MATÉRIA-PRIMA - Tabaco energético
Uma companhia chamada Sunchem South Brazil quer popularizar o plantio do tabaco energético nas regiões que tradicionalmente cultivam fumo. Os primeiros 10 hectares da nova variedade foram plantados em Rio Pardo (RS) no final do ano passado e a colheita foi feita no final de julho. Ao contrário das variedades tradicionais de tabaco, cujo único produto são as folhas – usadas massivamente pela indústria de cigarros –, o tabaco energético permite o aproveitamento das sementes como fonte de óleo vegetal para a produção de biodiesel e de farelos para a indústria de rações. O teor de óleo das sementes da planta chega a 40%.
COPRODUTO - Petrobras testa glicerina
A Petrobras está desenvolvendo uma tecnologia que usa glicerina na recuperação avançada de petróleo. Grosso modo, o material é misturado a um tensoativo – substância que reduz a tensão superficial de líquidos – e injetado em poços de petróleo para aumentar sua produção. Os primeiros testes com o novo método foram conduzidos no campo de Rio Pojuca (BA) ao longo de 2010 e 2011. Os resultados foram interessantes, com a recuperação de 36 mil barris de petróleo adicionais, aumentando em cerca de 2% o volume de óleo que a empresa espera recuperar do reservatório em questão. A estatal vai prosseguir com os testes no campo de Fazenda Malaquias (RN).
LABORATÓRIO - Cadastro revogado
A ANP revogou o cadastro do laboratório da Comanche Biocombustíveis no último dia 20 de julho. A usina de Simões Filho (BA) está com a produção parada desde maio de 2011, mas tinha um laboratório autorizado a conduzir 11 tipos diferentes de ensaios de biodiesel. O despacho da ANP informa que o laboratório apresentou problemas no controle das amostras e casos de não conformidade nos procedimentos de certificação do biodiesel.
AVALIAÇÃO - Corrosividade do biodiesel testada
A pesquisadora Isabella Pacifico Aquino, do Departamento de Engenharia Química da Escola Politécnica (Poli) da USP, testou os fatores que tornam o biodiesel corrosivo. Ela determinou as substâncias presentes no biodiesel mais agressivas para os metais de motores e tanques de armazenamento. O processo de degradação do biocombustível forma ácidos orgânicos, tornando-o corrosivo. O fenômeno varia conforme a matéria-prima usada na fabricação do produto e suas condições de armazenamento. Segundo a pesquisadora, o contato do biodiesel com metais libera íons metálicos que aceleram o processo de degradação. Os resultados serão publicados na revista Fuel e apontam para a necessidade de avaliar melhor os procedimentos de transporte e armazenamento do biodiesel.