Faça sua Assinatura
Esqueceu a Senha? Ainda nao tem uma conta? Registrar
 

O verdadeiro PORTAL do BIODIESEL

Participe da Conferência BiodieselBR 2008
Iniciar arrow Notícias arrow Em Foco arrow Produzam os biocombustíveis corretos

As usinas de biodiesel do Brasil

Ficha detalhada de cada fábrica do Brasil (com informações de contato).

Produzam os biocombustíveis corretos

Imprimir E-mail
sexta, 25 abril 2008 . Folha de S. Paulo   
Revista BiodieselBR
Assinar
As modas chegam rápido e com toda força em nossa era da comunicação viral, e as reações a elas podem ser igualmente ferozes. É o que estamos vendo agora com os biocombustíveis, que todo mundo amava até que todo mundo decidisse que são o pior desde a Peste Negra.

Se no passado recente o combustível destilado de plantas vinha sendo saudado como resposta a toda espécie de problemas, do aquecimento global à redistribuição geoestratégica de poder em favor de estados petroleiros repressivos, ele agora se tornou "trapaça" e "parte do problema", de acordo com a revista "Time".

Os supostos crimes dos biocombustíveis são muitos. Disparada nas commodities, destruição da floresta amazônica, aumento em lugar da redução no efeito-estufa, tumultos relacionados à falta de comida e, sem dúvida, a dor de dente de sua sogra.

A maior parte dessas alegações é bobagem.

Eu admito que a mania dos biocombustíveis gerou excessos e que algumas das conversões de vegetais de uso alimentício em fonte de combustível, especialmente nos EUA e na Europa, que operam com forte subsídio, não fazem sentido. Mas os biocombustíveis continuam a ser parte da solução. A questão é determinar quais biocombustíveis.
 

 A verdadeira trapaça está no protecionismo e nos subsídios distorcidos dos países desenvolvidos, não nos biocombustíveis como idéia.


Antes, é preciso demolir alguns mitos. Se os preços do arroz asiático disparam, acompanhados pelo trigo e milho, isso não se deve ao fato de Jon Doe, em Iowa, ou Jean Dupont, na Picardia, terem decidido transformar seu saboroso milho e beterrabas em álcool.

Há tendências muito maiores em ação. Na Ásia, centenas de milhões de pessoas ascenderam da pobreza e passaram a comer duas vezes por dia, não apenas uma, e a urbanização avançou.
Ao mesmo tempo, a ascensão do preço das commodities em 2007 acompanhou, em larga medida, a paridade declinante do dólar. Os preços do arroz dispararam em termos de dólares, mas subiram bem menos em euros. Países como China estão trocando reservas depreciadas de dólares em estoques valiosos de commodities.

A alta nos alimentos também está vinculada ao petróleo, insumo importante de fertilizantes a tratores.

Outro mito que precisa ser destroçado é o de que a floresta amazônica está sendo destruída para plantar cana com a qual o Brasil produz álcool. Quase todas as áreas viáveis para o cultivo de cana ficam a centenas de quilômetros da floresta. O Brasil dispõe de pradarias suficientes para multiplicar por dez o plantio de cana sem ter de chegar nem perto do ecossistema da Amazônia.
O perigo em toda essa histeria dos biocombustíveis é que terminemos por abrir mão do que é bom para nos livrarmos do que é ruim.

As centenas de milhões de chineses e indianos que agora comem mais estarão comprando carros em 25 anos. O que isso representará em termos de preços de petróleo está aberto a interpretações, mas está claro que o álcool representa a única alternativa técnica e economicamente viável para a substituição dos combustíveis fósseis no transporte nos próximos 15 ou 20 anos. Não é uma panacéia, mas é uma ponte necessária para o próximo grande avanço da tecnologia.

A questão a decidir é: que álcool? No momento, o mercado de biocombustíveis vem sendo grotescamente distorcido por subsídios e barreiras comerciais nos EUA e na União Européia. Isso torna compensador produzir álcool de milho e grãos que são bem menos produtivos que a cana, desviam terra dedicada à produção de alimentos e têm credenciais ambientais dúbias.

Por que temos um superávit de álcool brasileiro de cana, menos nocivo ao ambiente, se os EUA impedem que ele chegue ao seu mercado por meio de uma tarifa de US$ 0,14 por litro, enquanto o álcool de milho do Iowa tem subsídios?

A verdadeira trapaça está no protecionismo e nos subsídios distorcidos dos países desenvolvidos, não nos biocombustíveis como idéia.

