Na comparação anual, as distribuidoras movimentaram mais 0,8% em julho de 2020 do que no mesmo mês de 2019
Mesmo que não seja a recuperação vigorosa que todos gostariam de estar vendo, as vendas de óleo diesel no Brasil fecharam mais uma vez no azul na comparação anual – pelo segundo mês seguido. Em julho, as distribuidoras movimentaram 5,23 bilhões de litros do derivado. Esse volume é cerca de 0,8% maior do que o apurado no mesmo período de 2019.
O mercado já tinha trocado o vermelho pelo azul em junho quando as vendas do derivado mais consumido pelos brasileiros tiveram uma expansão de 0,9%. Embora modesta, ela vinha depois de duas contrações relevantes – -13,9% e -9,1% – verificadas na esteira da chegada da pandemia da Covid-19 ao país.
A virada do mês passado mostra que o diesel vem reagindo bem melhor e mais rapidamente do que outros segmentos do mercado de combustíveis. Entre os combustíveis do ciclo Otto, por exemplo, julho foi quinto mês seguido no vermelho. Na comparação anual a queda foi de quase 11,8% a menos em vendas com 4,59 bilhões movimentados – 1,51 bilhão de litros de etanol e 2,98 bilhões de litros de gasolina. O mercado como um todo teve recuo de 8,2%, um pouco pior que os 8% de junho.
Mesmo que não seja a recuperação vigorosa que todos gostariam de estar vendo, as vendas de óleo diesel no Brasil fecharam mais uma vez no azul na comparação anual – pelo segundo mês seguido. Em julho, as distribuidoras movimentaram 5,23 bilhões de litros do derivado. Esse volume é cerca de 0,8% maior do que o apurado no mesmo período de 2019.
O mercado já tinha trocado o vermelho pelo azul em junho quando as vendas do derivado mais consumido pelos brasileiros tiveram uma expansão de 0,9%. Embora modesta, ela vinha depois de duas contrações relevantes – -13,9% e -9,1% – verificadas na esteira da chegada da pandemia da Covid-19 ao país.
A virada do mês passado mostra que o diesel vem reagindo bem melhor e mais rapidamente do que outros segmentos do mercado de combustíveis. Entre os combustíveis do ciclo Otto, por exemplo, julho foi quinto mês seguido no vermelho. Na comparação anual a queda foi de quase 11,8% a menos em vendas com 4,59 bilhões movimentados – 1,51 bilhão de litros de etanol e 2,98 bilhões de litros de gasolina. O mercado como um todo teve recuo de 8,2%, um pouco pior que os 8% de junho.
De todos os outros produtos acompanhados pela ANP, apenas GLP e querosene iluminante têm números positivos a apresentar. Houve crescimento de, respectivamente, 1,8% e 5,6%.
Mês a mês
Embora o número anual pareça indicar que recuperação do mercado de diesel chegou a um platô, os números mensais permitem um pouco mais de otimismo com crescimento de 11,4% no volume vendido.
Esse não só é terceiro mês seguido de crescimento como, ainda, o maior da sequência. Entre junho e julho, as vendas aumentaram 11,4% e esse crescimento foi generalizado com todas as regiões do país apresentando variação positiva.
O Centro-Oeste teve a maior expansão do período com 14,6% de aumento nas vendas de diesel. O menor resultado foi no Sul onde o crescimento ficou um ligeiramente abaixo de 7,1% – a única região a não apresentar crescimento de dois dígitos.
Insuficiente
Com o dado sobre as vendas de diesel divulgados é possível bater o martelo: mesmo com as usinas de biodiesel batendo seu recorde com 602 milhões de litros fabricados, ainda não foi o suficiente para atender 100% da demanda.
Para que todo o diesel vendido em julho tivesse 12% de biodiesel teria sido necessário produzir 618,8 milhões de litros. Descontando as vendas de diesel marítimo que é isento da mistura obrigatória, ficaram faltando 16,7 milhões de litros para fechar as contas do mercado.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com