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Inclusão social: os dados que o MDA omitiu de você

Slide imcompleto da apresentação do MDA

O slide acima foi apresentado em palestra do MDA para cerca de 2 mil pessoas no último congresso da RBTB e suprimiu importantes informações sobre o desenvolvimento do selo Combustível Social. Porque os números de 2007 e 2006 ficaram de fora?

Abaixo eu apresento todos os números da inclusão social. Depois de analisar o gráfico completo é fácil imaginar o motivo que levou o Ministério a esconder o passado da inclusão social no biodiesel:
Slide com as informações desde o início do programa

E a explicação é simples, os dados dos primeiros anos são muito melhores que os atuais. Justamente quando a produção brasileira de biodiesel era insignificante o selo incluía mais famílias. De 2006 até 2008 a produção cresceu dia após dia e as famílias envolvidas foram desaparecendo.

O que o MDA tem de esperança de incluir em 2010 (veja a projeção do MDA no gráfico) deveria ter sido atingido em 2007. Por isso não deve existir contestação ao fato de que o selo social ainda se encontra no período pré-B2.

Que ironia. Das inúmeras variáveis que poderiam dar errado no programa biodiesel, foi justamente falhar o lado mais nobre do PNPB, o maior desejo do presidente Lula: a inclusão social.

O que me faz acreditar que o selo vai continuar longe da meta inicial em 2010 não é a repetição dos mesmos erros do passado, como a dependência a apenas uma empresa ou a falta de mecanismos eficientes de avaliação da eficácia do selo, mas a ineficiência e falta de comprometimento dos responsáveis pelo selo, dos técnicos agrícolas contratados pelo MDA até o presidente Lula. A necessidade de mudança é latente, mas o marasmo continua.

Julio Cesar Vedana é diretor de redação da Revista BiodieselBR e do portal BiodieselBR.com

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Comentários   

+5 marcos fernandes
07 Dezembro 2009 - 10:03 am

ESTA SEMANA A PREFEITURA DE QUIXADA-CE ( CIDADE ONDE ESTA LOCALIZADA A USINA DE BIODIESEL DA PETROBRAS)ENVIOU RELATORIO DO PLANTIO DE MAMONA DO MUNICIPIO A PETROBRAS.
VEJAM SÓ
1.600 AGRICULTORES CADASTRADOS PARA RECEBER O SUBSIDIO DE 200,00 POR HA PLANTADO
MAIS DE 600 AGRICULTORES RECEBERAM A SEMENTE E NEM SE QUER SE MANIFESTARAM PARA A ENTREGA DA PRODUÇÃO,
UNS DIZEM QUE A SEMENTE ÉRA DE MÁ QUALIDADE E OUTROS DIZEM QUE FOI O EXCESSO DE CHUVA
MORAL DA HISTORIA O SUBSIDIO ELES JA RECEBERAM E O RESTO QUE SE EXPLODÃO.
FARTURA DE DISTRIBUIÇÃO DE DINHEIRO PUBLICO DESPERDIÇADO
SOMENTE COMPRA DE VOTOS
OS MANDOS E DESMANDOS DO PT E SUA DISTRIBUIÇÃO DE DINHEIRO A QUEM NÃO QUER TRABALHAR
DEPOIS RECLAMÃO NA INDIFERENÇAS DO SUL DO PAIS.
1
+3 Junior Garcia
07 Dezembro 2009 - 11:16 am

Em minha dissertação de mestrado em desenvolvimento econômico agrário e agrícola havia sido destacado que o PNPB não estava integrando a agricultura familiar nordestina (2005-2007). Foi destacado com base nos resultados que se não fossem realizadas algumas alterações no PNPB não haveria integração da agricultura familiar.
2
+3 paulo de sousa coutinho
09 Dezembro 2009 - 18:08 pm

Concordo com os colegas que me antecederam pois sei que a situação no campo é de grande frustação com o programa, que ficou bastante impactado quando a BrasilEcodiesel, que era a empresa líder na implantação do Selo, resolveu, por motivos econômicos, abandonar o compromisso com o desenvovimento humano e social no final de 2007. Acredito que este quadro pode e deve ser revertido a partir de uma discussão séria que leve em conta as dificuldades e as falhas encontradas no Programa. Na minha visão, o biodiesel deve ser uma ação de desenvolvimento sustentável e portanto sua equação deve contemplar o tripé da sustentabilidade. O Brasil tem experiência e capacidade de levar este Programa a frente com sucesso desde que haja vontade política verdadeira de fazê-lo. É o nome do Brasil e a vida de milhares de agricultores familiares e suas cooperativas que estão em jogo. Na área social, temos tecnologias de engajamento que permitem sensibilizar e mobilizar os trabalhadores rurais para uma participação positiva no Programa. É incrível como a megalomania,a ganância e a mediocridade se aliaram para detonar a excelente proposta do biodiesel social elaborada pelo MDA. Hora de virar a página...

3
+2 Telmo Heinen
10 Dezembro 2009 - 15:48 pm

Assim como os numeros que temos aqui, o Censo Agropecuário cujos resultados foram divulgados em 30 de setembro ultimo, os ERROS são enormes.

Para se ter uma idéia, no Censo - cujo levantamento foi realizado no 1° semestre de 2007 - Não computou dados de Sorgo, aveia, centeio, cevada, crambe, nabo forrageiro, linho e triticale entre outras.

Então, que credibilidade tem um Censo destes?
4
+3 egberto marques dourado
24 Dezembro 2009 - 20:52 pm

o governo federal diz uma coisa,que tem recursos para o custeio da mamona,o agricultor iludido confia,e prepara o terreno...e vem a chuva e...kd o credito...????nada.e mais uma vez estamos comprovando o descaso com os nordestinos...
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0 Marco Antonio Leo
21 Setembro 2011 - 21:18 pm

Após este fim de estiagem (espero), vemos que existem bolsões de calor no nosso imenso e querido BRASIL,
eu como Mineiro que sou sei que a região do Vale do Jequitinhonha, ultrapassa todos os limites da necessidade humana e lembrado constantemente pelos orgãos de saúde do mundo inteiro. (Organização mundial de saúde e outros). Por que não eleger como é feito no Nordeste esta região como uma necessidade não só humana, como também oportuna, para aumentar a renda per capita, para um patamar sustentável, pois pelas imagens veiculadas pelos orgãos de divulgação, mostram perfeitamente, que haverá um colapso considerável de recursos hídricos, água tratada, para humanos e animais e plantas. Sabemos que existe uma planificação de transposição do Rio São Francisco, creio que o nosso Vale do Jequitinhonha merece um pouco desta água para se tornar uma região auto-sustentável, e habitável.
Marco A. Leo
6

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