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Amapá: Setec vai instalar centro de pesquisa com foco na palmeira Inajá

Projeto é financiado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia com contrapartida do Estado
SECOM 2 min de leitura
Projeto é financiado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia com contrapartida do Estado

O projeto financiado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) com contrapartida do Estado está orçado em R$ 600 mil. Desse montante, R$ 400 mil é fruto de emenda parlamentar da deputada federal Fátima Pelaes (PMDB). O Governo do Estado vai entrar com contrapartida de R$ 200 mil.

O laboratório terá duas salas de aulas equipadas com mini-extrator de óleo, biblioteca para estudo e pesquisa.

A ordem de serviço para o início da obra será lançada até o fim de dezembro deste ano. A Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec) aguarda a prorrogação por mais um ano do convênio por parte do MCT.

As pesquisas sobre as potencialidades do inajá na produção do biodiesel serão realizadas pelos estudantes da Escola Família do Pacuí. É o primeiro laboratório tecnológico instalado no Amapá. Na região é desenvolvido o Festival do Inajá.

O projeto de exploração do óleo do inajá foi desenvolvido numa parceria entre a Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade Estadual do Amapá (Ueap), Instituto de Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap), Universidade Federal do Amapá (Unifap) e Instituto Estudos e Pesquisas Tecnológicas do Amapá (Iepa).

Em 2006, a Rede Integrada de Pesquisa do Amapá (Ripap) realizou estudo sobre o potencial das oleaginosas do Amapá para produção de biodiesel. Os alvos foram o inajá, dendê, buriti, andiroba. Os alunos do Pacuí vão extrair e analisar em laboratório o óleo do inajá, colocar em prática o estudo de viabilidade e numa terceira etapa produzir em escala comercial.

SOBRE O INAJÁ
A palmeira inajá (Maximiliana Maripa Aublet Drude) ocupa posição privilegiada na lista das oleaginosas promissoras. A média de frutos por cacho é em torno de 2.117 e uma concentração de óleo na semente de 62% a 67%. O inajá figura entre as oleaginosas como uma espécie promissora para aproveitamento sustentável.

Fonte: Secretaria de Estado da Comunicação
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