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Volume de biodiesel retirado no 1º bimestre foi o menor desde o B6

Entre janeiro e fevereiro, as usinas de biodiesel entregaram 94,2% do volume de biodiesel negociado durante Leilão 52.
BiodieselBR.com 3 min de leitura
Não foi um bom bimestre para o setor. Entre janeiro e fevereiro, as usinas de biodiesel entregaram um total de 517,4 milhões de litros às distribuidoras. Em termos absolutos, esse foi o menor resultado desde o L36 – último de vigência do B5. Nos 16 leilões realizados desde a chegada do B6, em apenas três ocasiões (L40, L46 e o próprio L52), as entregas ficaram abaixo do patamar dos 600 milhões de litros.

Não foi um bom bimestre para o setor. Entre janeiro e fevereiro, as usinas de biodiesel entregaram um total de 517,4 milhões de litros às distribuidoras. Em termos absolutos, esse foi o menor resultado desde o L36 – último de vigência do B5. Nos 16 leilões realizados desde a chegada do B6, em apenas três ocasiões (L40, L46 e o próprio L52), as entregas ficaram abaixo do patamar dos 600 milhões de litros.

Esse resultado magro não é bem uma surpresa. Com apenas 545,7 milhões de litros arrematados, o Leilão 52 teve o pior resultado de todo o período posterior a julho de 2014 – mês em que o B6 entrou oficialmente em vigor.

Além do volume decepcionante, não é possível dizer que o mercado tenha se saído excepcionalmente bem em ternos da performance. De todo o biodiesel arrematado pelas distribuidoras, apenas 94,8% foram retirados das usinas. Isso representa 1,3 ponto percentual menos que no Leilão 51 e está abaixo da média de entregas nos últimos 6 certames – L47 ao L52 – que foi de 95,5%.

O resultado, no entanto, ficou um pouco acima do apresentado no L46, leilão que abasteceu o mercado no mesmo período de 2016, que foi de 94,2%.

Janeiro foi o pior mês do período, com entregas de 93,8% em relação ao volume determinado pelo edital do certame. Já em fevereiro, houve uma melhora e 95,8% do biodiesel devido foi retirado.

Topo

Dessa vez, não tivemos nenhuma usina que tenham superado a barreira dos 100% de entregas. As que mais se aproximaram foram a Bsbios de Passo Fundo com 99,3% e a Biocamp com 99,1%

No caso da planta gaúcha da Bsbios, uma boa performance era esperada. A usina vendeu menos de 1,8 milhão de litros no L52, um resultado bastante atípico para uma unidade produtiva que costuma vender várias dezenas de milhões de litros por certame. Em 2016, por exemplo, a planta vendeu sempre acima de 30 milhões de litros por leilão.

As dificuldades que do setor ficam mais claras quando se observa que nada menos que 5 usinas ficaram na faixa dos 90% de entregas. Ou seja, conseguiram entregas apenas mínimo exigido pela ANP para não serem punidas com um leilão de suspensão. Delta, PBio de Montes Claros, Cesbra, Bocchi e fazem parte deste grupo.

Piores

Por outro lado, temos três usinas que estão abaixo do piso sendo que uma delas não entregou absolutamente nada no bimestre. Fazem parte desse grupo: PBio de Candeias (88,9%), Brejeiro (85,2%) e Amazonbio (0%).

Coletivamente, as usinas desse grupo deixaram de entregar 3,1 milhões de litros em relação à suas vendas no leilão.

Veja abaixo uma lista completa das entregas de cada usina:
L52Entregas TABELA 160317
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
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