Enquanto a Noble está à espera de condições mais favoráveis para seguir adiante no Nordeste, a ADM já começou a colher os primeiros frutos – literalmente – de uma iniciativa que já vem se desenrolando desde 2010 na Região Norte. No segundo semestre do ano passado, 140 dos 267 agricultores familiares residentes em com os quais o conglomerado norte-americano fechou contratos de 25 anos de duração para a produção de palma-de-óleo no Pará fizeram sua primeira colheita.
Essa é a terciera parte de nossa série de cinco reportagens especiais sobre o Selo Social.
Enquanto a Noble está à espera de condições mais favoráveis para seguir adiante no Nordeste, a ADM já começou a colher os primeiros frutos – literalmente – de uma iniciativa que já vem se desenrolando desde 2010 na Região Norte. No segundo semestre do ano passado, 140 dos 267 agricultores familiares com os quais o conglomerado norte-americano fechou contratos de 25 anos de duração para a produção de palma-de-óleo no Pará fizeram sua primeira colheita.
Por enquanto, a produção ainda é de módicos 450 kg por hectare plantado, os resultados ainda não chegam a encher os olhos – a palma só atinge maturidade produtiva plena entre o 7º e o 8º ano de plantio. Mas já rendem elogios. “Está acima dos 300 kg/ha que a gente estava esperando considerando que o plantio foi feito em 2012”, anima-se Leonardo Dutra, coordenador de agricultura familiar do projeto de palma da ADM.
A expectativa é que, já este ano, todos os 2.030 hectares de dendezais da agricultura familiar espalhados por cinco municípios paraenses [veja mapa] que fazem parte do projeto comecem a produzir. O fato já está sendo comemorado até pelo MDA. De acordo com, Marco Pavarino, quando os números do Selo Social para o ano de 2015 forem divulgados eles já deverão mostrar esses primeiros resultados. “Isso nos dá um alento porque mostra que mesmo lenta a diversificação, ao menos, é possível”, antecipa.
Chegar nesse ponto exigiu uma dose grande de paciência e esforço. “É a primeira vez que estamos plantando [palma] e que compramos diretamente dos agricultores. São coisas que demandam tempo e cuidado porque queremos fazer bem feito”, pondera o gerente geral de palma da empresa, Diego Di Martino. Ele explica que um dos grandes desafios foi conseguir falar a mesma linguagem dos produtores para que o projeto tivesse aderência um desafio e tanto numa região onde a cultura do associativismo não está consolidada o que exigem que da empresa disposição para ir atrás do produtor. “Dá bastante trabalho, mas, por vários motivos, esse esforço vale a pena”, defende.
Na falta de cooperativas que permitam à empresa fechar contratos no atacado, a seleção dos agricultores que participariam do projeto foi algo praticamente artesanal. Dos 1.200 agricultores que mostraram interesse no projeto, menos de 270 acabaram ficando pelo caminho descartados por uma variedade de motivos – de falta de titularidade das terras a condições pouco favoráveis à produção. “É uma região muito carente e difícil de trabalhar”, diz Dutra informando que o corte final só inclui terras que foram antropizadas antes de 2005.
Aqueles que tinham condições receberam ajuda da ADM para acessar o Pronaf Eco, uma linha de financiamento do próprio MDA focada na implantação de culturas permanentes – como a palma-de-óleo – e que garante recursos não só para a formação das lavouras, mas, também, com uma renda mensal para a manutenção dos agricultores e suas famílias enquanto a produção não começa. “Apesar de ser uma linha de crédito pública, se não fosse o nosso empenho, poucos deles teriam tido acesso porque eles não têm expertise na formatação e apresentação dos projetos exigidos pelos bancos”, explica Di Martino.
E isso tudo foi só o trabalho preliminar. Ao longo dos últimos cinco anos, a equipe da ADM manteve um trabalho constante de assessoria técnica para garantir um bom desenvolvimento dos dendezais e, também, apoiar as comunidades impactadas nos quais eles estão inseridos. Graças a esse apoio, o número de associações agrícolas ativas na região pulou de cinco para mais de 20. Tanto que foi criada uma central de associações com o objetivo de reforçar trabalho destes grupos. “Nesses cinco anos de trabalho, a gente vê uma diferença significativa”, alegra-se Dutra.
Veja vídeo produzido pela ADM retratando o projeto no Pará:
Se tudo correr como deve, a renda dos agricultores envolvidos no plantio de palma deve dar um salto substancial conforme os cultivos atinjam a maturidade. De acordo com Dutra, a renda com o cultivo de mandioca na região rende cerca de R$ 350 mensais para esses trabalhadores. “A palma vai dar uma renda bruta muito maior. Com o tempo, eles podem ganhar até dez vezes mais”, completa o coordenador da ADM.
