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Dendezeiro e mamona são espécies exóticas no Brasil

A preocupação desenfreada pela produção de biocombustíveis no Brasil também causa alerta entre os cientistas que estudam espécies invasoras. Afinal, o dendezeiro (Elaeis guineensis) e a mamona (Ricinus communis) são plantas que estão longe de poderem ser consideradas como genuinamente nacional.

"O uso do dendezeiro no Brasil é totalmente desaconselhável", afirma Sílvia Ziller, que faz parte do Programa Global de Espécies Invasoras, patrocinado pela ONG The Nature Conservancy.

O grupo acaba de soltar um documento alertando para o uso de plantas com potencial invasor na produção de biocombustíveis. Os dois casos presentes no Brasil já são listados sob o rótulo de "espécies invasoras", a categoria considerada como a mais perigosa pelo estudo para a biodiversidade regional.

"No caso do Brasil, o risco para a biodiversidade é enorme, ainda mais se áreas muito grandes forem ocupadas. O mais indicado seria utilizar espécies nossas, como a carnaúba e o buriti", afirma a pesquisadora brasileira.
 

 É sempre melhor optar por plantas nacionais.


O dendezeiro é originário da região oeste da África e invade além do Brasil, a Micronésia e a Flórida. A mamona, em compensação, já é muito mais cosmopolita. Segundo o documento, ela está no Brasil, na Austrália, nas ilhas do Pacífico, na Nova Zelândia, na África do Sul, no México, nos Estados Unidos e na Europa Ocidental.

Antes de começar qualquer atividade em grande escala, diz o relatório sobre espécies invasoras, o mais indicado é fazer uma grande avaliação de risco das espécies que serão usadas na produção dos biocombustíveis. É sempre melhor optar por plantas nacionais.

Este planejamento é ainda mais recomendável para países que contam com pouca experiência em detectar o impacto que as espécies invasoras podem ter em suas fronteiras.
A espécie exótica só deve ser considerada, para os autores do trabalho, se o custo-benefício for muito alto. Mesmo assim, os problemas poderão ocorrer.

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Comentários  

+5 Telmo Heinen
06 Fevereiro 2008 - 12:44 pm

Para falar a favor não aparece ninguém. Mas contra... basta ser de uma ongue qualquer.
280 mil ongues tem no brasil... mamando do nosso dinheiro e ainda nos dando ordens.
Incrível!
Aí acima, mais uma...
Exótico é o trigo, o arroz, o feijão, o milho, o café, a soja, a laranja...
Natural daqui só mesmo a mandioca e a banana e o maracujá
Macaquices...
Já pensou viver na base de maracujá, mandioca e bananas ?
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+3 Nelson Neves Filho
06 Fevereiro 2008 - 12:47 pm

Como voces podem ver, tem gente que deve ganhar dinheiro para divulgar este tipo de estudo, sendo geralmente incentivado/financiado por industrias estrangeiras ou algo que o pareça. O que dizer4 do café e do soja, que tanto ajudou o Brasil economicamente e socialmente, será que elas também não são ëspécies invasoras), ou pelo fato de terem sido introduzidas a muito tempo já as tornaram "genuinamente nacionais"
2
+3 Cristiano Gandra
07 Fevereiro 2008 - 06:45 am

Eu creio que o que ocorre e uma manipulacao por parte da ONG para que o Brasil, que tem o clima perfeito para a utilizacao destas especies, nao o venha a faze-lo em larga escala. A discussao do biodiesel esta acirrada aqui na Europa e tem se discutido de onde este vai ser comprado. Da Indonesia e outros paises asiaticos, onde a producao do oleo produz mais CO2 do que a utilizacao de derivados de petroleo faria, do Brasil que tem clima e experiencia comprovada em biodiesel ou na Europa, a base de subsidios absurdos. Vale lembrar que a quantidade de oleo produzida pela mamona e bem superior a outras especies como a soja e algumas especies de palmeira.
3
+3 Maria Rodrigues
07 Fevereiro 2008 - 07:59 am

CONCORDO COM OS OUTROS COMENTÁRIOS E PARESSE QUE O MUNDO TEM MEDO DO BRASIL SE TORNAR UMA GRANDE POTENCIA.
AS ONGS QUE TEM PATROCINIO GERALMENTE DE CAPITAL ESTRANGEIRO FICA SEMPRE QUERENDO COLOCAR O BRASIL COMO O GRANDE VILÃO DA DESTRUIÇÃO DA NATUREZA.
MAS VALE LEMBRAR QUE ESTE PAISES QUE PATROCINAM ESSAS ONGS VEM A MUITO TEMPO DESTRUINDO A NATUREZA EM PROL DO SEU CRESCIMENTO ECONOMICO.
JÁ QUE TODOS QUER QUE O BRASIL SE TORNE O PULMÃO DO MUNDO QUE TAL ELES FINANCIAREM MANDANDO EUROS E DOLAR PARA PROJETOS DE PRESERVAÇÃO.
4
+2 Petrus Besset
07 Fevereiro 2008 - 09:44 am

