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Maranhão direciona esforços para o biodiesel

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segunda, 08 setembro 2008 . Jornal Pequeno   
Revista BiodieselBR
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Com o apoio do Governo do Estado, por meio da Fapema e da Finep, Usina Piloto de Biodiesel é inaugurada na UFMA

Um combustível 100% renovável, obtido a partir de óleos vegetais e gorduras animais. Uma excelente escolha pela substituição gradativa do diesel, derivado do petróleo, e também pela abundância de matérias-primas apropriadas para sua produção no Nordeste. Essas são apenas algumas das vantagens apresentadas pelo biodiesel.

Entre os benefícios socioeconômicos e ambientais estão a geração de emprego e renda, desenvolvimento regional do agronegócio, de um novo mercado para as oleaginosas, melhoria do Índice de Desenvolvimento Humano e exploração dos recursos locais de forma sustentável. É por conta da importância estratégica dos objetivos elencados que foi inaugurada na última sexta-feira, a Usina Piloto de Biodiesel, na Universidade Federal do Maranhão.

A usina tem como objetivo pesquisar, desenvolver e aperfeiçoar tecnologias de produção de combustíveis renováveis, servindo como referência para informações à comunidade. Com capacidade de produção de 400 a 2000 litros de biodiesel por dia, a partir do babaçu e da soja, o empreendimento tem como parceiros a Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia (Finep) e a Fundação de Amparo à Pesquisa ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema).

Estiveram presentes o reitor da UFMA e o coordenador da Usina, Henrique Cárdias, o diretor-presidente da Fapema, Sofiane Labidi; o superintendente do Sebrae-MA, Manoel Pedro de Oliveira Castro; o coordenador do Amazontech, José de Ribamar Morais; professores da UFMA além de representantes da Vale, Alumar e Embrapa.

O Prof. Dr. Sofiane Labidi ressaltou a importância macro do Programa Maranhão Biodiesel para a economia local: “O biodiesel surge como um impulso para alavancar o potencial maranhense para os biocombustíveis. As condições favoráveis para o plantio de oleaginosas, o clima viável e as extensas áreas podem fazer do Maranhão um grande pólo de produção e também exportador de biodiesel, já que está mais próximo dos mercados dos Estados Unidos, Japão e Europa, concluiu.

“É função da Universidade apoiar iniciativas essenciais para o desenvolvimento tecnológico e econômico do Estado, sobretudo, sem causar danos ao meio ambiente”, destacou o reitor Natalino Salgado durante a solenidade de inauguração.

A inauguração desta Usina de produção de biodiesel é um suporte à implantação do Programa Especial de Biodiesel no Maranhão. O intuito é, a partir daí, demonstrar a viabilidade técnica, econômica, social e ambiental do agronegócio do babaçu, da soja e de outras oleaginosas locais. O laboratório funcionará, ainda, como ambiente de experimentação e ensino para os alunos do Centro de Ciências Exatas e Tecnológicas (CCET), como os de Engenharia Química e Química Industrial, por exemplo.

A pedido do governador do Estado a Fapema, Seagro, Uema e Sinc elaboram estudos sobre as perspectivas do biodiesel no Maranhão e, em breve, o governo do Estado lançará o Plano Estadual de Biodiesel.

A princípio, a produção do biodiesel na UFMA terá como matérias-primas óleo usado em frituras caseiras e sebo bovino. Quanto ao babaçu, é possível a utilização de seu óleo para a produção de biodiesel, mas há a possibilidade de serem aproveitadas outras partes para fabricação de etanol (álcool etílico). O Maranhão, como a maioria dos estados brasileiros, tem um forte potencial para a produção do biocombustível. Entre as várias peculiaridades vale destacar a Floresta do Babaçu, estimada em 10 milhões de hectares.

A equipe técnica da Usina Piloto de Biodiesel da UFMA é formada pelo coordenador Henrique Cárdias, pelos engenheiros químicos José Wilson da Silva, Marlus Rolemberg, Wendell de La Salles e Kátia de La Salles, pelos químicos analíticos Adailton Costa Alves e Aldaléa Marques, e pelos colaboradores José Frazão, engenheiro agrônomo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Histórico - Na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) funciona o Núcleo de Biodiesel, criado em 2004, que desenvolve estudos de otimização dos processos de produção do combustível verde, a partir da soja, mamona, pinhão-manso, outras oleaginosas e ainda a partir do sebo animal. A pesquisa é coordenada pelo Prof. Dr. Fernando Carvalho Silva, do Departamento de Química da UFMA.

A indústria da energia limpa e a substituição dos combustíveis fósseis (petróleo) por combustíveis verdes, com a missão de reduzir as atuais taxas de emissão de gases poluentes na atmosfera, ainda é um processo em construção tanto no Brasil como no âmbito internacional. Por enquanto, as nações estão se ajustando para esse novo ambiente que vem se instalando mundialmente.

O governo federal tem incentivado a expansão de energia renovável no Brasil e já experimenta avanços com o Pró-Álcool, Lei do Biodiesel, Plano Nacional de Agroenergia e o Plano de Aceleração do Crescimento, o PAC.

Revista BiodieselBR
Comentarios (1)add comment

Telmo Heinen :

Proibido derrubar
Um tal de Sarney que foi Presidente da República, no tempo dele criou um tal de IBAMA que entre outras coisas fez uma Lei proibindo derrubar qualquer babaçú.

Uma completa BURRICE. Como é que se vai poder explorar comercialmente o babaçú se nem estrada de manejo pelo meio das plantações dá para fazer ?

Ainda bem que as afamadas "Quebradeiras" encontraram uma outra saida: Catar os côcos e fazer carvão vegetal para as Siderúrgicas, diretamente - mandando o óleo para as cucuias, até ele criar prêço.

No texto da noticia acima você não vê uma única preocupação em pesquisar a melhor forma de obtenção do óleo vegetal necessário para fazer o tal biodiesel.

Portanto o Projeto já nasce fracassado! O foco está "fora de foco!"

Maranhão, eita palavrinha... segundo a lenda significa "uma grande mentira" (Estado dominado pelo clã de um Senador do Amapá, pode?)
 
8.09.2008 - 07:40
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