Mamona fracassa... e Lula sonha fazer piraju virar salmão |
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| quarta, 30 julho 2008 . O Globo | |||||||
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Entrou água no projeto do governo de fazer da mamona um combustível alternativo para os veículos nacionais e internacionais. As novas especificações para o biodiesel exigidas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) poderão desestimular a produção a partir do óleo de mamona: muito viscoso e com risco de entupir os bicos injetores dos motores, o produto precisará de aditivos, como óleo de soja ou girassol, para ser usado nos tanques. Ou seja, o programa, lançado em 2005 com pompa pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com a mamona como carro-chefe, está ameaçado. Mas, ontem mesmo, numa solenidade na Bahia, Lula já fazia nova promessa: transformar piraju (dourado), que tem carne branca e é considerado nobre, em salmão. A idéia é permitir uma competição mais acirrada com o salmão chileno nas gôndolas e peixarias do Brasil. O presidente anunciou também a criação do Ministério da Pesca (em substituição à secretaria extraordinária), o que custará R$ 1,8 bilhão até 2011. — Da mesma forma que fizemos a reforma agrária na terra, vamos fazer agora a reforma aquária, nas águas — disse Lula. Além de dobrar a estrutura de servidores da pasta de 200 para 400 cargos, seu orçamento também dobrará de R$ 250 milhões para R$ 500 milhões por ano. Isso sem contar a implantação de superintendências em todos os estados, o que criará novas funções. O Ministério do Planejamento já aprovou a realização de concurso para essas 200 vagas. Já no projeto da mamona, que incentivou produtores a investirem no plantio, as promessas deram lugar às revisões. Segundo simulações da Brasil Ecodiesel, uma das maiores produtoras do setor no Brasil, os novos critérios da ANP limitam em 20% a 30% a participação do óleo de mamona em um litro de biodiesel. O resto teria de ser composto por óleo de soja, pinhão-manso ou algodão. O presidente do Conselho de Administração da empresa, Jorio Dauster, disse que a decisão não terá impacto sobre os produtores. Ele explicou que mesmo esses 20% deixam um grande mercado para a oleaginosa. Segundo a empresa, será necessário 1,2 bilhão de litros de biodiesel para atender à obrigatoriedade de mistura de 3% ao óleo diesel. O mercado potencial para o óleo de mamona seria de 240 milhões de litros por ano — considerando os 20% —, o que demandaria uma produção de 500 mil toneladas anuais. Hoje, a produção não passa de 120 mil toneladas. — O problema técnico relacionado à viscosidade não é muito grave. O problema está no próprio preço da mamona, que subiu muito, por razões conjunturais (falta de chuvas no Nordeste brasileiro e em regiões da Índia) — afirmou Jorio. — Não descartamos a mamona, mas estamos com investimento grande em pinhão-manso. É uma aposta a longo prazo. — A medida (da ANP) é exagerada, porque nenhum motor vai usar 100% de biodiesel. Adicionar 3% ou 5% de biodiesel de mamona não teria problema, porque os 95% de diesel reduziriam a viscosidade — acredita o pesquisador da Coppe/UFRJ Aurélio Lamare Santos Murta, lembrando que a produção com óleo de mamona já é pequena: 0,17% do total. — E isso acontece num momento de redução de oferta por causa da seca, de preços altos. O produtor vai acabar desistindo. Em outra frente de combustíveis, Lula prometeu ontem “futucar” a camada de pré-sal para extrair petróleo. Ainda em setembro, a Petrobras, disse, deverá estar extraindo na Bacia do Espírito Santo, do qual Lula espera que sejam retirados “uns dez mil barris” por dia. — As pessoas pensam que o pré-sal foi descoberto por acaso. Para chegar a sete mil metros de profundidade, sem