Pesquisadores estudam novos usos para este co-produto da produção de biodiesel
Pesquisadores estudam novos usos para este co-produto da produção de biodiesel
Um pesquisador da Universidade do Alabama, em Huntsville, nos Estados Unidos, está estudando um tipo de bactéria encontrada no solo que tem a capacidade de converter a glicerina bruta que sobra da produção de biodiesel em vários produtos químicos potencialmente úteis, incluindo outro combustível alternativo.
Keerthi Venkataramanan, estudante do programa de doutorado em biotecnologia da universidade, está trabalhando com a Clostidium pasteurianum, uma bactéria anaeróbica que começou a ser originalmente estudada por sua capacidade de fixar o nitrogênio livre da atmosfera nos processos metabólicos. Essa bactéria "come" o glicerol, ou seja, ela utiliza o produto como fonte de carboidratos e a partir disso, sintetiza ácido acético, ácido butírico e três produtos derivados do álcool: propanodiol, etanol e butanol.
O butanol é um produto que atrai bastante interesse do mercado. Ele pode ser usado como solvente industrial e também como combustível em automóveis, substituindo a gasolina sem modificações nos motores. Já existem planos para utilizá-lo para combustível de aviação. O pesquisador explica que enquanto a molécula do etanol possui dois carbonos, a do butanol possui o dobro, de modo que seu valor energético é muito maior. "Você também pode obter butanol a partir de óleo cru, mas esse processo biológico é menos poluente", defende Venkataramanan.
Na sua forma atual, as bactérias conseguem converter cerca de 30 a 35% de sua absorção de glicerol em butanol e outros 25 a 30% em um produto químico usado para fabricar plásticos. O pesquisador está desenvolvendo ferramentas biológicas para melhorar esse rendimento. Ele também está estudando genes da bactéria para ver se uma linhagem mais produtiva pode ser desenvolvida com recursos da bioengenharia.
Outros grupos de pesquisa dentro e fora dos EUA estão estudando variedades de fungos, bactérias e algas para a conversão de glicerol. O problema é que algumas dessas bactérias estudadas são agentes patogênicos perigosos. A vantagem da Clostidium pasteurianum, segundo o autor da pesquisa, é que ela não é patogênica. “Um lançamento acidental não é um grande problema. Você a retira do solo, então se você derramar você está apenas colocando ela de volta no solo", diz.
Alice Duarte – BiodieselBR.com
Um pesquisador da Universidade do Alabama, em Huntsville, nos Estados Unidos, está estudando um tipo de bactéria encontrada no solo que tem a capacidade de converter a glicerina bruta que sobra da produção de biodiesel em vários produtos químicos potencialmente úteis, incluindo outro combustível alternativo.
Keerthi Venkataramanan, estudante do programa de doutorado em biotecnologia da universidade, está trabalhando com a Clostidium pasteurianum, uma bactéria anaeróbica que começou a ser originalmente estudada por sua capacidade de fixar o nitrogênio livre da atmosfera nos processos metabólicos. Essa bactéria "come" o glicerol, ou seja, ela utiliza o produto como fonte de carboidratos e a partir disso, sintetiza ácido acético, ácido butírico e três produtos derivados do álcool: propanodiol, etanol e butanol.
O butanol é um produto que atrai bastante interesse do mercado. Ele pode ser usado como solvente industrial e também como combustível em automóveis, substituindo a gasolina sem modificações nos motores. Já existem planos para utilizá-lo para combustível de aviação. O pesquisador explica que enquanto a molécula do etanol possui dois carbonos, a do butanol possui o dobro, de modo que seu valor energético é muito maior. "Você também pode obter butanol a partir de óleo cru, mas esse processo biológico é menos poluente", defende Venkataramanan.
Na sua forma atual, as bactérias conseguem converter cerca de 30 a 35% de sua absorção de glicerol em butanol e outros 25 a 30% em um produto químico usado para fabricar plásticos. O pesquisador está desenvolvendo ferramentas biológicas para melhorar esse rendimento. Ele também está estudando genes da bactéria para ver se uma linhagem mais produtiva pode ser desenvolvida com recursos da bioengenharia.
Outros grupos de pesquisa dentro e fora dos EUA estão estudando variedades de fungos, bactérias e algas para a conversão de glicerol. O problema é que algumas dessas bactérias estudadas são agentes patogênicos perigosos. A vantagem da Clostidium pasteurianum, segundo o autor da pesquisa, é que ela não é patogênica. “Um lançamento acidental não é um grande problema. Você a retira do solo, então se você derramar você está apenas colocando ela de volta no solo", diz.
Alice Duarte – BiodieselBR.com