Foi a primeira vez que o volume comercializado do derivado superou a marca dos 30 milhões de m³ na primeira metade do ano
Apesar de alguma turbulência nos últimos meses, o mercado brasileiro de diesel está se saindo muito bem em 2022. É o que garantem os dados mais recentes da ANP a respeito das vendas de combustíveis ao longo do primeiro semestre do ano. Segundo a planilha, o volume de vendas reportado pelas distribuidoras beirou os 30,5 milhões de m³.
A marca inédita representa um crescimento de razoáveis 2,6% sobre o agregado no 1S de 2021 quando foram movimentados perto de 29,7 milhões de m³ do derivado. No ano passado, o mercado voltou a bater recordes de consumo de diesel depois de 7 anos se recuperando do tombo que levou no biênio 2015/2016.
Apesar de alguma turbulência nos últimos meses, o mercado brasileiro de diesel está se saindo muito bem em 2022. É o que garantem os dados mais recentes da ANP a respeito das vendas de combustíveis ao longo do primeiro semestre do ano. Segundo a planilha, o volume de vendas reportado pelas distribuidoras beirou os 30,5 milhões de m³.
A marca inédita representa um crescimento de razoáveis 2,6% sobre o agregado no 1S de 2021 quando foram movimentados perto de 29,7 milhões de m³ do derivado. No ano passado, o mercado voltou a bater recordes de consumo de diesel depois de 7 anos se recuperando do tombo que levou no biênio 2015/2016.
Não quer dizer que o recorde, é claro que, já esteja garantido. Até porque o histórico da ANP mostra que as vendas de diesel são um pouco maiores no segundo semestre – respondendo por cerca de 52,4% no total anual.
Além disso, o mercado tem flutuado bastante ao longo dos últimos meses. Tivemos tanto meses de expansão forte nas vendas de diesel quanto meses de retração. Em junho, a demanda ficou praticamente estável em relação ao ano mesmo período do ano anterior.
Segundo a ANP, no mês passado foram comercializados um pouco menos que 5,13 milhões de m³, magros 0,3% de expansão sobre os 5,11 de junho de 2021.
Ganhos
Com crescimento de 6,8%, 211,4 mil m³, os estados da região Norte foram os que viram a maior expansão nas vendas de diesel na primeiros seis meses de 2022. Embora tenha tido um crescimento relativamente mais modesto – 3,5% –, o Sudeste aumentou o volume em 401,4 mil m³.
Sul (-1%) e Nordeste (-0,7%) por outro lado, não conseguiram acompanhar o bom momento do restante do país.
Biodiesel
O desempenho positivo do diesel não está se transferindo para o setor de biodiesel.
Embora a maior parte da queda na produção das usinas possa ser atribuída ao corte na mistura obrigatória, essa variável saiu do tabuleiro no mês passado. Mesmo com nas comparações entre meses de B10, a produção de biodiesel apresenta queda ao passo que as vendas de diesel aumentaram no mesmo período.
Em junho, a produção de biodiesel superou ligeiramente a demanda. Descontadas as vendas de diesel marítimo, o mercado demandou 502,5 mil m³ de B100 para uma produção de 508,6 mil m³.
Apesar do saldo positivo no mês, o mercado ainda está 19,2 mil m³ no vermelho se considerado o 1º semestre como um todo.
Desempenho geral
O diesel ficou em linha com o desempenho geral do mercado dos outros combustíveis acompanhados pela ANP. No computo total, as vendas no 1S de 2022 apresentaram ganhos de 2,5%.
Embora os combustíveis para o ciclo otto tiveram aumento de 1,8% nas vendas, o resultado foi puxado pela gasolina que teve avanço de 10,8% no período, enquanto o etanol hidratado viu as vendas caírem 15,7%.
O grande destaque do período foi o querosene de aviação que – depois de dois anos impactado pela pandemia do novo coronavírus – teve com aumento de 52,8% nas vendas, fechando o semestre com 2,83 milhões de m³. Resultado ainda está consideravelmente abaixo dos 3,46 milhões de m³ de 2019.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com