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Usinas entregaram 608,5 mil m³ de biodiesel em maio

Volume de biodiesel movimentado pelos fabricantes foi o maior registrados desde outubro de 2021

BiodieselBR.com 5 min de leitura

As usinas de biodiesel tiveram seu melhor mês em muito tempo. De acordo com os dados mais recentes a respeito da movimentação do produto no mercado que foram divulgados há pouco pela ANP, no mês de maio os fabricantes reportaram a venda de 608,5 mil m³ de biodiesel. Trata-se do maior volume mensal em mais de um ano e meio.

A última vez que as entregas de biodiesel haviam superado a barreira dos 600 mil m³ havia sido em outubro de 2021. O 5º bimestre (5B) de 2021 foi marcado pela tentativa de retomar a mistura obrigatória regulamentada depois do corte promovido pelo governo Bolsonaro.

Em maio daquele ano, o governo federal – para tentar mitigar impactos inflacionários – decidiu reduzir a adição de biodiesel no óleo diesel mineral de 13% para 10%. Embora tenha sido anunciado como uma medida pontual, o B10 foi mantido por dois bimestres. Com a volta do B12 a partir de setembro, o governo deu a entender que estava se preparando para normalizar a situação. O governo, contudo, acabou recuando mais uma vez e o B10 foi mantido até abril deste ano.

Com a retomada do B12 em abril deste ano, as vendas de biodiesel voltaram a engrenar com aumentos sucessivos nos volumes entregues.

As usinas de biodiesel tiveram seu melhor mês em muito tempo. De acordo com os dados mais recentes a respeito da movimentação do produto no mercado que foram divulgados há pouco pela ANP, no mês de maio os fabricantes reportaram a venda de 608,5 mil m³ de biodiesel. Trata-se do maior volume mensal em mais de um ano e meio.

A última vez que as entregas de biodiesel haviam superado a barreira dos 600 mil m³ havia sido em outubro de 2021. O 5º bimestre (5B) de 2021 foi marcado pela tentativa de retomar a mistura obrigatória regulamentada depois do corte promovido pelo governo Bolsonaro.

Em maio daquele ano, o governo federal – para tentar mitigar impactos inflacionários – decidiu reduzir a adição de biodiesel no óleo diesel mineral de 13% para 10%. Embora tenha sido anunciado como uma medida pontual, o B10 foi mantido por dois bimestres. Com a volta do B12 a partir de setembro, o governo deu a entender que estava se preparando para normalizar a situação. O governo, contudo, acabou recuando mais uma vez e o B10 foi mantido até abril deste ano.

Com a retomada do B12 em abril deste ano, as vendas de biodiesel voltaram a engrenar com aumentos sucessivos nos volumes entregues.

No acumulado do ano, foram movimentados um pouco mais de 2,65 milhões de m³ de biocombustível. Apesar deste ser um volume 10,1% maior do que o registrado durante o período de janeiro a maio do ano passado, o mercado ainda está numa corrida de recuperação para retomar os níveis de atividade que chegou a apresentar antes dos cortes na mistura obrigatória.

Nos cinco primeiros meses de 2021 – o que já inclui o primeiro mês do B10 –, as vendas de biodiesel foram de 2,91 milhões de m³, cerca de 8,8% acima do nível atual. Essa distância, contudo, já caiu quase pela metade. Em março, a diferença era de 16,9%.

Quase metade

A volume de biodiesel entregue em maio está razoavelmente alinhado com o que seria de se esperar neste ponto do bimestre em relação aos contratos que foram fechados entre as usinas e as distribuidoras.

Segundo a atualização mais recente dos dados de contratação do 3B publicados pela ANP, perto de 1,26 milhão de m³ de biodiesel foram negociados para o atendimento da mistura obrigatória ao longo dos meses de maio e junho. As entregas reportadas pelas usinas equivalem a 48,4% deste montante. Ficam faltando 648,7 mil m³ para junho.

Faturamento não acompanha

Apesar do crescimento nas vendas ser bem-vindo. O mesmo movimento não está se repetindo no faturamento dos fabricantes. Cruzando o volume de biodiesel entregue com os preços médios do produto apurados pela ANP ao longo do mês de maio temos uma receita de aproximadamente R$ 2,47 bilhões.

O valor é cerca 37,1% menor do que no mesmo mês de 2022 quando o faturamento chegou a R$ 3,92 bilhões. Em maio de 2022, os preços do biodiesel atingiram os maiores patamares registrados desde que a ANP passou a publicar os números com periodicidade semanal depois da mudança do sistema de comercialização na virada do ano passado.

Ao longo de maio de 2022, a média dos preços nacionais variaram entre R$ 7.387,34 e R$ R$ 7.152,78. Agora, os valores ficaram entre R$ 4.101,38 e R$ 3.970,02 por m³.

Dentre os 31 fabricantes que entregaram produto em maio, o maior volume coube à Be8 (ex-BSBios). A empresa entregou 75,6 mil m³ de biodiesel; equivalente a 12,4% do total geral. Ao preço médio pelo qual o biodiesel foi negociado na Região Sul – onde ficam as duas usinas do grupo –, esse volume poderia render perto de R$ 297 milhões.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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