Grandes áreas de produção de Pinhão Manso (Jatropha curcas)
// 27 setembro 2006 // Biodiesel
Por Univaldo Vedana

Apesar de todos os problemas que envolvem a cultura do pinhão manso, como a falta de financiamentos para seu plantio, a falta de pesquisas e carência de uma história sobre esta cultura, ainda assim já são alguns milhares de hectares plantados do Oiapoque ao Chuí.
São centenas de produtores em centenas de municípios que estão fazendo suas próprias pesquisas, plantaram um, dois ou mais hectares e agora estão observando o comportamento da planta para a partir do ano que vem iniciarem realmente plantios comerciais.
Os primeiros resultados destas pesquisas particulares são animadores, na maioria das regiões as plantas estão se desenvolvendo muito bem, as primeiras colheitas estão ocorrendo após cerca de oito meses do plantio e nesse período as plantas atingem em média 1,5 metros de altura, com boa formação de ramos.
Estes plantios experimentais também servirão para a produção de sementes próprias, com isto o produtor terá uma redução de custos de plantio alem de poder vender sementes para a sua região.
Em 2007, a partir de abril teremos inúmeros dias de campo sobre o pinhão manso em todas as regiões do Brasil. Estes eventos servirão para transferir à comunidade local os conhecimentos básicos sobre técnicas de plantio, tratos culturais e demais informações para o início de plantios comerciais.
Estes futuros plantios comerciais deverão ser feitos de forma integrada, produtor rural com a indústria de extração, pelo mínimo. Não recomendamos plantar pinhão manso sem contrato de venda da safra futura. Não podemos cometer com o pinhão manso os mesmos erros que aconteceram e continuam acontecendo com a mamona e outras oleaginosas para biodiesel.
Enquanto isto, projetos de plantios de grandes áreas encontram-se em compasso de espera, aguardando confirmações mais detalhadas destas pequenas experiências.
Alguns pagam pra ver. Outros mais cautelosos não querem arriscar.








