BiodieselBR.com

Ter30092014

    Lembrar | Esqueceu a senha? Não é assinante? Assine já!

Algodão 

Oportunidade. É essa palavra que resume o uso do óleo de algodão na produção de biodiesel. O algodão é a segunda maior cultura de oleaginosa do Brasil. No entanto, ao contrário da soja, o algodão não é plantado pelo grão ou pelo óleo. O que é valioso no vegetal é a fibra, matéria-prima da indústria têxtil.

Da planta, 40% é fibra e 60% são formados pelo caroço. Enquanto a fibra é vendida para a indústria têxtil, do caroço são extraídos o óleo, que encontrou na produção de biodiesel um bom nicho de mercado e o farelo, que é encaminhado para a produção de ração animal.

Para o produtor de algodão, poder vender óleo para as usinas é um ótimo negócio, já que essa é uma cultura cara, que exige muitos fertilizantes e maquinários específicos. Vender o óleo é garantir uma renda extra que amortiza todos esses investimentos.

Para o produtor de biodiesel, o óleo de algodão tem a vantagem de ser mais barato que o de soja e possuir quase a mesma disponibilidade. É por isso que esse óleo acabou conquistando espaço e ocupa atualmente o terceiro lugar entre as matérias-primas mais usadas para produção de biodiesel no Brasil, atrás apenas da soja e do sebo.

Mas, por outro lado, ele é um óleo mais impuro, que exige um pré-tratamento específico, o que significa mais custos. O algodão também tem a desvantagem de ter baixo teor de óleo por caroço, entre 16% e 26%. Muito abaixo do rendimento do pinhão-manso, por exemplo.

Entre os desafios dessa cultura está o desenvolvimento de cultivares com maior teor de óleo, mas que mantenham a qualidade da fibra. O processo de extração de óleo também pode ser melhorado.

Mesmo sem esses problemas solucionados completamente, no entanto, o algodão continuará sendo uma matéria-prima importante para o biodiesel, especialmente na entressafra da soja, já que a oferta de algodão é maior justamente quando a presença dessa oleaginosa se enfraquece no mercado.

Adubação Verde

A prática de adubação verde para a cultura algodoeira é, oportunamente, de grande eficiência.

Nos solos em geral e nos arenosos em particular, após anos continuados de cultivo de algodão, a queda de produção é notória.

A adubação mineral contorna essa perda de fertilidade das terras até o ponto em que o teor de matéria orgânica das mesmas não baixe de certo nível; dai para frente o efeito dos fertilizantes químicos já não serão acentuados e, conseqüentemente, haverá necessidade de recorrer à adubação verde.

Manutenção da fertilidade do solo

Quando se processa a rotação do algodão com outras culturas , casos pacíficos são os benefícios que ocorrem no solo, tais como:

a) Mantém as características físicas do solo, pois a rotação concorre para melhor aeração e movimentação líquida no terreno;

b) Evita a concentração de substâncias tóxicas no solo, comum à monocultura;

c) Mantém o equilíbrio da fauna e flora microbiana, pois há enriquecimento de matéria orgânica no solo.

Quem leu esta notícia também se interessou:

Tudo sobre biodiesel