ROGER COHEN
DO "NEW YORK TIMES"

Revista BiodieselBR
Comentarios (4)add comment

Ananias Baracuhy disse:

  A matéria acima está bem argumentada.
Como é que se dá apoio à agricultores de Iowa por Ex.que fazem um alcool bem mais caro do que o nosso,apoiando agricultores acomodados no colchão macio dos subsídios e nem precisam de se preocupar com produtividade...além do mais,fazem um alcool de um cereal nobre e que é base alimentar para vários países inclusive o deles (USA) e numa condição técnica altamente precária,o balanço energético para se conseguir o alcool do milho é de 1 para 1,3 enquanto que o da cana é de 1 para 8,7...nosso alcool (cana), compete demais com o o do milho mas somos barrados na participação do mercada...
O que existe são políticas protecionistas que beneficiam produtores improdutivos,especuladores de bolsa,interesse do lobby do petróleo e etc..
1

25.04.2008 - 18:41

Telmo Heinen disse:

  Caro Ananias, temos que explicar para a maioria dos internautas de que os americanos não conseguem cultivar cana-de-açúcar na maioria do seu território por causa do enorme frio no INVERNO, matando toda a cana...
Outra pergunta, quem seria capaz de COMER as 81 milhòes de toneladas de milho que eles utilizam atualmente para fazer ethanol ?

O alegado subsidio de 14 centavos de dólar por litro... eles gastariam se viessem buscar ácool por exemplo em algum lugar no interior do ato Grosso, no Brasil em frete e em logística em geral. Portanto eu não o considero abominavel.
Cuidado, a "Mãe" da admiração é a ~"Santa Ignorância"~ (Avise aos politicos e jornalistas ignóbeis)
2

25.04.2008 - 23:13

Marcio Mattos disse:

  Acredito que em muito pouco tempo os EUA não conseguirão segurar esses subsídios para o milho tanto por razões políticas, quanto ambientais e principalmente econômicas.
A China, a India e todas as nações emergentes estão alcançando um nível de desenvolvimento irreversível, e com ele a demanda por alimentos aumenta proporcionalmente à força econômica e política desses países. Acho que esse fato, por si só, pode elevar ainda mais os preços dos alimentos até a um ponto que os subsídios não serão mais justificáveis e por mais que os agricultores americanos e europeus esperneiem, terão que se adequar à nova realidade.
Ai é que eu acho que reside a grande oportunidade do Brasil na área de biocombustíveis.
Apesar das últimas declarações sofistas de organizações mundiais, o mundo já estão percebendo o precipício existente entre o etanol produzido pelo milho e pela cana, e a política americana nociva.
Eu acredito que nos resta agora é só esperar
Estamos muito próximos da eliminação dessas barreiras e por questões que não dependem mais da imposição polítca dos países desenvolvidos, mas simplesmente pelas forças do mercado emergente que surge como um tsunami que pode mudar de forma relevante o cenário econômico e político mundial.
Já estamos esperando a tanto tempo para a queda dessas barreiras, não nos custa esperarmos mais um pouco. Estamos nos 40 do segundo tempo.

3

29.04.2008 - 16:20

José Paraiso disse:

  Será que o Brasil, está sendo mostrado ao mundo, pelo Itamarati e pelo Ministério da Agricultura corretamente ou só quando o Lula viaja e ai os aspones o usam como garoto propraganda( aí mora o perigo pois sabemos de sua dificuldade de conhecimento sobre os diversos temas). No caso especifico falta aos Ministérios divulgação mais clara dos nossos avanços tecnológicos tanto do alcool, como também estamos deversificando na produção do biodisel as várias matérias primas existentes no país.
4

29.04.2008 - 21:39

Escreva seu Comentario

busy
 

Comentários

quero plantar presiso de ajuda  boa noite quem vos fala é um jovem pioneiro em ...
 A Argentina prosperando e fortalecendo o Mercosul ...
bonfim crateús fala sobre o plantio de gir...  bonfim crateús diz,meu caro amigo,ultra competent...
ANSIOSOS PELO SERVIÇO NA CAPITAL DE SAO PA...  Numa cidade/capital como a minha, com tantos milho...
Desafio funesto  Encarar um desafio destes é uma missão "perdida"...
Girassol  Caro Bonfim, eu gostaria de ver algum relato seu s...
Novas ?  Cara pálida, novas para quem ? Desde que caminham...
Perenes  Sempre apostei nas culturas perenes para a finalid...
Fome  Nenhuma planta produz a contento se estiver sob fo...
BONFIM CRATEÚS,DIZ SR.TELMO HEINNEN QUE TA...  BONFIM CRATEÚS,DIZ,A Leucena é uma leguminosa pe...
Mais comentários...

RSS Feed