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Produção de biodiesel tem seu pior mês desde abril de 2020

Dados divulgados pela ANP mostram produção das usinas em janeiro ficou próxima da que foi registrada logo depois da chegada do coronavírus no Brasil

BiodieselBR.com 3 min de leitura

Demorou, mas a ANP finalmente divulgou os dados finais para produção de biodiesel para o mês de janeiro. E a imagem não é nada bonita. Segundo a agência, as usinas brasileiras fabricaram um pouco mais de 454,3 milhares de m³. O número faz deste o pior mês para o setor desde abril de 2020 quando a chegada do novo coronavírus ao país e as medidas para o combate à pandemia fizeram despencar o consumo de óleo diesel e, consequentemente, a produção de biodiesel.

Naquele mês de 2020, as usinas colocaram no mercado menos de 440 mil m³ do produto. O volume atual é apenas 3,4% maior do que o de então.

Contrariando as expectativas mais pessimistas, no entanto, em 2020 o mercado se recuperou de forma relativamente rápida. No fim das contas, a demanda de diesel encerrou o ano estável e a produção de biodiesel cresceu 9% fechando em 6,43 milhões de m³.

Demorou, mas a ANP finalmente divulgou os dados finais para produção de biodiesel para o mês de janeiro. E a imagem não é nada bonita. Segundo a agência, as usinas brasileiras fabricaram um pouco mais de 454,3 milhares de m³. O número faz deste o pior mês para o setor desde abril de 2020 quando a chegada do novo coronavírus ao país e as medidas para o combate à pandemia fizeram despencar o consumo de óleo diesel e, consequentemente, a produção de biodiesel.

Naquele mês de 2020, as usinas colocaram no mercado menos de 440 mil m³ do produto. O volume atual é apenas 3,4% maior do que o de então.

Contrariando as expectativas mais pessimistas, no entanto, em 2020 o mercado se recuperou de forma relativamente rápida. No fim das contas, a demanda de diesel encerrou o ano estável e a produção de biodiesel cresceu 9% fechando em 6,43 milhões de m³.

Há poucos motivos para acreditar numa recuperação similar agora. Ao contrário de 2020, quando o mercado de biodiesel foi impulsionado pela chegada do B12 entre março e agosto, agora o setor tem pela frente um ano inteiro de B10.

No momento, o único alento vem do consumo de diesel que manteve, no começo deste ano, o processo de expansão que encerrou o recordista ano de 2021 – 62,1 milhões de m³ consumidos. Mas isso também foi antes da invasão da Ucrânia pela Rússia disparar ondas de choque sobre toda a economia global.

Empate

A produção das usinas foi suficiente para cobrir a demanda por B10 durante o período. Descontado volume de diesel marítimo, as vendas de óleo diesel exigiriam um pouco mais de 452,2 mil m³ de biodiesel puro. Dessa forma, a produção de janeiro deixa um saldo positivo de 2,11 mil m³.

As entregas do produto, no entanto, ficaram bem abaixo do que seria necessário. Em janeiro, usinas e distribuidores reportaram entregas de biodiesel da ordem de 422,1 mil m³.

Distribuição

Dos 13 estados que apresentaram produção de biodiesel em janeiro, 8 tiveram queda na atividade das usinas entre dezembro e janeiro. A maior contração foi no Paraná onde o volume produzido caiu 23,8 mil m³ em apenas um mês, indo para 84,9 mil m³.

Proporcionalmente, no entanto, a maior contração foi na Mato Grosso do Sul onde a produção de janeiro caiu pela metade ficando abaixo de 10 mil m³.

O maior produtor do país, o Rio Grande do Sul, registrou 120,7 mil m³ fabricados. Esse volume é 12,7% menor do que no mês anterior.

Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com

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