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Chile: planta nativa é alvo de pesquisa para biodiesel

Ainda pouco conhecida, a guindilla contém cerca de 60% de óleo e pode ser cultivada em terrenos não aptos para a produção de alimentos.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Ainda pouco conhecida, a guindilla contém cerca de 60% de óleo e pode ser cultivada em terrenos não aptos para a produção de alimentos.

Ainda pouco conhecida, a guindilla contém cerca de 60% de óleo e pode ser cultivada em terrenos não aptos para a produção de alimentos.

Uma nova alternativa para a produção de biodiesel pode estar em grande parte dos morros na zona central do Chile. É a guindilla chilena, uma planta nativa que tem alta quantidade de óleo em seus frutos e se desenvolve em terrenos secos, o que a caracteriza como uma promissora fonte de energia renovável.

As pesquisas estão sendo financiadas pela Fondecyt, entidade dirigida por Ricardo San Martin, professor da Faculdade de Engenharia Química e Processos da Universidade Católica, que começou há 20 anos pesquisas sobre o óleo da guindilla. Os frutos deste arbusto são do tamanho de uma cereja comum e contém cerca de 60% de óleo, semelhante ao óleo de canola.

Para produzir biodiesel o óleo é misturado a um álcool e catalisador que pode ser hidróxido de sódio ou de potássio. Este processo chama-se transesterificação. Laboratórios da Alemanha estão testando o biodiesel feito com esse óleo. “Tudo indica até agora que a qualidade do óleo é bom”, assegura San Martin.

Planta desconhecida
“Esta é uma planta que o homem não estudou ainda, por isso existe  grande variedade genética em seu material,” reconhece Miguel Jordán, diretor da Escola de Biotecnologia da Universidade Maior e pesquisador do projeto. Isto torna a planta idônea para selecionar sementes e otimizar a produção.

Outra característica interessante é que a planta não precisa ser cultivada em áreas destinadas à agricultura de alimentos. A planta cresce em terrenos baldios. Isto seria determinante para a produção de biodiesel de guindilla, já que anteriormente outros vegetais foram descartados para este fim por necessitarem de áreas onde são produzidos alimentos.

A planta
A guindilla chilena tem um metro e meio de altura e tolera muito bem as baixas temperaturas e a seca, seus frutos amadurecem em março.

Expectativas dos cientistas
Os pesquisadores esperam que a produção de óleo de guindilla chilena seja alta, mais que mil litros por hectare com o objetivo de convertê-lo em biodiesel. “As usinas de biodiesel funcionam com óleos de diversas sementes, pois cada uma tem colheita em épocas diferentes do ano”, explicou Ricardo San Martin, professor da Faculdade de Engenharia Química e Bioprocessos da Universidade Católica.

O professor comentou que o desenvolvimento de energias alternativas são primordiais: “O petróleo pode baixar hoje, mas um dia vai acabar. Por isto é que os países estão se movendo nesta direção”.

Veja video (em espanhol):
http://www.fucoa.cl/images/stories/File/13ucbiodiesel.wmv

Fonte: La Tercera
Tags Chile
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