Uma petrolífera e uma empresa de produtos alimentícios dos EUA, dizem que planejam produzir óleo diesel a partir de gordura animal, um
sinal de como empresas tradicionais estão tentando capitalizar o
crescente interesse em fontes alternativas de energia.
A ConocoPhillips e a Tyson Foods Inc. dizem que planejam produzir óleo diesel a partir de gordura animal, um sinal de como empresas tradicionais estão tentando capitalizar o crescente interesse em fontes alternativas de energia.
A petrolífera e a empresa de produtos alimentícios, ambas dos Estados Unidos, devem anunciar hoje um acordo pelo qual a Tyson vai enviar gordura de boi, porco e frango de um frigorífico no Texas para uma refinaria próxima, onde a Conoco vai transformar a gordura em óleo diesel.
A nova mistura, que as empresas chamam de "diesel renovável", será diferente do biodiesel, que é feito em fábricas especiais, geralmente a partir de óleos vegetais. O biodiesel é normalmente distribuído por caminhão — seja para terminais, onde é acrescentado em pequenas concentrações ao diesel normal, ou diretamente para postos de gasolina, onde é vendido como um combustível à parte.
Já o diesel de gordura animal a ser feito pela Conoco e a Tyson será produzido em refinarias de petróleo existentes, usando boa parte do mesmo processo químico que transforma o petróleo num combustível para o motor. Ele sairá da refinaria como parte da mistura normal de diesel combustível, distribuído por oleodutos existentes de diesel e vendido como diesel normal.
O acordo ressalta como a crescente pressão política e pública por combustíveis alternativos está afetando as indústrias tradicionais. A Conoco e a Tyson vêem o diesel renovável como um combustível que se encaixa em suas linhas de produtos tradicionais muito mais do que o biodiesel ou o etanol — o álcool combustível, que nos EUA é feito a partir do milho.
A Conoco, como outras petrolíferas, enfrenta exigências cada vez maiores do governo americano para produzir combustíveis alternativos. Ela prefere o diesel renovável porque pode fazê-lo em suas próprias refinarias. "Ele entra direto nos nossos sistemas existentes de transporte, ao contrário do etanol. Numa escala menor, é um bom acréscimo" aos combustíveis convencionais, diz Jim Mulva, diretor-presidente da empresa, que tem sede em Houston.
A Tyson vê o diesel renovável como sua chance de capitalizar o boom dos combustíveis alternativos, que até agora só significou custos maiores para ela, já que a recente popularidade do etanol nos EUA fez disparar o preço da ração à base do milho utilizada na criação de animais.
Com o etanol, "o produtor de milho se beneficia", diz Richard Bond, diretor-presidente da Tyson, que tem sede em Springdale, no Estado de Arkansas. "Aqui, você terá um público maior" ganhando dinheiro com a energia alternativa.
Transformar a gordura animal em óleo para motor é mais caro do que fazer o diesel convencional. Mas este mês o governo americano, respondendo a um pedido de esclarecimento sobre a legislação tributária feito por advogados da Conoco, disse que o diesel renovável pode receber um crédito fiscal existente, de US$ 1 por galão (US$ 0,26 por litro). Isso torna mais econômico produzir o combustível.
O combustível ainda precisa ser aprovado pela Agência de Proteção Ambiental americana. A Conoco planeja pedir essa aprovação em breve. As empresas dizem que planejam começar a produção este ano e elevá-la nos 18 meses seguintes para cerca de 175 milhões de galões (662 milhões de litros) anuais.
Jeffrey Ball
Reuters
A ConocoPhillips e a Tyson Foods Inc. dizem que planejam produzir óleo diesel a partir de gordura animal, um sinal de como empresas tradicionais estão tentando capitalizar o crescente interesse em fontes alternativas de energia.
A petrolífera e a empresa de produtos alimentícios, ambas dos Estados Unidos, devem anunciar hoje um acordo pelo qual a Tyson vai enviar gordura de boi, porco e frango de um frigorífico no Texas para uma refinaria próxima, onde a Conoco vai transformar a gordura em óleo diesel.
A nova mistura, que as empresas chamam de "diesel renovável", será diferente do biodiesel, que é feito em fábricas especiais, geralmente a partir de óleos vegetais. O biodiesel é normalmente distribuído por caminhão — seja para terminais, onde é acrescentado em pequenas concentrações ao diesel normal, ou diretamente para postos de gasolina, onde é vendido como um combustível à parte.
Já o diesel de gordura animal a ser feito pela Conoco e a Tyson será produzido em refinarias de petróleo existentes, usando boa parte do mesmo processo químico que transforma o petróleo num combustível para o motor. Ele sairá da refinaria como parte da mistura normal de diesel combustível, distribuído por oleodutos existentes de diesel e vendido como diesel normal.
O acordo ressalta como a crescente pressão política e pública por combustíveis alternativos está afetando as indústrias tradicionais. A Conoco e a Tyson vêem o diesel renovável como um combustível que se encaixa em suas linhas de produtos tradicionais muito mais do que o biodiesel ou o etanol — o álcool combustível, que nos EUA é feito a partir do milho.
A Conoco, como outras petrolíferas, enfrenta exigências cada vez maiores do governo americano para produzir combustíveis alternativos. Ela prefere o diesel renovável porque pode fazê-lo em suas próprias refinarias. "Ele entra direto nos nossos sistemas existentes de transporte, ao contrário do etanol. Numa escala menor, é um bom acréscimo" aos combustíveis convencionais, diz Jim Mulva, diretor-presidente da empresa, que tem sede em Houston.
A Tyson vê o diesel renovável como sua chance de capitalizar o boom dos combustíveis alternativos, que até agora só significou custos maiores para ela, já que a recente popularidade do etanol nos EUA fez disparar o preço da ração à base do milho utilizada na criação de animais.
Com o etanol, "o produtor de milho se beneficia", diz Richard Bond, diretor-presidente da Tyson, que tem sede em Springdale, no Estado de Arkansas. "Aqui, você terá um público maior" ganhando dinheiro com a energia alternativa.
Transformar a gordura animal em óleo para motor é mais caro do que fazer o diesel convencional. Mas este mês o governo americano, respondendo a um pedido de esclarecimento sobre a legislação tributária feito por advogados da Conoco, disse que o diesel renovável pode receber um crédito fiscal existente, de US$ 1 por galão (US$ 0,26 por litro). Isso torna mais econômico produzir o combustível.
O combustível ainda precisa ser aprovado pela Agência de Proteção Ambiental americana. A Conoco planeja pedir essa aprovação em breve. As empresas dizem que planejam começar a produção este ano e elevá-la nos 18 meses seguintes para cerca de 175 milhões de galões (662 milhões de litros) anuais.
Jeffrey Ball
Reuters