


O ano de 2015 se inicia com desafios políticos, econômicos e energéticos. A busca de alternativas racionais, mais do que nunca, parece tomar conta da agenda de empresários, autoridades e da sociedade em geral. Neste momento, iniciativas com o potencial de aliviar os efeitos inflacionários e gerar riqueza devem ser objeto de reflexão e, se consideradas eficazes, implementadas. Indo ao encontro dessa lógica virtuosa, a flexibilização para o uso de maiores percentuais de biodiesel ganha destaque, haja vista que, no atual cenário energético, o aumento do consumo desse biocombustível em algumas regiões do país poderia trazer justamente queda nos preços do diesel B e, concomitantemente, maior agregação de valor nas cadeias agroindustriais vinculadas.
Na proposta do BX Opcional sugere-se que, em circunstâncias em que se constate atratividade econômica no uso de volumes mais elevados de biodiesel, as distribuidoras de combustíveis sejam autorizadas a aumentar suas aquisições do produto até o teto de 10% (B10). Os desdobramentos imediatos dessa medida são: i) redução dos preços do diesel B, haja vista que somente há incentivo ao consumo incremental nos casos em que o biodiesel é entregue às distribuidoras a preços mais baixos do que o diesel A; ii) aumento de investimentos, considerando que ampliações e construções de novas unidades de biodiesel tendem a ser viabilizadas; iii) melhor remuneração da soja ao produtor rural, dada a maior demanda pelo grão; e iv) elevação do PIB, pois substituem-se importações de diesel fóssil pelo biodiesel doméstico.
Para que se visualize o cenário com mais nitidez, atualmente um litro de diesel A – com impostos e frete inclusos – chega a uma distribuidora mato-grossense por não menos que R$ 2,45; já o preço médio do biocombustível no estado, acrescido de ICMS, saiu por R$ 2,22/litro no 41º Leilão de Biodiesel, uma margem de R$ 0,23/ litro. Na mesma ocasião, o preço mais baixo negociado pelas usinas do Mato Grosso foi de R$ 2,13/litro. Enfim, seja esta ou qualquer outra a realidade econômica da oferta de combustíveis na região, eventualmente haverá janelas de oportunidade que poderão ser aproveitadas. Portanto, é fundamental permitir que se possa aproveitá-las.
Compreendida a racionalidade por trás do BX Opcional – em que as regras vigentes para o consumo do B7 mantêm-se absolutamente inalteradas, abrindo- -se espaço para o consumo flexível de mais biocombustível – cabe ao setor de biodiesel, em conjunto com os governos federal e estaduais e demais agentes da cadeia, ampliar as discussões e solucionar possíveis gargalos que, por ventura, se ponham à frente de tal iniciativa.
Além dos desafios, 2015 deve ser também um ano de oportunidades. Se bem aproveitadas, põe-se em movimento o círculo virtuoso que leva ao desenvolvimento regional e à criação de riquezas; caso contrário, perde-se uma chance de aprimoramento da matriz energética nacional com maior uso de fontes renováveis. O biodiesel está pronto para elevar sua responsabilidade no mercado de combustíveis brasileiro. Vamos em frente!
*Leonardo Botelho Zilio é assessor econômico da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais – Abiove
Na proposta do BX Opcional sugere-se que, em circunstâncias em que se constate atratividade econômica no uso de volumes mais elevados de biodiesel, as distribuidoras de combustíveis sejam autorizadas a aumentar suas aquisições do produto até o teto de 10% (B10). Os desdobramentos imediatos dessa medida são: i) redução dos preços do diesel B, haja vista que somente há incentivo ao consumo incremental nos casos em que o biodiesel é entregue às distribuidoras a preços mais baixos do que o diesel A; ii) aumento de investimentos, considerando que ampliações e construções de novas unidades de biodiesel tendem a ser viabilizadas; iii) melhor remuneração da soja ao produtor rural, dada a maior demanda pelo grão; e iv) elevação do PIB, pois substituem-se importações de diesel fóssil pelo biodiesel doméstico.
Para que se visualize o cenário com mais nitidez, atualmente um litro de diesel A – com impostos e frete inclusos – chega a uma distribuidora mato-grossense por não menos que R$ 2,45; já o preço médio do biocombustível no estado, acrescido de ICMS, saiu por R$ 2,22/litro no 41º Leilão de Biodiesel, uma margem de R$ 0,23/ litro. Na mesma ocasião, o preço mais baixo negociado pelas usinas do Mato Grosso foi de R$ 2,13/litro. Enfim, seja esta ou qualquer outra a realidade econômica da oferta de combustíveis na região, eventualmente haverá janelas de oportunidade que poderão ser aproveitadas. Portanto, é fundamental permitir que se possa aproveitá-las.
Compreendida a racionalidade por trás do BX Opcional – em que as regras vigentes para o consumo do B7 mantêm-se absolutamente inalteradas, abrindo- -se espaço para o consumo flexível de mais biocombustível – cabe ao setor de biodiesel, em conjunto com os governos federal e estaduais e demais agentes da cadeia, ampliar as discussões e solucionar possíveis gargalos que, por ventura, se ponham à frente de tal iniciativa.
Além dos desafios, 2015 deve ser também um ano de oportunidades. Se bem aproveitadas, põe-se em movimento o círculo virtuoso que leva ao desenvolvimento regional e à criação de riquezas; caso contrário, perde-se uma chance de aprimoramento da matriz energética nacional com maior uso de fontes renováveis. O biodiesel está pronto para elevar sua responsabilidade no mercado de combustíveis brasileiro. Vamos em frente!
*Leonardo Botelho Zilio é assessor econômico da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais – Abiove