O doutor Bautista Vidal,há anos atrás,publicou um artigo em que a-
presentava um número de 70 milhões de pés de dendezeiro no litoral nordestino e na amazônia,
sendo que a autosuficiência na produção do biodiesel poderia ser
obtida,na época,com o aproveita-
mento do dende sem promover o
desmatamento amazonico e sem
prejudicar a produção de óelo co -
mestível. Os brasileiros,muito criativos,provocam temor naquelas
nações que colonizaram outros
povos ao longo de sua História,por-
tanto,o desafio ecológico já tem uma das mais eficientes armas:o
biodiesel.Eles não querem perder
dinheiro para os países em desen-volvimento.
5
+3 Gilson Leite de Moura
07 Fevereiro 2008 - 10:30 am

Brasileiro também é planta invasora. Segundo nos contou Caminha aqui só tinha indio. E por falar em bicho invasor...tem bicho mais invasor que ONG. Em Roraima já hastearam a bandeira americana, japonesa, holandesa, etc, etc....e tem lugar que brasileiro não passa.
6
+2 Missao Tanizaki
07 Fevereiro 2008 - 13:05 pm

Preciosa Raridade.

Neste país muitos pesquisadores preocupam apenas com resultados COMERCIAIS, deixando de lado outros aspectos importantes para o Desenvolvimento SUSTENTÁVEL, como essa apresentada na matéria - Preciosa Raridade.

O ANNONI é uma outra INVASORA, gramínea originária da ÁFRICA, que vem causando problemas sérios a um grande números de pecuaristas do SUL do BRASIL e vem se alastrando muito rapidamente podendo em breve chegar em outras regiões do país

É do conhecimento de muitos que a MAMONA se propaga/prolifera naturalmente, em muitas REGIÕES do Brasil - isso não é motivo para preocupação ? ? ? ? ? ? ? ? ?

Há um projeto, em andamento, para implementação de Monocultura de DENDÊ próximo à Manaus. O que me preocupa é se o Negócio não der bons resultados comerciais e vier a ser abandonado - será que o DENDEZAL poderá se proliferar desordenadamente e dominar a Vegetação Nativa ? ? ? ? ? ? ? ? ?

No Lugar do DENDÊ temos muitas alternativas de Plantas Nativas / PERENES, entre elas a Pachira Aquatica que é uma que vem sendo utilizada em arborização de áreas urbanas que apresenta potencial para produção Óleo Vegetal (um bom subtitudo do óleo do DENDÊ) e farelo que pode servir muito bem para o consumo humano e animal. A Pachira pode/deve ser pesquisada, pois poderá ser um substituto da Soja, com vantagens inquestionáveis: é uma planta perene que desenvolve em todo o território nacional.

A Pachira Aquatica pode / deve ser empregada em Reflorestamento, com utilização de Múltiplas Espécies (Seringueira, Pinhão Manso, entre outras) com objetivo de recuperação de Áreas Degradadas e Produção de Biomassa, visando atender demanda de matérias-primas das industrias do nosso Brasil e até mesmo para atende demanda internacional.

MISSAO TANIZAKI
Fiscal Federal Agropecuário
Bacharel em Química

TUDO POR UM BRASIL / MUNDO MELHOR
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0 Vanessa Lopes
08 Fevereiro 2008 - 09:28 am

Cocordo com o comentário acima, os lucros e o desenvolvimento podem ser alcançados com cautela e planejamento. Não porque todos fazem que devemos fazer do mesmo jeito. Me parece que todos temos consciencia das diferenças entre o Brasil e o resto do mundo, tanto em termos economicos, polítcos e climáticos. Portanto, nada mais coerente do que usarmos as armas condizentes com nossos padrões. Utilizar plantas exóticas porque? Se temos uma infinidade de opções que podem nos dar os mesmos resultados. Só basta querer descobrir qual é a melhor opção. Se temos horror a ongs internacionais porque não valorizamos o produto nacional!
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0 Durival L Morastico
08 Fevereiro 2008 - 19:27 pm

Missao, agradeço a orientação e solicito apoio para encontrar sementes desta planta.
9
0 Richard Fontana
09 Fevereiro 2008 - 10:10 am

Embora não seja expert em agronomia e nem tampouco nas questões ambientais, vamos dar nossa opinião no campo descrito no artigo acima.

