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Conselho de Política Energética de SP realiza primeira reunião

O Conselho Estadual de Política Energética (Cepe) realizou, em 30 de março, no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, sua primeira reunião.

O objetivo do encontro foi debater a “Matriz Energética do Estado de São Paulo 2005-2035” – uma ampla e detalhada pesquisa de projeção de cenários energéticos e socioeconômicos.

A pesquisa visa a orientar futuras ações de governo e as políticas públicas no Estado de São Paulo para um melhor equilíbrio entre o ritmo do crescimento econômico, a eficiência energética e a redução de custos econômicos e ambientais.

Elaborado a partir da análise de dados consolidados e de simulações de desempenho em diversas atividades, o estudo toma por parâmetro para a construção de cenários futuros uma projeção de crescimento médio do PIB estadual da ordem de 3,5% ao ano.

A partir desse índice, de acordo com o Cepe, serão calculadas, aproximadamente, as necessidades energéticas do estado em números absolutos, bem como por setor econômico e por fonte energética, possibilitando ao poder público uma maior acuidade no planejamento e nos investimentos requeridos.

Na análise global da composição da demanda energética do Estado de São Paulo prevista pela Matriz 2035, a demanda de energia, em termos totais, sairá de 51 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tOE), em 2005, para 130 milhões de tOE ao fim da simulação (2035). Já a demanda de eletricidade crescerá em média 1,8% ao ano, enquanto a oferta média aumentará 1,3%.

De acordo com a Secretaria do Meio Ambiente de São Paulo, isso significa que, caso sejam mantidas as perspectivas de crescimento em 3,5% ao ano, o estado terá que importar energia elétrica, mesmo com o aumento da oferta geral de energéticos.

Ainda segundo o estudo, o crescimento do setor de transporte na demanda geral por energia (de 33% em 2005, para 36% em 2035) deverá pressionar a participação do diesel na matriz energética (de 14,9% para 16,3%).

Por outro lado, crescerá também a participação de fontes limpas, como bagaço de cana (de 18,9% para 23,5%), etanol (4,1% para 7%) e gás natural (de 6,9% para 10,3%).

O consumo industrial deverá atingir quase a metade de todo o consumo de energéticos (48%). Já o residencial deverá cair pela metade (de 8% para 4%), reduzindo a participação da eletricidade na matriz (de 19,9% para 13,9%).

Presidido pelo titular da Secretaria de Energia, José Aníbal, o Cepe é composto por mais seis secretários de Estado, além de especialistas com notório saber em energia e representantes setoriais da agricultura, do comércio e da indústria.

O objetivo do grupo é contribuir de maneira integrada com os demais órgãos do Governo do Estado de São Paulo na formulação de diretrizes e políticas públicas na área de energia. A Matriz Energética 2005-2035 será uma das ferramentas utilizadas para subsidiar as propostas do Cepe.

Mais informações: www.ambiente.sp.gov.br/verNoticia.php?id=1137

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