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[Exclusivo] Soja manteve domínio absoluto entre matérias-primas do Selo em 2014

Dados fornecidos pelo MDA à BiodieselBR.com mostram que a soja manteve domínio absoluto sobre as matérias-primas do Selo Social em 2014.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Em primeiro lugar está a soja; em segundo, também! Segundo dados fornecidos pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) à BiodieselBR.com esse é um resumo fidedigno das aquisições de matérias-primas pelas usinas de biodiesel participantes do Selo Combustível Social no ano passado. A soja em grão e o óleo de soja foram, respectivamente, a primeira e a segunda deste ranking.

Em primeiro lugar está a soja; em segundo, também! Segundo dados fornecidos pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) à BiodieselBR.com esse é um resumo fidedigno das aquisições de matérias-primas pelas usinas de biodiesel participantes do Selo Combustível Social no ano passado. A soja em grão e o óleo de soja foram, respectivamente, a primeira e a segunda deste ranking.

Primeiro a boa notícia: de 2013 para 2014, as usinas de biodiesel aumentaram as compras do Selo. Em termos de volume, o aumento foi de 8,6% chegando a 3 milhões de toneladas; e em faturamento, o avanço foi de 14% superando os R$ 3,2 bilhões. Esse aumento na renda dos agricultores envolvidos com o Selo ajuda a compensar – pelo menos um pouco – a queda no número de produtores envolvidos no PNPB.

Pode até parecer impressionante – considerado o grau de predomínio que ela já tinha –, mas a soja expandiu sua liderança e ficou com 99,8% tanto do volume quanto do dinheiro movimentados.

Grão

Naturalmente, a soja em grão foi a campeã absoluta com 99,4% de participação do mercado em termos de volume e 98,9% em valor. Já o óleo de soja teve 12 mil toneladas comprados pelas usinas que pagaram R$ 26,9 milhões – ou 0,4% e 0,8% do total.

No ano passado o óleo de soja representava 20,6 mil toneladas e R$ 46,1 milhões. Isso indica que, além de menos diversificadas, a agricultura familiar perdeu espaço no que se refere à escada de agregação de valor.

Menos diversificação

Todas as outras matérias-primas (somadas) ficaram com menos de 0,2% do mercado. Não bastasse isso, também houve redução nos tipos de matérias-primas que aparecem nas estatísticas do MDA. Em 2013, além da soja e do óleo de soja, a lista incluía compras de amendoim, girassol, canola e mamona. No ano passado, o girassol desapareceu.

Apesar de aparecerem só depois da segunda casa decimal, a canola e a mamona avançaram de um ano para outro. As aquisições de canola cresceram de 750 toneladas para 1,1 mil toneladas pelas quais as usinas desembolsaram R$ 1,1 milhão. Já a mamona mais do que dobrou sua participação indo de 1,1 para 2,8 mil toneladas com um faturamento de R$ 4,7 milhões.

Cooperativas

Um grupo de 78 cooperativas da agricultura familiar foram responsáveis pelo fornecimento de 1,9 milhões de toneladas de todas as oleaginosas (e óleo) comparadas pelas usinas de biodiesel em 2014 pelas quais receberam R$ 2,1 bilhões.

Isso dá 66,8% do total, o que é um pouco menos do que na temporada anterior quando a participação das cooperativas era de 67,4%. Em 2013, 77 cooperativas participara do Selo.

Já os agricultores individualmente contratados forneceram pouco menos de 1,1 milhão de toneladas de oleaginosas para as usinas recebendo pouco mais de R$ 1 bilhão.

A Região Sul foi – disparada – a campeã de vendas. Os agricultores do Sul venderam 78,6% das oleaginosas e receberam 80,4% do dinheiro que circulou no mercado no ano passado. Nessa conta, o Rio Grande do Sul foi o grande destaque com 1,7 milhão de toneladas vendidas por R$ 1,8 bilhão.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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