O que acontece quando adicionamos uma bactéria específica a glicerina? Um novo processo que pode revolucionar o
desenvolvimento econômico do setor.
O que você obtém da adição da bactéria E. coli a glicerina, resíduo da produção de biocombustível? Um novo processo que pode revolucionar o desenvolvimento econômico do setor.
Infelizmente a produção dos biocombustíveis sofre do mesmo problema que o refino tradicional de petróleo: excesso de resíduos. No refino tradicional, apenas cerca de 60% do petróleo bruto é transformado em gasolina, sendo o restante utilizado para fabricar outros produtos. De forma semelhante, à medida que a produção de biocombustíveis aumenta, o mercado está sendo inundado por seus subprodutos residuais, mais especificamente a glicerina, também chamada de glicerol.
A glicerina é barata e abundante no atual mercado, e apesar de haver muitos usos potenciais para essa substância, é difícil convertê-la em produtos de maior valor econômico.
Com financiamento do Serviço de Pesquisa, Educação e Extensão (CSREES) do Departamento de Agricultura dos EUA, Ramon Gonzalez e William Akers, da Universidade Rice, desenvolveram um novo processo de fermentação que utiliza a bactéria E. coli para converter glicerina em produtos químicos de alto valor, como o succinato.
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O succinato e seus derivados possuem um mercado interno anual de mais 1,3 bilhão de dólares (EUA). Eles são usados na fabricação de diversos produtos, como flavorizantes para alimentos e bebidas, compostos intermediários para corantes e perfumes, assim como na indústria farmacêutica. Outro produto, o formato, é usado principalmente como agente conservante e antibacteriano para ração animal.
A maior parte da glicerina utilizada vem da produção de biodiesel. O biodiesel é fabricado a partir de diversos tipos de óleo, como os de canola, soja, mostarda, linhaça, girassol e palma, além de óleo de cozinha usado, gordura animal e algas.
Para cada dez quilos de biodiesel produzidos, gera-se um quilo de glicerina. De acordo com o Comitê Nacional de Biodiesel dos EUA (NBB), as companhias americanas produziram cerca de 1,7 bilhão de litros de biodiesel em 2007. Com 60 novas usinas programadas para entrar em operação nos Estados Unidos até 2010, com capacidade para mais 4,5 bilhões de litros, novas soluções para o problema da glicerina são bem-vindas.
“Os produtores de biodiesel costumavam vender a glicerina remanescente, mas com o rápido aumento na produção de biodiesel, eles acabaram tendo de pagar para se livrar desses excedentes”, diz Gonzales. “As novas vias metabólicas descobertas abrem caminho para o desenvolvimento de novas tecnologias para converter este resíduo em produtos químicos de alto valor.”
A licença das tecnologias criadas a partir dos trabalhos de Gonzalez foi adquirida pela Glycos Biotechnologies, uma nova empresa de Houston (Texas, EUA) que planeja inaugurar sua primeira usina piloto dentro dos próximos doze meses.
A equipe de pesquisa está agora estudando com maior profundidade as vias metabólicas usadas pelo microorganismo para quebrar o glicerol, de forma a poder utilizar outras espécies na produção de combustíveis e outros produtos químicos derivados do glicerol.
“Nossa meta vai além do uso da nova descoberta neste único processo”, diz Gonzalez. “Queremos usar a tecnologia como plataforma para a produção ambientalmente correta de uma ampla gama de produtos de alto valor agregado.”

Os pequisadores Ramon Gonzalez e Syed Shams Yazdani identificaram um processo metabólico para converter a bactéria E. coli em etanol. Foto: Jeff Fitlow, Rice University
Fonte: Stacy Kish
Cooperative State Research, Education, and Extension Service (CSREES)
Tradução e adaptação BiodieselBR.com
O que você obtém da adição da bactéria E. coli a glicerina, resíduo da produção de biocombustível? Um novo processo que pode revolucionar o desenvolvimento econômico do setor.
Infelizmente a produção dos biocombustíveis sofre do mesmo problema que o refino tradicional de petróleo: excesso de resíduos. No refino tradicional, apenas cerca de 60% do petróleo bruto é transformado em gasolina, sendo o restante utilizado para fabricar outros produtos. De forma semelhante, à medida que a produção de biocombustíveis aumenta, o mercado está sendo inundado por seus subprodutos residuais, mais especificamente a glicerina, também chamada de glicerol.
A glicerina é barata e abundante no atual mercado, e apesar de haver muitos usos potenciais para essa substância, é difícil convertê-la em produtos de maior valor econômico.
Com financiamento do Serviço de Pesquisa, Educação e Extensão (CSREES) do Departamento de Agricultura dos EUA, Ramon Gonzalez e William Akers, da Universidade Rice, desenvolveram um novo processo de fermentação que utiliza a bactéria E. coli para converter glicerina em produtos químicos de alto valor, como o succinato.
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O succinato e seus derivados possuem um mercado interno anual de mais 1,3 bilhão de dólares (EUA). Eles são usados na fabricação de diversos produtos, como flavorizantes para alimentos e bebidas, compostos intermediários para corantes e perfumes, assim como na indústria farmacêutica. Outro produto, o formato, é usado principalmente como agente conservante e antibacteriano para ração animal.
A maior parte da glicerina utilizada vem da produção de biodiesel. O biodiesel é fabricado a partir de diversos tipos de óleo, como os de canola, soja, mostarda, linhaça, girassol e palma, além de óleo de cozinha usado, gordura animal e algas.
Para cada dez quilos de biodiesel produzidos, gera-se um quilo de glicerina. De acordo com o Comitê Nacional de Biodiesel dos EUA (NBB), as companhias americanas produziram cerca de 1,7 bilhão de litros de biodiesel em 2007. Com 60 novas usinas programadas para entrar em operação nos Estados Unidos até 2010, com capacidade para mais 4,5 bilhões de litros, novas soluções para o problema da glicerina são bem-vindas.
“Os produtores de biodiesel costumavam vender a glicerina remanescente, mas com o rápido aumento na produção de biodiesel, eles acabaram tendo de pagar para se livrar desses excedentes”, diz Gonzales. “As novas vias metabólicas descobertas abrem caminho para o desenvolvimento de novas tecnologias para converter este resíduo em produtos químicos de alto valor.”
A licença das tecnologias criadas a partir dos trabalhos de Gonzalez foi adquirida pela Glycos Biotechnologies, uma nova empresa de Houston (Texas, EUA) que planeja inaugurar sua primeira usina piloto dentro dos próximos doze meses.
A equipe de pesquisa está agora estudando com maior profundidade as vias metabólicas usadas pelo microorganismo para quebrar o glicerol, de forma a poder utilizar outras espécies na produção de combustíveis e outros produtos químicos derivados do glicerol.
“Nossa meta vai além do uso da nova descoberta neste único processo”, diz Gonzalez. “Queremos usar a tecnologia como plataforma para a produção ambientalmente correta de uma ampla gama de produtos de alto valor agregado.”

Os pequisadores Ramon Gonzalez e Syed Shams Yazdani identificaram um processo metabólico para converter a bactéria E. coli em etanol. Foto: Jeff Fitlow, Rice University
Fonte: Stacy Kish
Cooperative State Research, Education, and Extension Service (CSREES)
Tradução e adaptação BiodieselBR.com
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