Na última semana tivemos oito novas autorizações de comercialização
publicadas pela ANP. Estas mudanças fazem com que o artigo que analisa
as perspectivas para o leilão da próxima semana (16º leilão: relação
entre oferta e demanda no limite) precise de uma revisão.
Atualização: o texto e as tabelas abaixo foram atualizados nesta sexta-feira (13) refletindo a publicação da tabela da ANP com as licenças ambientais.
Na última semana tivemos oito novas autorizações de comercialização publicadas pela ANP. Estas mudanças fazem com que o artigo que analisa as perspectivas para o leilão da próxima semana (16º leilão: relação entre oferta e demanda no limite) precise de uma revisão.
Na semana passada a projeção de oferta real de biodiesel para o 16º leilão era de 652 milhões de litros, mas com as novas autorizações esse número foi reajustado.

A usina da Beira Rio, apesar de ter recebido a autorização de comercialização não tem o registro especial da Receita Federal, por isso não poderá participar do leilão. Dessa forma, tivemos nesses últimos cinco dias o aumento de oferta nos leilões de 71,6 milhões de litros.
Esse número representa um aumento de pouco mais de 11% da oferta calculada anteriormente. Não é um aumento muito grande, especialmente se considerarmos que a demanda desde o último leilão aumentou em 25%. No entanto na prática o aumento é um pouco mais significativo graças as usinas envolvidas.
De todo esse aumento, 50,9 milhões de litros correspondem a ampliações da ADM e da Petrobras, empresas que tem o histórico de vender seu limite nos leilões. Se ambas empresas resolverem continuar com esse propósito, e é bem provável que continuem, as outras usinas podem considerar que o 16º leilão tem uma oferta 50,9 milhões de litros menor que havia a uma semana atrás. No total, a ADM e a Petrobras podem comprar 133,92 milhões de litros, 23,29% do total.
Tendo em vista esse novo cenário, é preciso saber quanto teria cada uma das usinas se o volume fosse dividido proporcionalmente às suas capacidades reais projetadas. Com as últimas autorizações o volume real que pode ser ofertado no leilão está próximo de 725 milhões de litros, que corresponde a 80% de 906,25 milhões de litros. Divididos igualmente entre todas as usinas, cada uma delas ocuparia cerca de 63% de sua capacidade autorizada.
Entretanto a ADM e a Petrobras devem vender os 80% permitidos, o que faz com que a fatia do bolo seja um pouco menor para as outras usinas. Considerando que as duas empresas venderão os 133,92 milhões de litros correspondentes a 80% de sua capacidade autorizada, sobrará para as demais usinas 441,08 milhões de litros. As demais usinas tem uma capacidade real de cerca de 739 milhões de litros, da qual só podem ofertar 591 milhões de litros. Dividido proporcionalmente, cada uma das usinas ocuparia cerca de 60% de sua capacidade autorizada.
Embora sejam significativas estas mudanças, as unidades entrarão no 16º leilão podendo ocupar igualmente suas capacidades produtivas como nunca antes os leilões permitiram, e ainda com um preço máximo definido pela ANP maior que o anterior.
Levando em conta os números apresentado no último artigo e as novas autorizações, o leilão da próxima terça-feira terá um resultado parecido com o apresentado abaixo:

A tabela acima já contempla as possíveis limitações ambientais.
Miguel Angelo Vedana - BiodieselBR.com
Atualização: o texto e as tabelas abaixo foram atualizados nesta sexta-feira (13) refletindo a publicação da tabela da ANP com as licenças ambientais.
Na última semana tivemos oito novas autorizações de comercialização publicadas pela ANP. Estas mudanças fazem com que o artigo que analisa as perspectivas para o leilão da próxima semana (16º leilão: relação entre oferta e demanda no limite) precise de uma revisão.
Na semana passada a projeção de oferta real de biodiesel para o 16º leilão era de 652 milhões de litros, mas com as novas autorizações esse número foi reajustado.

A usina da Beira Rio, apesar de ter recebido a autorização de comercialização não tem o registro especial da Receita Federal, por isso não poderá participar do leilão. Dessa forma, tivemos nesses últimos cinco dias o aumento de oferta nos leilões de 71,6 milhões de litros.
Esse número representa um aumento de pouco mais de 11% da oferta calculada anteriormente. Não é um aumento muito grande, especialmente se considerarmos que a demanda desde o último leilão aumentou em 25%. No entanto na prática o aumento é um pouco mais significativo graças as usinas envolvidas.
De todo esse aumento, 50,9 milhões de litros correspondem a ampliações da ADM e da Petrobras, empresas que tem o histórico de vender seu limite nos leilões. Se ambas empresas resolverem continuar com esse propósito, e é bem provável que continuem, as outras usinas podem considerar que o 16º leilão tem uma oferta 50,9 milhões de litros menor que havia a uma semana atrás. No total, a ADM e a Petrobras podem comprar 133,92 milhões de litros, 23,29% do total.
Tendo em vista esse novo cenário, é preciso saber quanto teria cada uma das usinas se o volume fosse dividido proporcionalmente às suas capacidades reais projetadas. Com as últimas autorizações o volume real que pode ser ofertado no leilão está próximo de 725 milhões de litros, que corresponde a 80% de 906,25 milhões de litros. Divididos igualmente entre todas as usinas, cada uma delas ocuparia cerca de 63% de sua capacidade autorizada.
Entretanto a ADM e a Petrobras devem vender os 80% permitidos, o que faz com que a fatia do bolo seja um pouco menor para as outras usinas. Considerando que as duas empresas venderão os 133,92 milhões de litros correspondentes a 80% de sua capacidade autorizada, sobrará para as demais usinas 441,08 milhões de litros. As demais usinas tem uma capacidade real de cerca de 739 milhões de litros, da qual só podem ofertar 591 milhões de litros. Dividido proporcionalmente, cada uma das usinas ocuparia cerca de 60% de sua capacidade autorizada.
Embora sejam significativas estas mudanças, as unidades entrarão no 16º leilão podendo ocupar igualmente suas capacidades produtivas como nunca antes os leilões permitiram, e ainda com um preço máximo definido pela ANP maior que o anterior.
Levando em conta os números apresentado no último artigo e as novas autorizações, o leilão da próxima terça-feira terá um resultado parecido com o apresentado abaixo:

A tabela acima já contempla as possíveis limitações ambientais.
Miguel Angelo Vedana - BiodieselBR.com
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