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Boom de biodiesel vai para Wall Street

Algumas IPO’s de biodiesel estão para acontecer - e as oportunidades abundam. Não é difícil ver o porquê. "O biodiesel é a grande estrela do rock dos combustíveis, foi de Woodstock para Wall Street."
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Algumas IPO’s de biodiesel estão para acontecer - e as oportunidades abundam. Não é difícil ver o porquê. O biodiesel é 30 por cento mais eficiente que a gasolina, que por sua vez é 30 por cento mais eficiente que o etanol. E enquanto a maior parte do etanol produzido nos Estados Unidos vem de uma única matéria-prima – o milho – o biodiesel tem muitas fontes...

Em 2006, John "Bish" Neuhauser era o garoto-propaganda do negócio de biodiesel. O desgrenhado limpador de neve da área de ski dos Canyons próxima a Park City, Utah, aparece no aclamado documentário do Sundance Film Festival sobre o aquecimento global, "Everything's Cool," em que ele fez seu próprio biodiesel de gordura reciclada de restaurantes e converteu todos os veículos do resort para rodar com biodiesel. Em 2007, porém, Neuhauser não tem mais que preparar seu próprio combustível - ele só tem que ir até Salt Lake City, onde o biodiesel de soja agora está disponível em sete postos. "Fazer biodiesel é divertido e liberador," ele diz, "mas eu ando muito ocupado."

Ultimamente o biodiesel não é bom só para o meio-ambiente – é bom também para a economia. O mercado dos Estados Unidos para o combustível mais que dobrou todo ano desde 2004 e chegará a US$1 bilhão este ano. O número de postos de âmbito nacional cresceu de 350 em 2005 para mais de 1.000 hoje. Algumas IPO’s de biodiesel estão para acontecer - e as oportunidades abundam. "O biodiesel é a grande estrela do rock dos combustíveis," diz Will Thurmond, autor de Biodiesel 2020: Uma Sondagem de Mercado Global. "O biodiesel foi de Woodstock para Wall Street."  

Produção total de biodiesel subiu rapidamente de 25 milhões de galões em 2004 para 250 milhões de galões no ano passado.



Não é difícil ver o porquê. O biodiesel é 30 por cento mais eficiente que a gasolina, que por sua vez é 30 por cento mais eficiente que o etanol. E enquanto a maior parte do etanol produzido nos Estados Unidos vem de uma única matéria-prima – o milho – o biodiesel tem muitas fontes: o óleo de plantas como soja e canola, gordura de batatas fritas e gordura animal. Isso significa que o mercado pode suportar um aumento de preço em qualquer matéria-prima. Solazyme, uma empresa de biotecnologia de São Francisco até começou a produzir biodiesel de algas geneticamente modificadas.
Campo de soja jorrando petróleo verde
Melhor ainda, o biodiesel hoje pode ser fabricado em grandes quantidades - diferentemente de combustíveis como hidrogênio. A produção total subiu rapidamente de 25 milhões de galões em 2004 para 250 milhões de no ano passado. Quase 100 novas plantas estão agora em obras; Até a Chevron aderiu, inaugurando uma planta de 20 milhões de dólares em Galveston, Texas, em maio.

O maior player no mercado de biodiesel é Renewable Energy Group (REG), uma filial de uma cooperativa de Iowa de 3.000 membros. A REG responde por 27 por cento da produção de biodiesel dos Estados Unidos e, graças à sua relação com os plantadores de soja, diz que pode aumentar sua capacidade total para 340 milhões de galões até o final de 2008. A empresa vende combustível de marca SoyPower através de uma rede nacional de postos, alguns operados pelo gigante dos supermercados Safeway.  A REG deve ser a primeira empresa de biodiesel a chegar a Wall Street, tendo solicitado um IPO em julho. Mas a REG não será a última: A Imperium Renewables, de Seattle, fundada três anos atrás pelo ex-piloto de jatos John Plaza, também está considerando um oferecimento de ações. A Imperium opera a maior planta de biodiesel dos Estados Unidos e planeja fechar um contrato de produção com os plantadores de canola de Washington.

Para toda essa capacidade de produção, o biodiesel está ainda na infância - responde atualmente por menos que 0,5 por cento do mercado de combustível diesel dos Estados Unidos. Então provavelmente existirão muitas outras REGs e Imperiums. "É um sucesso de negócios tão grande," diz Jenna Higgins, diretora de comunicações do National Biodiesel Board, uma associação de comércio. "A maior parte das empresas por aí são pequenos negócios. Realmente não existem quaisquer caminhos tradicionais para o sucesso."

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Combustrível do futuro Tome por exemplo a Fry-o-Diesel, da Filadélfia, fundada pela graduada em negócios por Yale, Nadia Adawi. A iniciante tem uma patente pendente em um processo que desenvolveu para produzir combustível da gordura que os restaurantes atualmente pagam para ser removida. Aproximadamente 495 milhões de galões de gordura vão para o lixo todo ano. "Nós estamos trabalhando com algo que é essencialmente um contaminante," diz Adawi. "Mas faz um grande combustível." Ela está atualmente conversando com investidores e espera construir uma planta de 3 milhões de dólares em 2008.

Adawi está em boa companhia. Nos últimos meses, corporações muito importantes tinham pressa para pular na onda do biodiesel. A gigante petroleira ConocoPhillips fechou um negócio com a Tyson Foods para fazer biodiesel de gordura animal. Em julho, a U.S. Steel anunciou que usará uma mistura de 10 por cento de biodiesel em sua planta em Gary, Ind. E a Clif Bar, de Berkeley, começou a subsidiar empregados que dirigem carros movidos a biodiesel.

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Qualquer carro diesel pode rodar com biodiesel, sem nenhuma conversão. Este ano só 4 por cento de carros de passeio dos Estados Unidos rodam com diesel, mas os analistas esperam que esse número suba rápido, em sincronia com os preços ascendentes do petróleo. A J.D. Power Automotive Forecasting prediz que a fatia de mercado do diesel subirá para mais de 10 por cento até meados da próxima década - abastecida em grande parte pelo crescimento da produção e popularidade do biodiesel. 

Tradução www.BiodieselBR.com
Fonte: CNNMoney.com
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