O mercado brasileiro de óleo diesel continua pressionado pelo desempenho ruim da economia. Em julho, as vendas do derivado foram 5,4% menores do que no mesmo mês do ano passado. Essa foi o quinto resultado negativo seguido na comparação entre um mês de 2016 e seu equivalente em 2015.
O mercado brasileiro de óleo diesel continua pressionado pelo desempenho ruim da economia. Em julho, as vendas do derivado foram de 4,7 bilhões de litros ficando 5,4% menores do que no mesmo mês do ano passado. Essa foi o quinto resultado negativo seguido na comparação entre um mês de 2016 e seu equivalente em 2015.
Este ano a comparação só ficou positiva em fevereiro. Mas isso parece ter mais a ver com um resultado anormalmente ruim de fevereiro do ano passado – em fevereiro de 2015 o mercado levou um tombo de 13% no nível de consumo – que torna a comparação artificialmente positiva. Se a comparação for feita com fevereiro de 2014, a queda é de 8,4%.
Mais do que isso, o tamanho do degrau vem aumentando ao longo dos últimos três meses – em maio foram -3%; em junho -5,1% e em julho -5,4%. Isso reverte a tendência de melhoria do mercado percebida entre os meses de março a maio [veja gráfico].
Dos 27 estados da federação, 22 tiveram variações negativas no consumo de óleo diesel. A maior queda foi na Bahia onde a demanda emagreceu 37 milhões de litros de um ano para o outro.
Nos quatro estados onde o mercado cresceu – Paraná, Santa Catarina, Amazonas e Mato Grosso do Sul – o consumo avançou cerca de 46 milhões de litros. Destaque para o Paraná, onde o crescimento foi de 36,7 milhões de litros.
Acumulado
No acumulado do ano, já foram vendidos 31,3 bilhões de litros de óleo diesel o que corresponde a 40,2% do mercado total de combustíveis em geral praticamente repetindo sua participação do ano passado que foi de 40,3% ao longo dos primeiros sete meses do ano.
O que mudou, no entanto, foi o tamanho do mercado. Este ano, os brasileiros consumiram 77,9 bilhões de litros de combustíveis. Isso dá 4,8% menos que em 2015 que já havia sido um ano ruim com uma contração total de 2% no consumo.
Outra mudança diz respeito à gasolina que viu seu market share avançar quase dois pontos percentuais de 2015 para 2016. Enquanto isso, o etanol perdeu quase um ponto percentual – de 12,1% ano passado para 11% este. Em 2015, o etanol foi a grande estrela do mercado de combustíveis com um avanço de impressionantes 37,5% no ano.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com
O mercado brasileiro de óleo diesel continua pressionado pelo desempenho ruim da economia. Em julho, as vendas do derivado foram de 4,7 bilhões de litros ficando 5,4% menores do que no mesmo mês do ano passado. Essa foi o quinto resultado negativo seguido na comparação entre um mês de 2016 e seu equivalente em 2015.
Este ano a comparação só ficou positiva em fevereiro. Mas isso parece ter mais a ver com um resultado anormalmente ruim de fevereiro do ano passado – em fevereiro de 2015 o mercado levou um tombo de 13% no nível de consumo – que torna a comparação artificialmente positiva. Se a comparação for feita com fevereiro de 2014, a queda é de 8,4%.
Mais do que isso, o tamanho do degrau vem aumentando ao longo dos últimos três meses – em maio foram -3%; em junho -5,1% e em julho -5,4%. Isso reverte a tendência de melhoria do mercado percebida entre os meses de março a maio [veja gráfico].
Dos 27 estados da federação, 22 tiveram variações negativas no consumo de óleo diesel. A maior queda foi na Bahia onde a demanda emagreceu 37 milhões de litros de um ano para o outro.
Nos quatro estados onde o mercado cresceu – Paraná, Santa Catarina, Amazonas e Mato Grosso do Sul – o consumo avançou cerca de 46 milhões de litros. Destaque para o Paraná, onde o crescimento foi de 36,7 milhões de litros.
Acumulado
No acumulado do ano, já foram vendidos 31,3 bilhões de litros de óleo diesel o que corresponde a 40,2% do mercado total de combustíveis em geral praticamente repetindo sua participação do ano passado que foi de 40,3% ao longo dos primeiros sete meses do ano.
O que mudou, no entanto, foi o tamanho do mercado. Este ano, os brasileiros consumiram 77,9 bilhões de litros de combustíveis. Isso dá 4,8% menos que em 2015 que já havia sido um ano ruim com uma contração total de 2% no consumo.
Outra mudança diz respeito à gasolina que viu seu market share avançar quase dois pontos percentuais de 2015 para 2016. Enquanto isso, o etanol perdeu quase um ponto percentual – de 12,1% ano passado para 11% este. Em 2015, o etanol foi a grande estrela do mercado de combustíveis com um avanço de impressionantes 37,5% no ano.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com