No Brasil, o governo estipulou no programa Palma de Óleo apenas o uso de áreas já degradadas
A Neste Oil, uma das 30 maiores companhias de combustíveis renováveis do mundo, é a favorita em uma eleição que está escolhendo a empresa “mais maligna” de 2011. A companhia está à frente de outras cinco que também disputam o título. O resultado da eleição será divulgado no dia 28 de janeiro. O Public Eye Award é promovido desde 2000 pela Berne Declaration e a organização Friends of the Earth (que foi substituída em 2009 pelo Greenpeace).
A Neste Oil produz principalmente biodiesel a partir de óleo de palma, produto que comercializa na Europa. Segundo os organizadores do prêmio, a companhia contribui com o desmatamento de florestas nativas na Ásia ao comprar grandes quantidades de óleo de palma produzido na região em locais devastados pelo avanço dessa cultura. Na disputa, a Neste Oil é apresentada como “o meio mais rápido de destruir florestas tropicais”.
A má fama da Neste Oil fez ela ficar a frente na disputa até mesmo da BP, empresa responsável pelo recente vazamento de petróleo no Golfo do México. Em terceiro lugar, até o momento, está a Philip Morris, que processou o governo do Uruguai por causa de leis que restringem o fumo no país. Como resultado, o governo uruguaio teve que revogar as medidas de saúde pública tomadas para reduzir os problemas causados pelo cigarro.
Palma de óleo
Desde 2010 o governo brasileiro investe na produção de palma na região Norte e Nordeste do país. A iniciativa tem atraído a atenção internacional, uma vez que envolve a plantação de palma em áreas degradadas da floresta amazônica. O projeto apareceu depois que essa cultura se consagrou na Ásia como fonte de devastação das florestas, já que lá o aumento da plantação significou o avanço sobre áreas antes preservadas da flora.
Na Indonésia, a IOI Corporation, principal fornecedora de óleo de palma da Neste Oil, é acusada por entidades ambientalistas como a Friends os the Earth Europe e Friends of the Earth Netherlands (Milieudefensie) de falsificar documentos para obter licenças ambientais do governo indonésio, invasão de áreas de floresta sem autorização do governo local e fora da área determinada nas concessões obtidas pela empresa.
No Brasil, o governo estipulou no programa Palma de Óleo apenas o uso de áreas já degradadas, com possibilidade de produção em 50% e recuperação da flora nos outros 50%. “O Brasil é novo player que vai produzir palma com sustentabilidade social. É um projeto que está sendo saudado com muito otimismo ao contrário do óleo de palma produzido na Ásia”, defendeu o secretário Nacional de Produção e Agroenergia, Manoel Vicente Fernandes Bertone.
Confira os slogans criados para cada um dos concorrentes:
BP
“O que nós fizemos no Golfo do México irá durar para sempre. Isso é o que chamamos de sustentabilidade!”
Neste Oil
“Não há caminho mais rápido para se ver livre das florestas tropicais.”
Philip Morris
“Cale a boca e fume. Esqueça os avisos na embalagem. Nossa marca é muito mais importante que a sua saúde”
AngloGold Ashanti
“Ouro. Poder. Violência.”
Axpo
“Um novo carro elétrico. Eterno. Radioativo.”
Foxxconn
“iSlave (iEscravo)”
Saiba mais sobre a eleição e os cadidatos aqui.

Rosiane Correia de Freitas - BiodieselBR.com
A Neste Oil, uma das 30 maiores companhias de combustíveis renováveis do mundo, é a favorita em uma eleição que está escolhendo a empresa “mais maligna” de 2011. A companhia está à frente de outras cinco que também disputam o título. O resultado da eleição será divulgado no dia 28 de janeiro. O Public Eye Award é promovido desde 2000 pela Berne Declaration e a organização Friends of the Earth (que foi substituída em 2009 pelo Greenpeace).
A Neste Oil produz principalmente biodiesel a partir de óleo de palma, produto que comercializa na Europa. Segundo os organizadores do prêmio, a companhia contribui com o desmatamento de florestas nativas na Ásia ao comprar grandes quantidades de óleo de palma produzido na região em locais devastados pelo avanço dessa cultura. Na disputa, a Neste Oil é apresentada como “o meio mais rápido de destruir florestas tropicais”.
A má fama da Neste Oil fez ela ficar a frente na disputa até mesmo da BP, empresa responsável pelo recente vazamento de petróleo no Golfo do México. Em terceiro lugar, até o momento, está a Philip Morris, que processou o governo do Uruguai por causa de leis que restringem o fumo no país. Como resultado, o governo uruguaio teve que revogar as medidas de saúde pública tomadas para reduzir os problemas causados pelo cigarro.
Palma de óleo
Desde 2010 o governo brasileiro investe na produção de palma na região Norte e Nordeste do país. A iniciativa tem atraído a atenção internacional, uma vez que envolve a plantação de palma em áreas degradadas da floresta amazônica. O projeto apareceu depois que essa cultura se consagrou na Ásia como fonte de devastação das florestas, já que lá o aumento da plantação significou o avanço sobre áreas antes preservadas da flora.
Na Indonésia, a IOI Corporation, principal fornecedora de óleo de palma da Neste Oil, é acusada por entidades ambientalistas como a Friends os the Earth Europe e Friends of the Earth Netherlands (Milieudefensie) de falsificar documentos para obter licenças ambientais do governo indonésio, invasão de áreas de floresta sem autorização do governo local e fora da área determinada nas concessões obtidas pela empresa.
No Brasil, o governo estipulou no programa Palma de Óleo apenas o uso de áreas já degradadas, com possibilidade de produção em 50% e recuperação da flora nos outros 50%. “O Brasil é novo player que vai produzir palma com sustentabilidade social. É um projeto que está sendo saudado com muito otimismo ao contrário do óleo de palma produzido na Ásia”, defendeu o secretário Nacional de Produção e Agroenergia, Manoel Vicente Fernandes Bertone.
Confira os slogans criados para cada um dos concorrentes:
BP
“O que nós fizemos no Golfo do México irá durar para sempre. Isso é o que chamamos de sustentabilidade!”
Neste Oil
“Não há caminho mais rápido para se ver livre das florestas tropicais.”
Philip Morris
“Cale a boca e fume. Esqueça os avisos na embalagem. Nossa marca é muito mais importante que a sua saúde”
AngloGold Ashanti
“Ouro. Poder. Violência.”
Axpo
“Um novo carro elétrico. Eterno. Radioativo.”
Foxxconn
“iSlave (iEscravo)”
Saiba mais sobre a eleição e os cadidatos aqui.

Rosiane Correia de Freitas - BiodieselBR.com