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Empresa americana transforma glicerina em espuma de poliuretano

Coproduto da indústria de biodiesel poderá se tornar matéria-prima para substituto verde para a espuma de poliuretano
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Coproduto da indústria de biodiesel poderá se tornar matéria-prima para substituto verde para a espuma de poliuretano

O que fazer com toda a glicerina produzida durante o processo de transesterificação tem sido uma das grandes angustias do setor de biodiesel. A cada 10 litros de biodiesel, um litro de glicerina é produzido. Isso significa que, só ano passado, cerca de 235 milhões de litros de glicerina foram produzidos pelas usinas de biodiesel. O setor vem gastando considerável energia para encontrar uma solução para essa dificuldade e, agora, um pesquisador dos Estados Unidos aperfeiçoou um processo capaz de converter glicerina bruta num substituto ambientalmente correto para a espuma de poliuretano.

O processo foi aperfeiçoado por Yebo Li do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento Agrícola da Universidade do Estado de Ohio (OARDC, na sigla original). Misturando a glicerina com outros materiais de biomassa, ela pode ser convertida num biopoliol – substituto renovável dos polióis de origem fóssil – que serve de matéria-prima para a produção de diversos tipos de espumas de poliuretano. “A espuma feita com nosso biopoliol é renovável, biodegradável e tem qualidade comparável aos produtos de petróleo”, garante Jeff Schultheis, presidente da Poly-Green Technologies empresa especialmente criada para comercializar a novidade.

Segundo Schultheis a alternativa feita de glicerina não tem nenhuma das desvantagens dos atuais biopolióis disponíveis no mercado que, além de serem feitos com óleos vegetais nobres (e caros), também precisam ser misturados com produtos de origem fóssil para melhorar sua performance.

Além de ter desempenho idêntico à espumas tradicionais, o novo material também é de 5 a 10% mais barato o que a torna imediatamente competitiva. Segundo a Poly-Green, o mercado norte-americano consome 2,8 milhões de toneladas de espumas poliuretânicas anualmente, o bastante para dar fim em boa parte dos 265 milhões de litros de glicerina bruta produzida pela indústria de biodiesel dos Estados Unidos.

O plano é que Poly-Green comece a vender seu produto entre julho e setembro desse ano. Nos primeiros dois anos, a empresa deve absorver um milhão de galões (o equivalente a 3,785 milhões de litros) de glicerina por ano chegando a 5 milhões de galões (18,9 milhões de litros) em seu quinto ano.

A espuma de poliuretano é um desses materiais que está por todos os lados: colchões, estofamentos, assentos automotivos, placas de isolamento para construção civil.
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O pesquisador da OARDC, Yebo Li, desenvolveu o processo para transformar glicerina em espuma de poliuratano.
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Fábio Rodrigues - BiodieselBR.com
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