Um reator de uma usina de biodiesel explodiu na cidade deixando parte da unidade destruída. De acordo com relatos de moradores da
região a explosão arremessou diversos detritos como telhas, madeira e
óleo para o alto.
Um reator da usina de biodiesel SPBio explodiu na cidade de Sumaré (SP) deixando parte da unidade destruída. De acordo com relatos de moradores da região a explosão arremessou diversos detritos como telhas, madeira e óleo para o alto.
O acidente ocorreu neste sábado (15) e de acordo com o subinspetor do corpo de bombeiros e comandante da operação na usina, Pedro Alves de Souza, em entrevista ao jornal local O Liberal, não houve feridos. "A empresa tem um reator de neutralização e vaporização do óleo vegetal, que funciona sobre a pressão da água fervente. Havia alguns funcionários fazendo a manutenção no local, mas no momento da explosão eles estavam em horário de almoço", explicou.
{sidebar id=158} De acordo com o jornal a perícia científica foi chamada ao local para atestar os motivos do acidente. A equipe da defesa civil lacrou o local, que deve permanecer parado por pelo menos 20 dias. Ainda estiveram no local os secretários de Segurança e Meio Ambiente da cidade para averiguar a situação.
A SPBio informou que o excesso de chuvas e ventos fortes foi apontado como a causa do acidente que destruiu parte da usina no início da tarde de sábado.
A estrutura de 1.000 m2 que abrigava o setor tinha mais a de 60 anos e não resistiu às chuvas e ventos fortes. Haroldo Barros, sócio da empresa, informou que não havia expediente no momento, e por isso ninguém ficou ferido e não houve vazamento de óleo.
O prédio que abrigava o setor de neutralização de óleo foi quase todo destruído depois que as vigas de sustentação do telhado cederam, atingindo um reator de mais dez metros de altura. “O reator tombou e levou quase tudo abaixo”, conta Barros.
Segundo ele, no momento do acidente o reator (utilizado para baixar a acidez do vegetal reciclado e do ácido graxo) estava vazio e o setor desativado, pois dias antes as bombas do reator tinham ficado submersas devido a um alagamento. “O rio quilombo, situado a 100 metros da fábrica, subiu quase quatro metros do seu nível normal e inundou parte das instalações da empresa, incluindo refeitório e o escritório”, conta.
Com a queda do prédio, destroços atingiram a casa de um morador vizinho, destruindo parte do telhado. Barros informou que a empresa já forneceu telhas para o morador. “A única coisa que vazou foi a água do vapor que estava dentro do reator”, diz.
Veja também:
Acidente com a SPBio chama atenção para os riscos da indústria de biodiesel
Barros diz que a usina não ficará parada por conta do acidente. “O setor atingido fica a mais de 100 metros do setor de fabricação de biodiesel. O acidente não vai mudar absolutamente nada na rotina de produção”. A empresa ainda não calculou os prejuízos.
A SP Bio tem capacidade para comercializar 30 milhões de litros por ano. A usina recebeu R$ 20 milhões de investimentos e foi concluída em 2008. Mas só em maio de 2009, depois de receber a autorização para comercialização da ANP, a empresa começou a vender o biocombustível nos leilões.






Alice Duarte – BiodieselBR.com
Um reator da usina de biodiesel SPBio explodiu na cidade de Sumaré (SP) deixando parte da unidade destruída. De acordo com relatos de moradores da região a explosão arremessou diversos detritos como telhas, madeira e óleo para o alto.
O acidente ocorreu neste sábado (15) e de acordo com o subinspetor do corpo de bombeiros e comandante da operação na usina, Pedro Alves de Souza, em entrevista ao jornal local O Liberal, não houve feridos. "A empresa tem um reator de neutralização e vaporização do óleo vegetal, que funciona sobre a pressão da água fervente. Havia alguns funcionários fazendo a manutenção no local, mas no momento da explosão eles estavam em horário de almoço", explicou.
{sidebar id=158} De acordo com o jornal a perícia científica foi chamada ao local para atestar os motivos do acidente. A equipe da defesa civil lacrou o local, que deve permanecer parado por pelo menos 20 dias. Ainda estiveram no local os secretários de Segurança e Meio Ambiente da cidade para averiguar a situação.
A SPBio informou que o excesso de chuvas e ventos fortes foi apontado como a causa do acidente que destruiu parte da usina no início da tarde de sábado.
A estrutura de 1.000 m2 que abrigava o setor tinha mais a de 60 anos e não resistiu às chuvas e ventos fortes. Haroldo Barros, sócio da empresa, informou que não havia expediente no momento, e por isso ninguém ficou ferido e não houve vazamento de óleo.
O prédio que abrigava o setor de neutralização de óleo foi quase todo destruído depois que as vigas de sustentação do telhado cederam, atingindo um reator de mais dez metros de altura. “O reator tombou e levou quase tudo abaixo”, conta Barros.
Segundo ele, no momento do acidente o reator (utilizado para baixar a acidez do vegetal reciclado e do ácido graxo) estava vazio e o setor desativado, pois dias antes as bombas do reator tinham ficado submersas devido a um alagamento. “O rio quilombo, situado a 100 metros da fábrica, subiu quase quatro metros do seu nível normal e inundou parte das instalações da empresa, incluindo refeitório e o escritório”, conta.
Com a queda do prédio, destroços atingiram a casa de um morador vizinho, destruindo parte do telhado. Barros informou que a empresa já forneceu telhas para o morador. “A única coisa que vazou foi a água do vapor que estava dentro do reator”, diz.
Acidente com a SPBio chama atenção para os riscos da indústria de biodiesel
Barros diz que a usina não ficará parada por conta do acidente. “O setor atingido fica a mais de 100 metros do setor de fabricação de biodiesel. O acidente não vai mudar absolutamente nada na rotina de produção”. A empresa ainda não calculou os prejuízos.
A SP Bio tem capacidade para comercializar 30 milhões de litros por ano. A usina recebeu R$ 20 milhões de investimentos e foi concluída em 2008. Mas só em maio de 2009, depois de receber a autorização para comercialização da ANP, a empresa começou a vender o biocombustível nos leilões.






Alice Duarte – BiodieselBR.com