BiodieselBR
Publicidade

Empresa consegue patentear tecnologia de detoxificação do pinhão-manso

Uma das pioneiras no desenvolvimento do pinhão-manso como matéria-prima para fabricação de biodiesel anunciou que conseguiu patentear um processo para retirar a toxicidade o pinhão-manso.
BiodieselBR.com 2 min de leitura
Uma das pioneiras no desenvolvimento do pinhão-manso como matéria-prima para fabricação de biodiesel anunciou que conseguiu patentear um processo para retirar a toxicidade o pinhão-manso.

A britânica D1 Oils, uma das pioneiras no desenvolvimento do pinhão-manso como matéria-prima para fabricação de biodiesel, anunciou que conseguiu patentear um processo para retirar a toxicidade do pinhão-manso. Com os compostos anti-nutricionais removidos, a torta resultante da extração de óleo poderá ser utilizada na fabricação de ração animal. De acordo com a empresa, o aproveitamento da torta vai permitir no futuro reduzir os custos de produção do óleo bruto da Jatropha em mais de 30%.

A patente foi concedida semana passada pelo Escritório de Propriedade Intelectual do Reino Unido e abrange o processo de extração de óleo e de torta. A empresa não deu mais detalhes da tecnologia. Nos últimos quatro anos a D1 Oils vem desenvolvendo um programa de pesquisa para aumentar o valor agregado na cadeia produtiva da jatropha.

A torta de pinhão-manso, segundo a empresa, tem maior teor de proteína que o farelo de soja e deve atingir, no mínimo, o mesmo patamar de preços da commodity no mercado. O farelo de soja custa pelo menos US$ 300 a tonelada.

A inovação é mais um importante passo para a expansão dos cultivos comerciais da oleaginosa. No entanto, ainda há vários gargalos tecnológicos para os pesquisadores resolverem. Segundo estudo da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), faltam informações sobre as características agronômicas e o sistema de produção da planta. 

Alice Duarte – BiodieselBR.com
Compartilhar:

Artigos relacionados