Depois de duas quedas seguidas, a produção de biodiesel voltou a dar sinais de ânimo em julho com uma recuperação de respeitáveis 15,2% em relação ao volume fabricado no mês anterior. Os dados foram divulgados hoje pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Depois de duas quedas seguidas, a produção de biodiesel voltou a dar sinais de ânimo em julho com uma recuperação de respeitáveis 15,2% em relação ao volume fabricado no mês anterior. Ao todo, foram colocados no mercado 337,4 milhões de litros segundo dados divulgados hoje pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Entre um mês e o outro, os fabricantes expandiram sua oferta de biocombustível em aproximadamente 44,6 milhões de litros e voltaram a apresentar um nível de produção mais em linha com o que vem sendo mantido desce a introdução do B6 em meados de 2014.
Isso não quer dizer que a indústria esteja em crescimento. Longe disso. Na comparação entre julho deste ano e julho do ano passado, tivemos uma queda pouco superior a 1% na atividade das usinas. Por mais decepcionante que esse resultado seja, vale ressaltar que ele é bem mais saudável do que o que vem sendo apresentado no mercado de óleo diesel onde as vendas de julho acabaram 5,4% abaixo das registradas um ano antes.
Na somatória do ano, já foram fabricados 2,2 bilhões de litros de biodiesel. Um resultado 3,1% mais fraco do que no ano passado. Curiosamente, a contração tem sido um tanto mais suave do que no mercado de diesel onde a queda na demanda até este momento está em 5%.
Saldo positivo
Considerando que as vendas de diesel do mês de julho foram pouco inferiores a 4,7 bilhões de litros, é possível estimar que a demanda de biodiesel em 328,8 milhões de litros – sem levar em conta o volume de diesel náutico isento de mistura. Ou seja, a produção das usinas encerrou o mês com um saldo positivo de 8,6 milhões de litros.
Com isso, o balanço anual de oferta e demanda que estavam no vermelho em 1,8 milhão de litros graças principalmente a um desempenho especialmente ruim durante junho voltou a ficar no azul em 6,7 milhões de litros.
Usinas
Um grupo de 32 usinas apresentou atividade no mês de julho. Dessas, 18 produziram volumes maiores em julho do que haviam fabricado em junho. As 15 restantes apresentaram decréscimo no nível de atividade.
A campeã em termos absolutos de produção foi – pelo terceiro mês seguido – a ADM de Rondonópolis (MT) com quase 30,5 milhões de litros de biodiesel fabricados. Um salto de 25% sobre o volume de produção do mês anterior. Também foi a ADM que levou o troféu na categoria grupos com uma produção de mais de 40,2 milhões de litros.
Mas a empresa que mais avançou no período foi a Potencial Biodiesel. Depois de fabricar apenas 2,5 milhões de litros em junho, a usina paranaense parece estar querendo recuperar o tempo perdido e produziu 17,1 milhões de litros
E o Rio Grande do Sul fica mais uma vez no topo do ranking nacional de produtores com 99,7 milhões de litros fabricados.
Retorno
Julho também foi marcado por um retorno. Depois de cinco meses sem dar notícias, a Amazonbio voltou a produzir biodiesel.
Foram menos de 151,5 mil litros o que dá cerca de 5,5% da capacidade mensal da usina de Rondônia que está fora do mercado desde o 44º Leilão de Biodiesel.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
Depois de duas quedas seguidas, a produção de biodiesel voltou a dar sinais de ânimo em julho com uma recuperação de respeitáveis 15,2% em relação ao volume fabricado no mês anterior. Ao todo, foram colocados no mercado 337,4 milhões de litros segundo dados divulgados hoje pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Entre um mês e o outro, os fabricantes expandiram sua oferta de biocombustível em aproximadamente 44,6 milhões de litros e voltaram a apresentar um nível de produção mais em linha com o que vem sendo mantido desce a introdução do B6 em meados de 2014.
Isso não quer dizer que a indústria esteja em crescimento. Longe disso. Na comparação entre julho deste ano e julho do ano passado, tivemos uma queda pouco superior a 1% na atividade das usinas. Por mais decepcionante que esse resultado seja, vale ressaltar que ele é bem mais saudável do que o que vem sendo apresentado no mercado de óleo diesel onde as vendas de julho acabaram 5,4% abaixo das registradas um ano antes.
Na somatória do ano, já foram fabricados 2,2 bilhões de litros de biodiesel. Um resultado 3,1% mais fraco do que no ano passado. Curiosamente, a contração tem sido um tanto mais suave do que no mercado de diesel onde a queda na demanda até este momento está em 5%.
Saldo positivo
Considerando que as vendas de diesel do mês de julho foram pouco inferiores a 4,7 bilhões de litros, é possível estimar que a demanda de biodiesel em 328,8 milhões de litros – sem levar em conta o volume de diesel náutico isento de mistura. Ou seja, a produção das usinas encerrou o mês com um saldo positivo de 8,6 milhões de litros.
Com isso, o balanço anual de oferta e demanda que estavam no vermelho em 1,8 milhão de litros graças principalmente a um desempenho especialmente ruim durante junho voltou a ficar no azul em 6,7 milhões de litros.
Usinas
Um grupo de 32 usinas apresentou atividade no mês de julho. Dessas, 18 produziram volumes maiores em julho do que haviam fabricado em junho. As 15 restantes apresentaram decréscimo no nível de atividade.
A campeã em termos absolutos de produção foi – pelo terceiro mês seguido – a ADM de Rondonópolis (MT) com quase 30,5 milhões de litros de biodiesel fabricados. Um salto de 25% sobre o volume de produção do mês anterior. Também foi a ADM que levou o troféu na categoria grupos com uma produção de mais de 40,2 milhões de litros.
Mas a empresa que mais avançou no período foi a Potencial Biodiesel. Depois de fabricar apenas 2,5 milhões de litros em junho, a usina paranaense parece estar querendo recuperar o tempo perdido e produziu 17,1 milhões de litros
E o Rio Grande do Sul fica mais uma vez no topo do ranking nacional de produtores com 99,7 milhões de litros fabricados.
Retorno
Julho também foi marcado por um retorno. Depois de cinco meses sem dar notícias, a Amazonbio voltou a produzir biodiesel.
Foram menos de 151,5 mil litros o que dá cerca de 5,5% da capacidade mensal da usina de Rondônia que está fora do mercado desde o 44º Leilão de Biodiesel.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com