Um relatório recentemente publicado pelo Banco Mundial destrói alguns
mitos sobre as causas do boom nos preços das commodities nos últimos
anos.
Um relatório recentemente publicado pelo Banco Mundial destrói alguns mitos sobre as causas do boom nos preços das commodities nos últimos anos.
De acordo com o documento intitulado “Placing the 2006/08 Commodity Price Boom into Perspective”, o efeito dos biocombustíveis nos preços dos alimentos não foi tão grande como se pensava inicialmente. O relatório aponta que os biocombustíveis representam apenas 1,5% de toda a área plantada de grãos e oleaginosas.
O aumento nas cotações das commodities iniciou em meados de 2000, após quase três décadas de preços em declínio. Mas o boom aconteceu entre 2006 e 2008 e foi um dos maiores e mais longos do período pós Segunda Guerra Mundial. O ápice foi em julho de 2008, quando o preço médio do petróleo bruto atingiu US$ 133 o barril, aumento de 94% ante o ano anterior. Com a crise financeira que eclodiu em setembro de 2008 e a subseqüente recessão econômica global, houve em 2009 um declínio nos preços das commodities dos mais diversos setores. Mesmo assim, os preços ainda estão duas vezes mais elevados que os níveis de 2000. Esse comportamento atípico das commodities levou a inúmeros questionamentos, colocando os biocombustíveis, a especulação financeira e as reações políticas no centro dos debates.
Mas, de acordo com o documento, a relação mais forte entre as cotações da energia e das commodities não-energéticas tem sido a influência dominante no comportamento dos preços dos alimentos. A análise mostra que não há nenhuma evidência de que a demanda maior por alimentos nas economias emergentes, como a China, tenha tido algum efeito nos preços mundiais. O documento também afirma que as negociações das commodities por parte de investidores financeiros podem ter sido parcialmente responsáveis pelo aumento de 2007/08.
"A inflação dos alimentos em 2008 teve total relação com a elevação dos preços da energia e com o choque do petróleo – e o objetivo dos biocombustíveis é justamente reduzir a nossa dependência do petróleo como única fonte de combustível para transporte no país. Esse relatório esfria o já cansado debate sobre combustível versus alimentos, e reforça que o biodiesel proporciona uma alternativa renovável ao petróleo, sem afetar negativamente o mercado de alimentos", diz Joe Jobe, diretor executivo do Comitê Nacional de Biodiesel dos Estados Unidos (NBB, na sigla em inglês).
O NBB ressalta que o biodiesel feito de soja cria um novo mercado para o óleo de soja, que é um co-produto da produção de farelo. Isso aumenta o valor total da soja e torna seu custo mais competitivo para o mercado de proteína.
Fonte: World Bank, Development Prospects Group
Alice Duarte – BiodieselBR.com
Um relatório recentemente publicado pelo Banco Mundial destrói alguns mitos sobre as causas do boom nos preços das commodities nos últimos anos.
De acordo com o documento intitulado “Placing the 2006/08 Commodity Price Boom into Perspective”, o efeito dos biocombustíveis nos preços dos alimentos não foi tão grande como se pensava inicialmente. O relatório aponta que os biocombustíveis representam apenas 1,5% de toda a área plantada de grãos e oleaginosas.
O aumento nas cotações das commodities iniciou em meados de 2000, após quase três décadas de preços em declínio. Mas o boom aconteceu entre 2006 e 2008 e foi um dos maiores e mais longos do período pós Segunda Guerra Mundial. O ápice foi em julho de 2008, quando o preço médio do petróleo bruto atingiu US$ 133 o barril, aumento de 94% ante o ano anterior. Com a crise financeira que eclodiu em setembro de 2008 e a subseqüente recessão econômica global, houve em 2009 um declínio nos preços das commodities dos mais diversos setores. Mesmo assim, os preços ainda estão duas vezes mais elevados que os níveis de 2000. Esse comportamento atípico das commodities levou a inúmeros questionamentos, colocando os biocombustíveis, a especulação financeira e as reações políticas no centro dos debates.
Mas, de acordo com o documento, a relação mais forte entre as cotações da energia e das commodities não-energéticas tem sido a influência dominante no comportamento dos preços dos alimentos. A análise mostra que não há nenhuma evidência de que a demanda maior por alimentos nas economias emergentes, como a China, tenha tido algum efeito nos preços mundiais. O documento também afirma que as negociações das commodities por parte de investidores financeiros podem ter sido parcialmente responsáveis pelo aumento de 2007/08.
"A inflação dos alimentos em 2008 teve total relação com a elevação dos preços da energia e com o choque do petróleo – e o objetivo dos biocombustíveis é justamente reduzir a nossa dependência do petróleo como única fonte de combustível para transporte no país. Esse relatório esfria o já cansado debate sobre combustível versus alimentos, e reforça que o biodiesel proporciona uma alternativa renovável ao petróleo, sem afetar negativamente o mercado de alimentos", diz Joe Jobe, diretor executivo do Comitê Nacional de Biodiesel dos Estados Unidos (NBB, na sigla em inglês).
O NBB ressalta que o biodiesel feito de soja cria um novo mercado para o óleo de soja, que é um co-produto da produção de farelo. Isso aumenta o valor total da soja e torna seu custo mais competitivo para o mercado de proteína.
Fonte: World Bank, Development Prospects Group
Alice Duarte – BiodieselBR.com
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