
O biodiesel gera emprego, gera renda, gera desenvolvimento. E o nosso programa poderia ser um exemplo a ser financiado pelos países ricos aos países pobres africanos e aos países da América Central
A frase acima foi dita pelo presidente Lula no Fórum Econômico Mundial.
Na prática, emprego, renda e desenvolvimento com o biodiesel, ainda são objetivos a serem alcançados. O programa brasileiro de biodiesel foi concebido visando à inclusão social, a revolução no campo, onde os pequenos agricultores teriam renda digna e permaneceriam no campo. Isto não aconteceu. O que estamos vendo, em maior parte, são projetos desenvolvidos utilizando o agronegócio da soja. Nada contra, mas atualmente estes projetos, entre outros problemas, carecem de lucratividade. Em função do aumento mundial da utilização de óleos vegetais para fins carburantes, os preços atingiram patamares inviáveis para a produção de biodiesel em território brasileiro.
No Brasil, não só o preço do óleo de soja, mas também a carga tributária limita a produção de biodiesel. Enquanto na Europa os governos isentaram impostos e em alguns países subsidiaram a produção, aqui o PIS/COFINS e ICMS deixam o biodiesel sem competitividade.
Projetos voltados para a agricultura familiar são poucos e recentes, embrionários ainda, e demandam de tempo para mostrar resultados. Falta muito para que estes projetos possam ser considerados exemplos a serem seguidos pelo mundo afora.
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A inclusão social merece um debate mais acurado. A visão romântica dos idealistas da agricultura familiar esbarra na realidade de um Mundo moderno, principalmente quando se fala em administrar a produção e o mercado. Falta, na política agrícola aos pequenos, assim como para a população em geral, mais informação, escola, capacitação. Melhorar a capacidade de raciocínio dos nossos pequenos “empresários” rurais irá permitir a verdadeira inclusão social ou seja, participar diretamente do negócio agrícola.