tocar num japonesinho lá no fundo, não é coisa fácil, é uma coisa complicada. É preciso investir em pesquisa, em novas tecnologias — arrematou o presidente, na inauguração da primeira usina de biocombustíveis da Petrobras, em Candeias (BA). Em seu discurso, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão cometeu uma gafe: incensou tanto os biocombustíveis que disse que o petróleo deixará de existir em 20 anos. Isso com a Petrobras descobrindo cada vez mais óleo no présal e provocando a rediscussão do modelo de exploração no país. — Há duas verdades que não podem ser contestadas. O petróleo está se esvaindo, é finito, e dentro de duas décadas desaparecerá. A outra é que a saída é a produção de combustíveis alternativos — disse o ministro. Depois desse discurso, tanto Lula quanto a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, exaltaram a importância da Petrobras. Ramona Ordoñez e Maria Lima Textos Relacionados:
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joaquim nunes borges
disse:
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| Acho que neta questão do biodiesel há muita politicagem, tenho lido sobre projetos da Brasil ecodiesel no Norteste com os acentados, parece que muita gente torce para que nada dê certo a percepção que tenho sobre os noticiários é que a própria empres vem sendo vítima da politicagem que acha que as coisas ocorrem por acaso. É preciso muito trabalho e pelo que vejo grande parte desses movimentos de acentados brigam por terra mas quando as adquirem não querem brigar com a terra, por que vim da zona rural e produzir é uma verdadeira luta! não é coisa para bunda mole que já acostumou viver nas cidades. 1
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| Gostaria muinto que as autoridades competentes abrisem o olho de uma vez e deichjasem de ficar inventado coisas com oleaginosas temos o pinhão manso que vai resolver o proble ma do semi arido,do coitado do agricultor que vive passando fome,e emfim resolver o problema do Bio Diesel no Pais agora enquanto eles quiserem errar e colocar outras oleaginosas que não sei porque o problema se avoluma cada vez mais. 2
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| ESTÃO COMPLETAMENTE EQUIVOCADAS RAMONA E MARIA LIMA, AUTORAS DA MATÉRIA ACIMA. AO CONTRÁRIO DO QUE DIZEM, O BIODIESEL DE MAMONA NÃO NECESSITA DE ADITIVOS, POIS É NATURALMENTE UM ADITIVO COMPLETO. SERÁ O BIODIESEL DE MAMONA QUE ADITIVARÁ O BIODIESEL DE SOJA, E EMPRESTARÁ A ESTE SUAS MELHORES PROPIEDADES. O BIODIESEL DE SOJA SUBMETIDO AS NORMAS EUROPÉIAS É REPROVADO NO REQUISITO ÍNDICE DE IÔDO, ALÉM DE SER O QUE DISPÕE DOS MENORES INDICES DE CETANA E LUBRICIDADE. ISTO SÃO DEFEITOS DO BIODIESEL DE SOJA, É DA SUA NATUREZA VEGETAL. O BIODIESEL DE MAMONA, BEM DIFERENTE E VANTAJOSO, TEM BAIXÍSSIMO ÍNDI CE DE IÔDO BEM COMO OS MAIS ALTOS ÍNDICES DE CETANA E LUBRICIDADE, SUPERANDO O PRÓPRIO PETRODIESEL, TORNANDO-SE O ADITIVO PERFEITO PARA ADITIVAR O BIODIESEL DE SOJA. E SOMENTE ASSIM, O BIODIESEL DE SOJA PODERÁ SER APROVADO PELAS NORMAS EUROPÉIAS. ALTA VISCOSIDADE, ALTOS ÍNDICES DE CETANA E LUBRICIDADE E BAIXO ÍNDICE DE IÔDO, SÃO QUALIDADES DO BIODIESEL DE MAMONA, É DA SUA NATUREZA VEGETAL. PORTANTO, O ÓLEO VEGETAL DE MAMONA DEIXA DE SER UM PROBLEMA PARA O AGRONEGÓCIO DO BIODIESEL E PASSA A SER PARTE DA SOLUÇÃO. O ÓLEO VEGETAL DE MAMONA É UMA DÁDIVA DA NATUREZA PARA A HUMANIDADE. SUA UTILIZAÇÃO COMO BIOCOMBUSTÍVEL É TALVEZ SUA MILÉSIMA APLICAÇÃO. COMO ADITIVO QUE VIABILIZARÁ O BIODIESEL DE SOJA PARA EXPORTAÇÃO, DEVERÁ TER PREÇOS REALÇADOS, FAZENDO-SE VIABILIZAR SUA AINDA BAIXA PRODUTIVIDADE AGRICOLA. TUDO ISSO FAZ O BIODIESEL DE MAMONA SER SUPERIOR, UM BIODIESEL PREMIUM. Att. Francisco Guimarães. 3
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