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Preço da tonelada do crédito de carbono pode triplicar

Considerada a vedete do mercado de crédito de carbono, a suinocultura chama atenção de empresas internacionais, que estão de olho no potencial deste setor. Em Mato Grosso, onde a suinocultura se apresenta crescente e altamente tecnificada, não é diferente.

Mas como começar a implantação de um projeto de certificação e qual o melhor caminho para ter mais rentabilidade nesse mercado?

“Primeiramente, é preciso deixar claro que, para gerar os créditos de carbono, o produtor precisa mudar tecnologia e manejo, a fim de reduzir emissão de gases”, explica Ewerson Duarte da Costa, advogado e gestor de recursos ambientais do Instituto Pró Natura Internacional, ONG que desenvolve projetos de desenvolvimento sustentável no Brasil e no exterior.

“A previsão é de que o preço dessa commodity triplique já no próximo ano. No começo de março, alguns fundos financiadores estavam pagando US$ 10 a tonelada/dia. Esse valor poderá ir a US$ 30 no ano que vem”, avalia o consultor.

Segundo ele, na suinocultura os sistemas de biodigestores vêm sendo apontados como a alternativa mais eficiente.

“O processo permite que o gás metano, liberado na fermentação do dejeto do suíno, seja queimado e resulte no gás carbônico, 23 vezes menos poluente. É aí que está o potencial da suinocultura. Depois do lixo e do combustível fóssil, o dejeto do suíno é o que tem o maior potencial de geração desses créditos”, reforça.

Depois de implantada a tecnologia, os créditos precisam ser medidos para iniciar a próxima etapa: a da certificação. Nela, o produtor precisará respaldar seus créditos pelas normas internacionais.

Na opinião do consultor, a grande questão dentro do negócio é a fonte dos recursos para financiar tanto projetos de geração do crédito como de certificação internacional. Dependendo desse financiador, o lucro do produtor será menor ou maior. ”É preciso ficar atento aos termos dos contratos”, orienta Costa.

Somente a certificação tem custo estimado em R$ 400 mil. Já o valor da implantação da tecnologia limpa - no caso da suinocultura, os biodigestores - varia conforme a dimensão do plantel.
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Comentários  

+2 jaqueline lamonica
28 Setembro 2010 - 17:45 pm

muito bom esse comentario...
1
0 Jorge Elias de Mendonça
13 Julho 2011 - 12:51 pm

senhores boa tarde...Sou quimico industrial,ja aposentado,mais ainda estou na ativa,,,passei bom periodo de meu tempo de trabalho,recuperando resto de camelback com composição bem avançada,para não dizer saturada,,,mais eu desenvolvi metodos onde trabalhei que eu recuperava e transformava em solados,placas,enfim em produto bom para uma boa produção,,,,,quimicamente falando eu retirava os hidrocarbonetos do meio ambiente.Pergunta?nesse caso a empresa poderia certificar pelo recebimento desses produtos nretirados do meio???obrigado ,,e espero uma resposta de voceis...Jorge...
2
0 Marco
30 Abril 2012 - 09:07 am

Indo direto ao assunto
As commodities ambientais podem ser interpretadas como uma faca de dois gumes. De um lado compreendemos a necessidade de controle/gestão sobre os que "consomem massivas quantidades de natureza" produzindo desastres e degradação. Do outro lado quem está neste mercado operando?.
As razões para criticar a natureza insensata de propostas paliativas como essa são muitas. O consumo global e a obsolescência são absurdos. Os danos globais, regionais e locais, das corporações globais não busca outra coisa senão o lucro sob novas formas. A financeirização do Ambiente ou do Meio Ambiente é esta nova roupagem. Roupagem esta que vem travestida de ciência ou pseudo-ciência como a do IPCC. Assim, embarcamos em argumentos de um tecnicismo ambiental que apregoa uma culpa generalizada (individualismo ecológico). A racionalidade por traz destes discursos é a única linguagem que o mundo compreende: lucros incessantes.
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