40 técnicos para dar assistência a esses agricultores. Agora será iniciada a segunda etapa de treinamento, com outros 40 técnicos. Ano que vem, segundo o coordenador, serão mais 80 profissionais.
Alice Duarte – BiodieselBR.com
O presidente Lula se reúne hoje às 14h com representantes do governo para acompanhar os resultados dos primeiros meses de vigência do Programa de Produção Sustentável da Palma de Óleo, lançado em maio. Ontem (13), às 15h, membros do governo divulgaram um balanço das ações em uma coletiva para a imprensa em Belém (PA).
Entre as principais ações apresentadas está o lançamento comercial da nova cultivar híbrida de dendê, desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa): a BRS Manicoré, registrada há um ano no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). A cultivar é uma mistura da palma africana (Elaeis guineensis Jacq.) com o dendê-do-pará (Elaeis oleifera (Kunth) Cortés), espécie que tem ocorrência nas Américas Central e do Sul.
A palma africana tem produtividade maior que sua irmã americana, mas verificou-se que nos cultivos em regiões muito úmidas, como o Norte do país, a planta sofria de uma doença chamada de amarelecimento fatal. A doença dizimou plantações na década passada e levou ao encerramento das atividades de processamento de óleo da Denpasa, que chegou a gerar até 1.000 empregos diretos no Pará. A nova cultivar da Embrapa apresenta produtividade semelhante a da palma africana, com a vantagem de ser mais resistente à doença.
No Registro Nacional de Cultivares (RNC) há outra espécie híbrida, registrada em 2006 pela Marborges Agroindústria S.A., mas segundo Denílson Ferreira, coordenador-geral de Agroenergia do Mapa, esta não apresentou bom rendimento no Brasil.
A Embrapa está ampliando sua capacidade de produção de sementes e a expectativa é gerar 1 milhão de mudas em 2011. “Um dos grandes gargalos para expandir a cultura no país era a oferta de mudas”, diz Ferreira.
Outro assunto que será apresentado amanhã ao presidente Lula é a regularização fundiária na Amazônia Legal. O Programa de Produção de Palma está sendo articulado junto com o Programa Terra Legal, criado para titular a propriedade de terras públicas na Amazônia ocupadas por posseiros. A prioridade do governo é legalizar as áreas já foram zoneadas para o cultivo do dendê na região. Ferreira diz que a questão fundiária é peça chave para a expansão do cultivo de palma na Brasil. “Sem isso os agricultores não têm acesso a crédito, nem tem como assinar contratos com as empresas”, diz. Segundo Marco Antônio Viana Leite, coordenador de biocombustíveis do Ministério de Desenvolvimento Agrário, a meta é chegar a 4.800 propriedades regularizadas até setembro de 2011.
O MDA diagnosticou até agora 4.500 agricultores familiares do Pará e de Roraima como aptos a participar do programa. O ministério concluiu a capacitação de 40 técnicos para dar assistência a esses agricultores. Agora será iniciada a segunda etapa de treinamento, com outros 40 técnicos. Ano que vem, segundo o coordenador, serão mais 80 profissionais.
Alice Duarte – BiodieselBR.com