O pinhão-manso e a geada
// 13 março 2008 // Biodiesel

Algumas mudas de pinhão manso foram plantadas na região de Ijuí no Rio Grande do Sul na primavera de 2006, com o intuito de observar seu comportamento no clima frio e o que poderia acontecer na planta após algumas geadas.
Após o transplante, durante a primavera e até o inicio do frio no outono as plantas desenvolveram-se bem. Seu crescimento foi superior a um metro, mas não emitiram flores.
Com a chegada do frio as plantas perderam as folhas mesmo com umidade no solo. Diferente do que acontece no Sudeste e Centro-Oeste, onde a planta perde as folhas por deficiência hídrica e entra em dormência.


O galho central desta planta foi queimado pela geada de agosto de 2007. Observem que a planta secou até o solo e depois, na primavera, emitiu diversos brotos que partiram da parte da planta abaixo da superfície que ainda estava viva. O pinhão-manso apresenta o mesmo comportamento da mandioca atingida pela geada.

As plantas voltaram a ter um bom crescimento após serem danificadas pela geada alcançando mais de um metro de altura, porém até hoje não emitiram floradas.
Nas regiões de clima com possibilidades de geadas fortes o pinhão-manso não parece ser uma boa alternativa. Nesse caso, se o tempo ajudar no próximo inverno, estas plantas poderão florescer no verão de 2009, 30 meses após o plantio. Nas regiões com clima adequado o pinhão-manso começa a produzir já no primeiro ano.
Por Univaldo Vedana








