Vem sendo muito falado ultimamente se as usinas brasileiras terão ou não capacidade de produzir biodiesel suficiente para garantir a obrigatoriedade da adição de 2% deste combustível ao diesel derivado do petróleo vendido ao consumidor final. Acredito que não seja novidade a notícia de que temos excepcional capacidade de produção instalada nas usinas. No entanto, faltam condições para que essa produção fique a contento da demanda.
A soja, que é e sempre foi a base da produção do biodiesel brasileiro, vem encarecendo dia a dia nos últimos meses. E o que seria uma aposta promissora acabou se transformando em um problema. Como produzir um biodiesel barato, limpo e competitivo se a matéria-prima está tão cara?
A solução segue outros rumos além da previsível sugestão da baixa do preço da soja. Segue pela diversificação de matérias-primas. Atualmente, é incipiente a produção de biodiesel fruto de dendê e mamona, por exemplo. E além disso, não há no Brasil o incentivo ao desenvolvimento de matérias-primas não alimentícias, as chamadas não-usuais.
O próprio governo, que diz incentivar a produção dos biocombustíveis limpos e renováveis, leva fiscais do Ministério da Agricultura a multar agricultores e apreender sementes de pinhão manso, uma planta que pode vir a ser uma das grandes matérias-primas para o biodiesel. Isso porque a planta não está cadastrada no Registro Nacional de Cultivares (RNC), conforme prevê a lei nº 10.711/2003. Neste momento, onde está a vontade política para acelerar o processo de pesquisa e permitir aos agricultores brasileiros mais uma forma de produção e inserção social?
A promessa de uma sustentabilidade para o setor não pode impedir o mercado de se desenvolver plenamente. Que sejam feitas as pesquisas necessárias e que o governo possa enfim estimular corretamente a produção do biodiesel, a partir das matérias-primas mais proveitosas, para que o mercado decole e consiga suprir a grande demanda que ainda está por vir.
A soja, que é e sempre foi a base da produção do biodiesel brasileiro, vem encarecendo dia a dia nos últimos meses. E o que seria uma aposta promissora acabou se transformando em um problema. Como produzir um biodiesel barato, limpo e competitivo se a matéria-prima está tão cara?
A solução segue outros rumos além da previsível sugestão da baixa do preço da soja. Segue pela diversificação de matérias-primas. Atualmente, é incipiente a produção de biodiesel fruto de dendê e mamona, por exemplo. E além disso, não há no Brasil o incentivo ao desenvolvimento de matérias-primas não alimentícias, as chamadas não-usuais.
O próprio governo, que diz incentivar a produção dos biocombustíveis limpos e renováveis, leva fiscais do Ministério da Agricultura a multar agricultores e apreender sementes de pinhão manso, uma planta que pode vir a ser uma das grandes matérias-primas para o biodiesel. Isso porque a planta não está cadastrada no Registro Nacional de Cultivares (RNC), conforme prevê a lei nº 10.711/2003. Neste momento, onde está a vontade política para acelerar o processo de pesquisa e permitir aos agricultores brasileiros mais uma forma de produção e inserção social?
A promessa de uma sustentabilidade para o setor não pode impedir o mercado de se desenvolver plenamente. Que sejam feitas as pesquisas necessárias e que o governo possa enfim estimular corretamente a produção do biodiesel, a partir das matérias-primas mais proveitosas, para que o mercado decole e consiga suprir a grande demanda que ainda está por vir.
Senador João Tenório (PSDB-AL) é engenheiro químico e preside a subcomissão dos Biocombustíveis do Senado Federal (Crabio).
E-mail: jtenorio@senador.gov.br
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João tenório