Baru e pequi do Cerrado poderão virar biodiesel

O Programa Biodiesel de Goiás vai aproveitar a produção de soja do estado para estudar a viabilidade da produção de biodiesel. A idéia é cultivar oleaginosas no sudoeste, onde estão concentradas as áreas mais devastadas. Estão sendo pesquisados também o potencial do pequi e do baru, que levam sete anos para produzir.

O projeto é desenvolvido pela Universidade Federal de Goiás (UFG), com apoio da Secretaria de Ciência e Tecnologia (Sectec). Goiás, grande produtor de soja e algodão, tem 64% de sua área devastados devido à agropecuária. Outro objetivo do programa goiano é o aproveitamento de rejeitos graxos da indústria e do comércio para serem adicionados ao diesel.

A UFG trabalha na caracterização das plantas e no controle de qualidade dos óleos. A Setec será responsável pela realização de pesquisas que vão alimentar o Programa Goiano do Biodiesel. Segundo a secretária Raquel Teixeira, já foram repassados recursos para o principal grupo de pesquisas sobre o tema da instituição de educação do Estado de Goiás.

O governo estadual apóia o projeto e vai criar um ‘selo verde’ para as oleaginosas da região.

Nativo do Cerrado, o baru é uma leguminosa arbórea. O gosto da amêndoa é similar ao do amendoim. O óleo costuma ser utilizado como aromatizante para o fumo e como anti-reumático.