Uma usina terá capacidade de produzir 40 milhões de litros de biodiesel por ano. A outra usina será
projetada para suportar uma produção de 7 milhões de litros por ano.
Pelo menos duas usinas de biodiesel estarão funcionando na Paraíba até o final deste ano. A instalação das unidades foi uma promessa de campanha do presidente Lula para a Paraíba. A usina que vai funcionar em Campina Grande – já tem local escolhido – terá capacidade de produzir 40 milhões de litros de biodiesel por ano. Essa usina estará entre as maiores do Nordeste. A outra usina deve funcionar no município de São Mamede, no Sertão paraibano e será projetada para suportar uma produção de 7 milhões de litros por ano. Em média, o investimento em uma usina de biodiesel de médio-porte (50 milhões de litros/ano) está em torno de R$ 20 milhões, podendo variar de acordo com o fornecedor do equipamento e grau de automação embarcada.
Em plena atividade, existem no Nordeste cinco usinas de biodiesel que produzem, por ano, 276,72 milhões de litros do produto por ano. A expectativa do governo federal é manter, em princípio, 15 usinas na região Nordeste para a produção do biodiesel. O volume produzido por este conjunto chega a 641,32 milhões de litros por ano.
A Bahia é o Estado que hoje detém a maior parte da produção, com duas usinas em funcionamento: 128 milhões de litros por ano. Ainda existe mais uma usina em fase de construção, no município de Candeias, que comporta uma produção de R$ 50 milhões por ano. Quando as três estiverem em franca produção, a Bahia estará produzindo 188 milhões de litros de biodiesel anualmente.
AGRICULTURA FAMILIAR
Um dos pilares da produção do biodiesel na Paraíba será o incentivo à agricultura familiar. “O raciocínio é simples: vamos dar condições de as famílias cultivarem a mamona em suas propriedades e viabilizar o acesso das indústrias a essa produção. Esta estratégia permite que o homem do campo possa sobreviver com a sua própria produção, sem ter que ir em busca de empregos na cidade, e garantir que o industrial terá matéria-prima de qualidade”, lembra.
Estado deverá definir pólos de produção
A representante da Rede Nordeste de Biodiesel, da qual a Paraíba faz parte, Maria Helena de Castro Lima, atesta que existe um acordo de cooperação entre a Agência de Desenvolvimento do Nordeste (Adene) e o governo do Estado da Paraíba para viabilizar as estratégias de trabalho da rede, com enfoque na qualidade da matéria-prima que deverá ser cultivada.
Ela relatou que o Programa Nacional de Biodiesel atua desde 2003 definindo quais serão as prioridades nacionais para que a produção do combustível seja mais barata e com reserva para suprir o mercado que já existe. “O que nós realizamos é uma atividade de diálogo com os Estados para que eles compreendam quais são os objetivos do governo federal e possam caminhar juntos nesse desafio”, destacou.
Em relação à Paraíba, ela disse que o Estado está seguindo o conselho de “cuidar da cadeia de produção”, aspecto que é a base do Programa Nacional. Segundo Maria Helena de Castro Lima, o Estado precisa definir os seus pólos de produção do óleo vegetal, incentivar as famílias a cultivarem as oleaginosas e viabilizar o acesso das indústrias capazes de extrair o óleo vegetal e transformá-lo em biodiesel. Para ela, esta é a saída para ajudar a solucionar a questão econômica do Estado e, principalmente, das regiões mais pobres e que, por ironia ou não, são que hoje possuem as exigências naturais para a produção em larga escala.
“Além das condições e exigências climáticas e de solo, a Paraíba já avançou na pesquisa sobre as potencialidades do cultivo da mamona e possui um dos mais capacitados laboratórios do País que mede o potencial energético das oleaginosas. O terreno já está preparado. O que falta, agora, é só articular mesmo a instalação de usinas no Estado”, contou.
Lívia Karol Araújo
Jornal da Paraíba
Pelo menos duas usinas de biodiesel estarão funcionando na Paraíba até o final deste ano. A instalação das unidades foi uma promessa de campanha do presidente Lula para a Paraíba. A usina que vai funcionar em Campina Grande – já tem local escolhido – terá capacidade de produzir 40 milhões de litros de biodiesel por ano. Essa usina estará entre as maiores do Nordeste. A outra usina deve funcionar no município de São Mamede, no Sertão paraibano e será projetada para suportar uma produção de 7 milhões de litros por ano. Em média, o investimento em uma usina de biodiesel de médio-porte (50 milhões de litros/ano) está em torno de R$ 20 milhões, podendo variar de acordo com o fornecedor do equipamento e grau de automação embarcada.
Em plena atividade, existem no Nordeste cinco usinas de biodiesel que produzem, por ano, 276,72 milhões de litros do produto por ano. A expectativa do governo federal é manter, em princípio, 15 usinas na região Nordeste para a produção do biodiesel. O volume produzido por este conjunto chega a 641,32 milhões de litros por ano.
A Bahia é o Estado que hoje detém a maior parte da produção, com duas usinas em funcionamento: 128 milhões de litros por ano. Ainda existe mais uma usina em fase de construção, no município de Candeias, que comporta uma produção de R$ 50 milhões por ano. Quando as três estiverem em franca produção, a Bahia estará produzindo 188 milhões de litros de biodiesel anualmente.
AGRICULTURA FAMILIAR
Um dos pilares da produção do biodiesel na Paraíba será o incentivo à agricultura familiar. “O raciocínio é simples: vamos dar condições de as famílias cultivarem a mamona em suas propriedades e viabilizar o acesso das indústrias a essa produção. Esta estratégia permite que o homem do campo possa sobreviver com a sua própria produção, sem ter que ir em busca de empregos na cidade, e garantir que o industrial terá matéria-prima de qualidade”, lembra.
Estado deverá definir pólos de produção
A representante da Rede Nordeste de Biodiesel, da qual a Paraíba faz parte, Maria Helena de Castro Lima, atesta que existe um acordo de cooperação entre a Agência de Desenvolvimento do Nordeste (Adene) e o governo do Estado da Paraíba para viabilizar as estratégias de trabalho da rede, com enfoque na qualidade da matéria-prima que deverá ser cultivada.
Ela relatou que o Programa Nacional de Biodiesel atua desde 2003 definindo quais serão as prioridades nacionais para que a produção do combustível seja mais barata e com reserva para suprir o mercado que já existe. “O que nós realizamos é uma atividade de diálogo com os Estados para que eles compreendam quais são os objetivos do governo federal e possam caminhar juntos nesse desafio”, destacou.
Em relação à Paraíba, ela disse que o Estado está seguindo o conselho de “cuidar da cadeia de produção”, aspecto que é a base do Programa Nacional. Segundo Maria Helena de Castro Lima, o Estado precisa definir os seus pólos de produção do óleo vegetal, incentivar as famílias a cultivarem as oleaginosas e viabilizar o acesso das indústrias capazes de extrair o óleo vegetal e transformá-lo em biodiesel. Para ela, esta é a saída para ajudar a solucionar a questão econômica do Estado e, principalmente, das regiões mais pobres e que, por ironia ou não, são que hoje possuem as exigências naturais para a produção em larga escala.
“Além das condições e exigências climáticas e de solo, a Paraíba já avançou na pesquisa sobre as potencialidades do cultivo da mamona e possui um dos mais capacitados laboratórios do País que mede o potencial energético das oleaginosas. O terreno já está preparado. O que falta, agora, é só articular mesmo a instalação de usinas no Estado”, contou.
Lívia Karol Araújo
Jornal da Paraíba