Ao pesquisar na Internet a ONG The Nature Conservancy, da qual faz parte a Sra. Silvia Ziller e o Programa Global de Espécies Invasoras (www.wwf.org), se encontra a descrição abaixo, o que talvez justifica a preocupação daquela entidade:

"As oito organizações ambientalistas que desde 2004 estão unidas no Pacto Murici - BirdLife/Save Brasil, Centro de Estudos e Pesquisas Ambientais do Nordeste, Conservação Internacional, Fundação SOS Mata Atlântica, Instituto Amigos da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, The Nature Conservancy, Sociedade Nordestina de Ecologia e WWF-Brasil - lançam hoje uma nova ONG, batizada de Associação para a Proteção da Mata Atlântica do Nordeste (Amane). O evento oficial de apresentação será no Hotel San Marino Flat, em Maceió (Alagoas), e terá a presença de representantes de todas as entidades responsáveis pela iniciativa.

- Os mapeamentos mais recentes indicam que já há uma perda de 92,39% da cobertura original de Mata Atlântica no Nordeste -, indica Maria das Dores Melo, diretora executiva da nova ONG. No evento será empossado o primeiro conselho consultivo da Associação, formado por representantes do movimento ambientalista, do setor sucroalcooleiro, do poder público e da iniciativa privada."

Contudo, temos que analisar também, e em análise abrangente o que as ONG´s, principalmente aquelas que cooptam pelo interesse de grupos internacionais no solo brasileiro, evetivamente possuem em objetivo e o que estariam fazendo em território nacionais próprios seus, em comparações parelelas do que procuram fazer aqui no Brasil.

Indicar, como que jogado aos ares, o plantio de carnaúba (própria e específica do Nordeste, vide José de Alencar, em seu dizeres em seus "mares bravios, à sombra da carnaúba...) ou buritis (que somente se desenvolve bem em áreas de banhados), é algo muito precário e julgamos até mesmo insano.

Não seria o caso de classificar como "plantas invasoras" ou analogia a isto: "ONG`s Exóticas", as ONG´s e opiniões que nada ajudam no contexto agrícola e ambiental brasileiro?

Londrina, 09 de Novembro de 2008 - 12:08 horas.

Richard Fontana
Fone / Fax (43) 3337 7004
10
0 Missao Tanizaki
14 Agosto 2008 - 04:41 am

Prezado Durival L Morastico,

Dificilmente encontrará as sementes em algum estabelecimento comercial.

A Pachira aquatica pode ser encontrada em muitas Cidades Brasileiras das Regiões Norte, Nordeste, Centro Oeste, Sudeste e possivelmente na Região Sul, sendo muito utilizada na arborização das cidades.

Em sua Cidade ou outras próximas poderá encontrá-las.

Existe Cidadãos em todo o Mundo utilizando esse Planta no desenvolvimento de uma Arte Japonesa denominada de Bonzai, possivelmente têm informações que possam ser úteis.

As sementes pelo visto precisam de alguns cuidados, manter os produtos da após colheita sob sombra, evitando-se calor excessivo que inviabilizar a sua germinação.

Se tem intenção em produzir essa Oleoginosa visando produção de Óleo Vegetal e/ou outros fins, com utilização das sementes, recomendo que procure encontrar uma espécie de pequeno porte (facilita o manejo e colheita) e que seja o mais produtivo.

Algumas das suas espécies crescem até 15 a 18 metros de altura, formando uma bela copa, porém apresenta baixa produtividade.

Nota: deixo a seu critério troca de idéias/informações, através de e-mail’s abaixo.

MISSAO TANIZAKI
Fiscal Federal Agropecuário
Bacharel em Química
(NEW)
Esplanada dos Ministérios, Bloco “D”, Sala 346-B, Brasíla/DF

TUDO POR UM BRASIL / MUNDO MELHOR
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+1 Angelo César Meneghetti
12 Agosto 2009 - 21:29 pm

Historicamente as civilizações se desenvolveram pela agricultura e todos os povos que migraram levaram consigo plantas de todas as espécies para sua sobrevivência e tradição cultural.
Pudessemos nós reclamar dos virus invasores fabricados em laboratório para a venda de medicamentos industrializados pelos grandes laboratórios, pudessemos nós filtrar as imagens da TV que invadem nossos cérebros nos dizendo o que fazer, somos invadidos de várias formas e a propria espécie humana não é um invasor de todos os habitats do planeta?
O café nosso de cada dia, não é a Coffea arabica, vamos ter que cortar o café, o trigo, a babosa, etc etc... no final de tudo o que vai sobrar?
Temos como competir no mercado internacional produzindo exclusivamente espécies "nacionais"? De onde vem o arro e o feijão? é tudo brasileiro?
Esta revolução cultural é anti-evolutiva pois restringe cada espécie ao seu habitat de origem, impedindo a evolução natural e o surgimento de novas variedades mais adaptadas a diferentes climas. Deveriam criticar os grandes latifundios que fazem monocultura e destróem indiscriminadamente as espécies nativas sem sequer saber de todo o seu potencial por causa de um mercado consumidor que precisa consumir desesperadamente.
Acho que há uma desinformação ou uma manipulação das informações para formar um cenário cruel, sem analisar todo o contexto envolvido.
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