O Baixo-Sul, semi-árido e Oeste são regiões baianas com grande
potencial. “São regiões onde temos muita produção necessária para o
biodiesel. No semi-árido, para se ter uma idéia...
A Bahia poderá chegar a produzir cerca de 105 milhões de litros de biodiesel entre o final do próximo ano e o início de 2008. A expectativa está baseada no projeto Probiodiesel, que estimula a agroenergia no Estado através do incentivo aos empresários. As perspectivas e a realidade da Bioenergia na Bahia, no Brasil e no mundo fazem parte das discussões do Congresso Bioenergy World Américas, iniciado ontem no Fiesta Convention Center. O debate, que vai até este domingo (3 de dezembro), é o primeiro do tipo a ser realizado na América Latina e ocupará lugar de destaque durante a realização da Fenagro, que ocorre no Parque de Exposições.
De acordo com o diretor de fortalecimento tecnológico empresarial da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Roberto Fortuna, a Bahia tem um grande potencial de crescimento em agroenergia. Diferenças entre os ecossistemas das regiões do Estado e o grande número de áreas ainda inexploradas foram apontados pelo diretor como principais contribuintes para um fortalecimento do Estado no setor. “A Bahia é um Brasil em miniatura. Aqui nós temos diferentes tipos de solo e climas, o que nos dá a possibilidade de explorar diferentes oleaginosas. Poucos estados brasileiros têm a possibilidade de cultivar mais de quatro produtos diferentes voltados a produção de biodiesel”, afirmou Fortuna.
Conforme o diretor de fortalecimento tecnológico empresarial da Secti, o Baixo-Sul, semi-árido e Oeste são regiões baianas com grande potencial. “São regiões onde temos muita produção necessária para o biodiesel. No semi-árido, para se ter uma idéia, temos a mamona, em que a Bahia destaca-se como maior produtor nacional, temos um grande potencial também para a produção de girassol e pinhão manso. A soja e o algodão, em que a Bahia é o segundo maior produtor do Brasil, também se destacam no Oeste”.
Se tudo der certo, conforme esclareceu Fortuna, a Bahia poderá dentro dos próximos anos chegar a produzir anualmente 300 milhões de litros de biodiesel, o que deverá beneficiar 103 mil famílias. “Hoje ainda não temos produção de biodiesel no estado, mas isso deve começar a mudar já a partir do próximo ano. Se a produção das empresas for a estimada, chegaremos a 105 milhões de litros já no final do próximo ano ou início de 2008. Isso irá depender muito do planejamento das empresas, o que já não é mais de responsabilidade do governo. Poderemos ter uma produção maior ou menor, a depender desse investimento empresarial”.
Outro ponto positivo destacado por Fontoura é a possibilidade que a Bahia tem de fornecer seus produtos por diversos caminhos. “Nós temos o terminal marítimo de Madre de Deus, temos caminhos fluviais, dutovias e ainda o convencional modal rodoviário. Isso dá uma vantagem muito grande à Bahia através da possibilidade de, com facilidade, fornecer o produto de forma rápida”, afirmou. A intenção do projeto é incentivar o investimento das empresas e colaborar para que a Bahia possa ser capacitada para toda a produção do biodiesel. “Quer dizer, o que a gente pretende é fazer com que a Bahia possa gerar a energia com produtos próprios, sem que seja necessário a realização de qualquer procedimento fora do Estado”.
Para isso, universidades de vários municípios baianos estão desenvolvendo estudos relacionados a bioenergia. “A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), a Universidade Federal de Feira de Santana (Uefs) e a Universidade Federal da Bahia (Ufba) possuem grupos de pesquisas e laboratórios que contribuem para os avanços nesse sentido. São faculdades que têm laboratórios voltados a diferentes tipos de estudo relacionado a bioenergia, mas que se complementam entre si”, disse Fortuna. (Por Lorena Costa)
Fonte: Tribuna da Bahia
A Bahia poderá chegar a produzir cerca de 105 milhões de litros de biodiesel entre o final do próximo ano e o início de 2008. A expectativa está baseada no projeto Probiodiesel, que estimula a agroenergia no Estado através do incentivo aos empresários. As perspectivas e a realidade da Bioenergia na Bahia, no Brasil e no mundo fazem parte das discussões do Congresso Bioenergy World Américas, iniciado ontem no Fiesta Convention Center. O debate, que vai até este domingo (3 de dezembro), é o primeiro do tipo a ser realizado na América Latina e ocupará lugar de destaque durante a realização da Fenagro, que ocorre no Parque de Exposições.
De acordo com o diretor de fortalecimento tecnológico empresarial da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Roberto Fortuna, a Bahia tem um grande potencial de crescimento em agroenergia. Diferenças entre os ecossistemas das regiões do Estado e o grande número de áreas ainda inexploradas foram apontados pelo diretor como principais contribuintes para um fortalecimento do Estado no setor. “A Bahia é um Brasil em miniatura. Aqui nós temos diferentes tipos de solo e climas, o que nos dá a possibilidade de explorar diferentes oleaginosas. Poucos estados brasileiros têm a possibilidade de cultivar mais de quatro produtos diferentes voltados a produção de biodiesel”, afirmou Fortuna.
Conforme o diretor de fortalecimento tecnológico empresarial da Secti, o Baixo-Sul, semi-árido e Oeste são regiões baianas com grande potencial. “São regiões onde temos muita produção necessária para o biodiesel. No semi-árido, para se ter uma idéia, temos a mamona, em que a Bahia destaca-se como maior produtor nacional, temos um grande potencial também para a produção de girassol e pinhão manso. A soja e o algodão, em que a Bahia é o segundo maior produtor do Brasil, também se destacam no Oeste”.
Se tudo der certo, conforme esclareceu Fortuna, a Bahia poderá dentro dos próximos anos chegar a produzir anualmente 300 milhões de litros de biodiesel, o que deverá beneficiar 103 mil famílias. “Hoje ainda não temos produção de biodiesel no estado, mas isso deve começar a mudar já a partir do próximo ano. Se a produção das empresas for a estimada, chegaremos a 105 milhões de litros já no final do próximo ano ou início de 2008. Isso irá depender muito do planejamento das empresas, o que já não é mais de responsabilidade do governo. Poderemos ter uma produção maior ou menor, a depender desse investimento empresarial”.
Outro ponto positivo destacado por Fontoura é a possibilidade que a Bahia tem de fornecer seus produtos por diversos caminhos. “Nós temos o terminal marítimo de Madre de Deus, temos caminhos fluviais, dutovias e ainda o convencional modal rodoviário. Isso dá uma vantagem muito grande à Bahia através da possibilidade de, com facilidade, fornecer o produto de forma rápida”, afirmou. A intenção do projeto é incentivar o investimento das empresas e colaborar para que a Bahia possa ser capacitada para toda a produção do biodiesel. “Quer dizer, o que a gente pretende é fazer com que a Bahia possa gerar a energia com produtos próprios, sem que seja necessário a realização de qualquer procedimento fora do Estado”.
Para isso, universidades de vários municípios baianos estão desenvolvendo estudos relacionados a bioenergia. “A Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), a Universidade Federal de Feira de Santana (Uefs) e a Universidade Federal da Bahia (Ufba) possuem grupos de pesquisas e laboratórios que contribuem para os avanços nesse sentido. São faculdades que têm laboratórios voltados a diferentes tipos de estudo relacionado a bioenergia, mas que se complementam entre si”, disse Fortuna. (Por Lorena Costa)
Fonte: Tribuna da Bahia