
Um dos fatores decisivos para o sucesso do agricultor é respeitar as épocas de plantio. A natureza é perfeita, temos épocas de plantio e épocas de colheita. O outono está acabando e com ele acaba-se a principal época de colheita das principais oleaginosas de verão. O período de inverno com clima mais frio e seco em quase todo o Brasil é um período de menos trabalhos no campo, e serve para se iniciar o planejamento das novas atividades a serem desenvolvidas a partir da próxima primavera. E neste período de inverno no hemisfério sul é verão no hemisfério norte e nesta época que a agricultura acontece lá. O que acontecerá lá nos próximos meses ditará o mercado para o resto do ano por aqui. Por isto o produtor deverá ficar ligado nas notícias vindas do norte para não tomar decisões erradas principalmente no que irá plantar no próximo verão.
O preço futuro da soja e do milho será determinado pela produção americana. Até agosto teremos um mercado chamado de “mercado do clima” para estes dois produtos. A bolsa de Chicago oscilará de acordo com a previsão do tempo, poderemos ter altas significativas em alguns dias e grandes baixas em outros.
Para a maioria dos analistas e consultores, a média de preços na bolsa de Chicago para a soja deverá situar-se entre U$ 7,00 e U$ 8,00 por buschel, sendo este o novo patamar de preços e para o milho o preço deverá ficar em torno de U$ 3,50 por buschel, mesmo que a produção da próxima safra que será ser colhida em setembro/outubro fique dentro da previsão de 315 milhões de toneladas.
O aumento dos preços destes dois produtos na bolsa de Chicago começou em outubro de 2006, época que o mercado começou a sentir com maior intensidade os efeitos nos estoques destes produtos por conta da utilização do óleo de soja para a produção de biodiesel nos Estados Unidos e Europa, e do milho para a produção de etanol nos Estados Unidos. Hoje podemos afirmar que o paradigma da formação de preços destes produtos foi quebrado e a partir de agora os preços da energia (leia-se petróleo) terá maior influência nessas cotações.
Por Univaldo Vedana
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