Esta é uma série em cinco reportagens. O capítulo anterior pode ser acessado aqui e, depois de publicados, todos os capítulos estarão disponíveis aqui. Amanhã leia sobre a atuação da CooperRiachão para viabilizar a venda do óleo de macaúba produzido por seus associados para usinas de biodiesel .
Fábio Rodrigues - BiodieselBR.com
Essa é a terciera parte de nossa série de cinco reportagens especiais sobre o Selo Social.
Enquanto a Noble está à espera de condições mais favoráveis para seguir adiante no Nordeste, a ADM já começou a colher os primeiros frutos – literalmente – de uma iniciativa que já vem se desenrolando desde 2010 na Região Norte. No segundo semestre do ano passado, 140 dos 267 agricultores familiares com os quais o conglomerado norte-americano fechou contratos de 25 anos de duração para a produção de palma-de-óleo no Pará fizeram sua primeira colheita.
Por enquanto, a produção ainda é de módicos 450 kg por hectare plantado, os resultados ainda não chegam a encher os olhos – a palma só atinge maturidade produtiva plena entre o 7º e o 8º ano de plantio. Mas já rendem elogios. “Está acima dos 300 kg/ha que a gente estava esperando considerando que o plantio foi feito em 2012”, anima-se Leonardo Dutra, coordenador de agricultura familiar do projeto de palma da ADM.
A expectativa é que, já este ano, todos os 2.030 hectares de dendezais da agricultura familiar espalhados por cinco municípios paraenses [veja mapa] que fazem parte do projeto comecem a produzir. O fato já está sendo comemorado até pelo MDA. De acordo com, Marco Pavarino, quando os números do Selo Social para o ano de 2015 forem divulgados eles já deverão mostrar esses primeiros resultados. “Isso nos dá um alento porque mostra que mesmo lenta a diversificação, ao menos, é possível”, antecipa.
Chegar nesse ponto exigiu uma dose grande de paciência e esforço. “É a primeira vez que estamos plantando [palma] e que compramos diretamente dos agricultores. São coisas que demandam tempo e cuidado porque queremos fazer bem feito”, pondera o gerente geral de palma da empresa, Diego Di Martino. Ele explica que um dos grandes desafios foi conseguir falar a mesma linguagem dos produtores para que o projeto tivesse aderência um desafio e tanto numa região onde a cultura do associativismo não está consolidada o que exigem que da empresa disposição para ir atrás do produtor. “Dá bastante trabalho, mas, por vários motivos, esse esforço vale a pena”, defende.
Na falta de cooperativas que permitam à empresa fechar contratos no atacado, a seleção dos agricultores que participariam do projeto foi algo praticamente artesanal. Dos 1.200 agricultores que mostraram interesse no projeto, menos de 270 acabaram ficando pelo caminho descartados por uma variedade de motivos – de falta de titularidade das terras a condições pouco favoráveis à produção. “É uma região muito carente e difícil de trabalhar”, diz Dutra informando que o corte final só inclui terras que foram antropizadas antes de 2005.
Aqueles que tinham condições receberam ajuda da ADM para acessar o Pronaf Eco, uma linha de financiamento do próprio MDA focada na implantação de culturas permanentes – como a palma-de-óleo – e que garante recursos não só para a formação das lavouras, mas, também, com uma renda mensal para a manutenção dos agricultores e suas famílias enquanto a produção não começa. “Apesar de ser uma linha de crédito pública, se não fosse o nosso empenho, poucos deles teriam tido acesso porque eles não têm expertise na formatação e apresentação dos projetos exigidos pelos bancos”, explica Di Martino.
E isso tudo foi só o trabalho preliminar. Ao longo dos últimos cinco anos, a equipe da ADM manteve um trabalho constante de assessoria técnica para garantir um bom desenvolvimento dos dendezais e, também, apoiar as comunidades impactadas nos quais eles estão inseridos. Graças a esse apoio, o número de associações agrícolas ativas na região pulou de cinco para mais de 20. Tanto que foi criada uma central de associações com o objetivo de reforçar trabalho destes grupos. “Nesses cinco anos de trabalho, a gente vê uma diferença significativa”, alegra-se Dutra.
Veja vídeo produzido pela ADM retratando o projeto no Pará:
Se tudo correr como deve, a renda dos agricultores envolvidos no plantio de palma deve dar um salto substancial conforme os cultivos atinjam a maturidade. De acordo com Dutra, a renda com o cultivo de mandioca na região rende cerca de R$ 350 mensais para esses trabalhadores. “A palma vai dar uma renda bruta muito maior. Com o tempo, eles podem ganhar até dez vezes mais”, completa o coordenador da ADM.
Esta é uma série em cinco reportagens. O capítulo anterior pode ser acessado aqui e, depois de publicados, todos os capítulos estarão disponíveis aqui. Amanhã leia sobre a atuação da CooperRiachão para viabilizar a venda do óleo de macaúba produzido por seus associados para usinas de biodiesel .
Fábio Rodrigues - BiodieselBR.com