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Bionasa conclui usina e tem esperança de participar do 21º leilão

Francisco Barreto, presidente da Bionasa, falou com a BiodieselBR sobre a situação da usina
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Francisco Barreto, presidente da Bionasa, falou com a BiodieselBR sobre a situação da usina

Depois de mais de dois anos de obras paralisadas, a usina da Bionasa Combustível Natural S.A vai entrar em operação. Hoje (10) saiu no Diário Oficial da União a autorização da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) para a etapa de construção e operação da planta de biodiesel da empresa. A unidade, instalada em Porangatu (GO), região norte de Goiás, vai operar com capacidade de 235 milhões de litros por ano.

Francisco Barreto, presidente da Bionasa, disse à BiodieselBR que a usina está 100% concluída e aguarda a autorização de comercialização da ANP para poder participar do 21º leilão de biodiesel no próximo dia 16. “Foi uma dificuldade danada para fazer, mas a fábrica está prontinha. Esperamos que a autorização saia a tempo para a fábrica não ficar três meses parada e tomar prejuízo”, diz. Para poder participar do 21º leilão, a usina precisa conseguir a autorização da ANP até segunda-feira (14) e ainda obter o registro da Receita Federal.

As obras de construção foram iniciadas em março de 2006. A unidade estava prevista para começar a operar em dezembro de 2008, mas durante as obras houve divergências entre os grupos brasileiro e estrangeiro controladores da empresa sobre a montagem dos equipamentos fornecidos pela Dedini Indústrias de Base. Quando em junho do ano passado parte dos funcionários foi dispensada, cresceu os rumores de que a usina estaria à venda. “Os funcionários não podiam ficar parados esperando a decisão dos acionistas”, diz Barreto, informando que há alguns meses os funcionários foram readmitidos e passam por novo treinamento.

A construção da indústria foi orçada em cerca de R$ 260 milhões e contou com investimentos da iniciativa privada. “O que houve foi um não entendimento de um dos acionistas em querer aceitar o aditivo do contrato”, justifica o executivo.  Ele se refere ao Trading Emissions PLC (TEP), fundo britânico que opera no mercado de carbono, que detém 25% de participação no empreendimento. “Eles [TEP] acharam que não, mas o pagamento era devido”. A Jaraguá Participações, sócia majoritária, da qual Barreto é o principal acionista, passou a assumir o negócio e as despesas. “Nós assumimos o compromisso de liquidação junto à Dedini”, diz.

A meta da Bionasa até o final deste ano é chegar a 100% de operação. Por enquanto a unidade vai utilizar matéria-prima comprada no mercado, mas faz parte dos planos da empresa comprar uma esmagadora para verticalizar a produção.

Correção 11/02 - 17h00m:
Ao contrário do que foi informado anteriormente, a Bionasa não utilizou financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) nem do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO).

Alice Duarte – BiodieselBR.com
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