Apesar de uma queda pronunciada na comparação mensal, o mercado segue em crescimento no acumulado de 2019
Depois de dois meses seguidos com força total – com vendas na casa dos 5,2 bilhões de litros –, o mercado nacional de óleo diesel desacelerou. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), durante o mês de setembro, os brasileiros consumiram um pouco além de 4,89 bilhões de litros do derivado de petróleo. Trata-se de uma queda de 7,4% em relação a agosto, cujo resultado foi o melhor em um período de 58 meses.
Depois de dois meses seguidos com força total – com vendas na casa dos 5,2 bilhões de litros –, o mercado nacional de óleo diesel desacelerou. Segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), durante o mês de setembro, os brasileiros consumiram um pouco além de 4,89 bilhões de litros do derivado de petróleo. Trata-se de uma queda de 7,4% em relação a agosto, cujo resultado foi o melhor em um período de 58 meses.
Apesar da puxada de freio, setembro não foi um mês perdido para o mercado. As vendas cresceram 2,8% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o consumo foi de um pouco menos que 4,76 bilhões de litros. Na comparação com outros resultados para setembro, 2019 teve a melhor movimentação do produto desde 2015.
Também não é possível dizer que o resultado seja totalmente repentino. Nos últimos cinco anos, o mercado tem visto as vendas caírem entre agosto e setembro. Este ano, no entanto, a contração foi mais pronunciada – de 2014 até 2018, a queda média nas vendas foi de 3,1%.
Isso acontece porque o período entre agosto e outubro marca o ponto mais alto da curva anual de demanda do derivado no mercado brasileiro. Os meses formam uma espécie de platô, antes do consumo começar a cair a partir de novembro.
De janeiro até agora, as vendas de diesel acumulam 42,8 bilhões de litros vendidos. São 3,3% a mais do que no ano passado e o maior volume desde 2015, quando as vendas de janeiro a setembro passavam dos 42,9 bilhões de litros. No entanto, a demanda ainda está longe dos cerca de 44,7 bilhões de litros que foram movimentados em 2014.
Superávit
Com menos diesel sendo vendido e um recorde na produção de biodiesel, o mercado do biocombustível voltou a ficar superavitário.
Considerando os números reportados pelas distribuidoras e descontado o diesel marítimo, que é isento da adição de biocombustível, a produção das usinas superou a demanda obrigatória em quase 27,1 milhões de litros.
No ano, entretanto, o setor ainda está no vermelho. As usinas teriam que ter produzido 16 milhões de litros de biodiesel a mais do que os 4,25 bilhões fabricados até agora para fechar as contas.
As importações tiveram um peso maior em setembro. Com 1,24 bilhão de litros de diesel desembarcando no país, a dependência do mercado brasileiro ficou em 25,4%. É o pior número para este ano.
Outros combustíveis
Segundo a ANP, o mercado de combustíveis como um todo movimentou perto de 11,7 bilhões de litros em setembro, cerca de 2,2% a mais do que em 2018.
Os combustíveis para motores do ciclo Otto, inclusive, apresentaram um desempenho melhor do que o diesel, crescendo 5,9%, com vendas de 4,96 bilhões de litros.
O etanol hidratado avançou 4,1%, para 1,87 bilhão de litros, enquanto a gasolina C deu um salto de quase 7%, para 3,09 bilhões de litros.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com