Apesar do corte na mistura obrigatória de 13% para 10% nos meses de maio e junho, o nível de produção das usinas no 1º semestre superou o registrado no último ano
Em que pesem os reveses sofridos pelo setor de biodiesel, a produção de biodiesel no Brasil tem conseguido sustentar um nível de crescimento razoável. De acordo com os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na primeira metade deste ano as usinas fabricaram um pouco menos que 3,35 milhões de metros cúbicos de biodiesel. Esse volume é 13,3% superior ao que foi visto no 1º semestre do ano passado e recorde para o período.
Vale lembrar que, no começo ano passado, a produção da indústria estava turbinada por dois aumentos da mistura obrigatória. O B11 que havia sido implementado em setembro de 2019 e o B12 em março de 2020. Isso ajudou a blindar o setor contra os efeitos mais severos da pandemia no mercado de combustíveis.
Em que pesem os reveses sofridos pelo setor de biodiesel, a produção de biodiesel no Brasil tem conseguido sustentar um nível de crescimento razoável. De acordo com os dados mais recentes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), na primeira metade deste ano as usinas fabricaram um pouco menos que 3,35 milhões de metros cúbicos de biodiesel. Esse volume é 13,3% superior ao que foi visto no 1º semestre do ano passado e recorde para o período.
A comparação talvez não fosse tão positiva caso as condições de mercado no 1º semestre de 2020 tivessem sido normais. Não foi bem esse o caso. O desembarque do novo coronavírus no Brasil derrubou as vendas de óleo diesel em aproximadamente 2,6% o que, naturalmente, afetou o consumo por biodiesel.
Vale lembrar que, no começo ano passado, a produção da indústria estava turbinada por dois aumentos da mistura obrigatória. O B11 que havia sido implementado em setembro de 2019 e o B12 em março de 2020. Isso ajudou a blindar o setor contra os efeitos mais severos da pandemia no mercado de combustíveis.
Inversão
Este ano, a situação veio invertida.
O mercado nacional de diesel vive um bom momento. As distribuidoras venderam 29,7 milhões de m³ durante o 1º semestre.
De uma vez só, o mercado se reergueu do tombo que levou por causa da pandemia e está – pelo menos até agora – voltando a atingir nível de demandas superiores aos registrados em 2014. Completando, finalmente, a lenta recuperação dos efeitos da crise aguda que se abateu sobre a economia brasileira entre 2015 e 2016.
O que não ajudou, desta vez, foi a mistura obrigatória. Apesar da implementação do B13 em março, o governo federal deu meia volta e reduziu a mistura em três pontos percentuais – de B13 para B10 – no terceiro bimestre.
A decisão derrubou o nível de produção das usinas. Entre abril e maio, a produção recuou 14,4% e minguou mais 4,7% de maio para junho. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a produção no mês de junho sofreu um recuo de 3,8%.
No azul
A desaceleração na produção foi mais lenta do que pelo lado da demanda.
Em maio, o volume de óleo diesel movimentado pelas distribuidoras exigiu 494,1 mil m³ de biodiesel em estado puro para cumprir com as obrigações legais – pouco acima dos 474,1 mil m³ que foram demandados pelo mercado no auge do efeito da pandemia em abril de 2020. Com isso, a oferta fechou o mês 43,7 mil m³ acima da demanda.
Já em junho, a oferta foi de 512,8 mil m³ para uma demanda de 502,7 mil m³. Deixando um saldo de 10,1 mil m³.
No semestre, contudo, o saldo fica negativo. Faltam cerca de 10,4 mil m³ de biodiesel para fechar as contas.
Maiores
O principal fornecedor de biodiesel para o mercado brasileiro no 1º semestre foi o Rio Grande do Sul. De lá saíram um pouco mais que 936 mil m³. O Mato Grosso ficou em segundo com 632 mil m³ e o Paraná vem em terceiro com 586,1 mil m³.
De acordo com os números reportados pela ANP, 40 unidades produtivas fabricaram pelo menos algum biodiesel entre janeiro e junho. A campeã entre as usinas foi a Potencial cuja planta em Lapa (PR) colocou 367,4 mil m³ no mercado o que equivale a 11% do total fabricado no país.
Já a BSBios ocupa o topo do ranking de maiores fornecedores de biodiesel. As usinas de Marialva (PR) e Passo Fundo (RS) do grupo fabricaram um total de 426,5 mil m³ de biodiesel.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com